Billy Preston: a história do músico que foi o 5° Beatle e o 6° Stone
Por Igor Miranda
Postado em 07 de setembro de 2016
Billy Preston é considerado, por muitos, o quinto Beatle e o sexto Stone. Ele não foi o único a trabalhar com os Beatles e os Rolling Stones. No entanto, diferente de nomes como Eric Clapton, Preston recebeu os créditos por seus registros - é, praticamente, o único mencionado e reconhecido por ambos os grupos.
A carreira de Billy Preston é uma espécie de Bíblia da música contemporânea. Além de ter gravado com as duas maiores bandas de rock do mundo, Preston trabalhou com Little Richard, Sam Cooke, Ray Charles, Eric Clapton, Sly & The Family Stone, Joe Cocker e George Harrison.
Billy Preston foi a prova de que um músico pode ser importante e influente mesmo por trás das cortinas. Começou a tocar ainda criança e aprendeu tudo sozinho. Aos 15 anos, Preston já integrava a banda de Little Richard. Ainda na década de 60, o músico gravaria com Sam Cooke e Ray Charles, o que deu a exposição necessária a seu trabalho.
O músico também se lançou em uma prolífica carreira individual. São mais de 20 álbuns somente em sua trajetória solo.
Preston morreu em 6 de junho de 2006, aos 59 anos. Ele sofreu com problemas renais em seus últimos anos de vida e ficou em coma desde novembro de 2005. Há dez anos, Preston partiu, vítima das complicações relacionadas à hipertensão e a doenças nos rins.
O quinto Beatle
Apesar de ter tocado com tantos nomes importantes na década de 1960, foi o trabalho com os Beatles que colocou Billy Preston no topo da lista de músicos de estúdios. O tecladista conheceu os membros dos Beatles em 1962, quando excursionava com Little Richard. A parceria, porém, só se concretizou em janeiro de 1969.
A presença de Billy Preston no estúdio serviu para acalmar os ânimos dos Beatles, que estavam prestes a se separar. George Harrison chegou a sair da banda, mas voltou - com Preston - após ver um show de Ray Charles com o tecladista. O músico acabou por participar das gravações do álbum "Let It Be" e, consequentemente, de "Abbey Road", que foi lançado antes, mas gravado depois do último disco do Fab Four.
O entrosamento foi tamanho que John Lennon chegou a convidar o músico para integrar o grupo. Paul McCartney não gostou da ideia, pois ele alegava que já era difícil existir um consenso entre os quatro que já faziam parte da formação. Mesmo assim, há quem considere Preston o "quinto Beatle".
Em "Let It Be", Billy Preston tocou piano/órgão nas músicas "Dig a Pony", "Dig It", "Let It Be", "I've Got a Feeling", "One After 909", "The Long and Winding Road" e "Get Back". Já em "Abbey Road", o músico gravou "Something" e "I Want You (She's So Heavy)".
Depois do fim dos Beatles, Billy Preston ainda participou de diversos álbuns de George Harrison, além de ter gravado a música "God", no álbum "John Lennon/Plastic Ono Band", de John Lennon.
O sexto Stone
Na década de 1970, Billy Preston participou de diversos álbuns dos Rolling Stones. Ele gravou piano, teclados, órgão, clavinete e até sintetizadores nos discos "Sticky Fingers", "Exile on Main St", "Goats Head Soup", "It's Only Rock 'n Roll" e "Black and Blue". Ele integrou a banda, em sua encarnação para turnês, entre 1973 e 1977 - por vezes, também ao lado de Ian Stewart.
Há quem diga que a saída de Billy Preston dos Rolling Stones tenha sido motivada por questões financeiras. Preston não se sentia devidamente reconhecido. Ainda assim, ele chegou a participar dos discos "Tattoo You", de 1981, e "Bridges To Babylon", de 1997, além de gravar músicas de "Wandering Spirit", trabalho solo de Mick Jagger.
Cinco músicas para conhecer Billy Preston
Beatles - "Get Back"
Rolling Stones - "Melody"
Joe Cocker - "You Are So Beautiful"
Billy Preston - "My Sweet Lord"
Billy Preston - "That's The Way God Planned It"
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