Napalm Death: baixista comenta discografia - Parte 2

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Por Raphael Ipluc, Fonte: Decibel Magazine, Tradução
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A Decibel Magazine convidou Shane Embury, baixista do NAPALM DEATH, para escolher um disco (de outra banda) que se relacione de alguma forma com cada álbum de estúdio do NAPALM DEATH em que ele tocou nesses mais de 24 anos. Os parâmetros são amplos: onde sua cabeça estava musicalmente, algo que estava curtindo na época ou simplesmente um disco que representa um dado período para ele. A primeira parte da matéria, em que o baixista comenta os álbuns do NAPALM DEATH lançados até 1998, você lê abaixo.

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Napalm Death: baixista comenta discografia

Nesta segunda parte, você confere as escolhas e os comentários dele para os álbuns lançados a partir de 2000, desde "Enemy of the Music Business" até o mais recente, "Utilitarian".

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Antes, um breve panorama sobre a banda neste período. Em 1999 é lançado "Leaders Not Followers", EP que presta tributo a bandas influentes para a música do NAPALM DEATH. A banda adentra os anos 2000 com o lançamento de "Enemy of the Music Business", pela pequena Dreamcatcher, álbum mais agressivo desde "Utopia Banished" e que apresenta mais substância grind do que os lançamentos da segunda metade da década de noventa.
"Enemy..." é o segundo lançamento oficial após a saída da Earache, gravadora que foi casa da banda desde "Scum". É também o último álbum em que toca o falecido Jesse Pintado, companheiro de Mitch Harris nas guitarras desde "Harmony Corruption". O disco é um importante marco, pois inaugura a musicalidade que o NAPALM DEATH iria desenvolver ao longo da década – um estilo sui generis, que globalmente pode ser descrito como "grindcore", embora seja bastante diferente daquele apresentado em "Scum" ou "From Enslavement to Obliteration".

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O NAPALM DEATH, já sem Jesse, segue como uma banda de quatro membros, tendo lançado, desde então, seis álbuns de estúdio – importante mencionar também os excelentes splits com CONVERGE (2012) e MELVINS (2013). Dentre as bandas antigas, da primeira safra do metal extremo, o NAPALM DEATH é umas das mais ativas e, provavelmente, a que mais se manteve artisticamente relevante. A revista norte-americana Decibel e a britânica Terrorizer colocaram "Enemy of the Music Business", respectivamente, na posição 14 e 20 das suas listas de melhores álbuns da década. Comentando este clássico moderno e outros álbuns do NAPALM DEATH do século XXI, senhoras e senhores, Shane Embury:

"ENEMY OF THE MUSIC BUSINESS" (2000)


Nós estávamos envolvidos com uma nova gravadora e uma nova gestão, para não falar das pessoas com quem nos identificávamos em nível pessoal. Russ Russel foi uma delas, e este foi o primeiro álbum de estúdio no qual trabalhamos juntos – ele tem estado conosco desde então como produtor. Quando começamos a trabalhar nesse disco, Barney e eu discutimos aonde queríamos chegar com ele. Tínhamos acabado de fazer o EP "Leaders Not Followers", que continha vários covers de bandas que nós crescemos ouvindo. Nós amamos fazê-lo e foi assim com esse álbum também, era como se todas as estrelas estivessem alinhadas no momento certo. Durante a sessão de gravação de "Words From The Exit Wound", fui apresentado à banda sueca de grind Nasum por Mitch Dickinson, um velho amigo, e eu podia ouvir influências do Napalm, sem dúvida. O NASUM tinha uma convicção da qual eu sentia falta em várias das bandas da nova geração ao longo dos anos, além de um som que me deu aquele acesso de excitação. Eles realmente me deram o impulso para levar o Napalm a uma segunda onda de grind, misturada com toda aquela experimentação que nós havíamos aprendido durante nossos anos "progressivos". Acho que foi uma grande combinação de ideias que, embora intensa, não é apenas uma cópia de carbono dos álbuns antigos. [Álbum escolhido: NASUM – Inhale/Exhale]

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"ORDER OF THE LEECH" (2002)


Nós parecíamos estar num período de sucesso após "Enemy...", mas este álbum veio devagar. Eu estava conferindo alguns álbuns de black metal, apesar de estar meio atrasado com as bandas novas desde que VENOM e MERCYFUL FATE me ‘pegaram’. EMPEROR me atraiu muito com seus riffs dissonantes, que achei bastante progressivos. Eu sou realmente encantado com uma das músicas desse nosso álbum, "The Icing on the Hate", já que tem muito do Napalm Death ‘old school’, mas vai adiante, com aquelas novas, dissonantes influências. [Álbum escolhido: EMPEROR - In the Nightside Eclipse]

"LEADERS NOT FOLLOWERS: PART 2" (2004)


Esta é uma continuação do EP de covers que fizemos em 1999. O álbum mostra bandas com as quais nós crescemos, mas sentimos que estão esquecidas – não todas, mas algumas com certeza. É bom que agora as ‘crianças’ estão começando a voltar atrás e descobrir de onde tudo veio. Quando eu tinha 17 anos, a troca de fitas teve um enorme impacto na minha vida. Eu fiz muitos amigos e ouvi grandes bandas, então esse conjunto de faixas são para que todos saibam quais bandas são parte de nós, basta conferir o CRYPTIC SLAUGHTER para começar. Esperamos gravar outro muito em breve também! [Álbum escolhido: CRYPTIC SLAUGHTER – Money Talks]

"THE CODE IS RED... LONG LIVE THE CODE" (2005)


"Code..." foi nosso primeiro álbum de inéditas para a Century Media. Tínhamos estado no limbo musical antes desse período. Estávamos muito próximos como banda, mas esse foi um período em que não estávamos tocando muito ao vivo, e não esperávamos que o álbum fosse tão bem recebido como foi! Minha mente [musicalmente] estava num lugar estranho; músicas como "Morale" e "Our Pain Is Their Power" devem muito a bandas como MISSING FOUNDATION, SLAB! E COIL. A última faixa foi concebida para ser uma espécie de epitáfio. Se nunca fizéssemos outro álbum – nunca se sabe, certo? – às vezes acho que aquilo é onde me sinto mais confortável musicalmente. Eu realmente preciso gravar um álbum repleto de músicas como essas – obscuras, melancólicas e opressivas! A linha de baixo de "Our Pain Is Their Power" traz aquele sentimento triste, ‘de fim da linha’, em que o NINE INCH NAILS é muito bom no... quando eles são bons; é isso. Uma nota sobre este álbum: "Silence Is Deafening" foi originalmente concebida para ir para um split com o NASUM, mas Barney sentiu que devíamos incluí-la aqui. [Álbum escolhido: NINE INCH NAILS – The Downward Spiral]

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"SMEAR CAMPAIGN" (2006)


Nós estávamos deslumbrados com a recepção ao "Code..." e de alguma forma veio uma enxurrada de músicas para "Smear" muito rapidamente. Boa parte do álbum é explosiva e tipicamente grind, mas a faixa-título e "Atheist Runt" devem muito ao KILLING JOKE. Essa banda cresceu em mim ao longo dos anos. Mick era um grande fã deles, nos velhos tempos, e eles se tornaram uma grande influência em como eu quero que o estilo de riffs antigo do Napalm se junte ao novo. [Álbum escolhido: KILLING JOKE – Killing Joke]

"TIME WAITS FOR NO SLAVE" (2009)


Nesse álbum, eu queria fazer uma música no ‘estilo tradicional’ com mais do que apenas dois riffs. Se você ouvir "Strong-Arm", a faixa de abertura, você tem um ciclo de quatro riffs antes de que tudo se repita, e eu achei que fez diferença. Nós mudamos um pouco uma música como "Procrastination on the Empty Vessel" para adicionar um tom mais baixo. Para muitas das partes de guitarra, eu tentei capturar um tipo de sensação como as do MY BLOODY VALENTINE, então eu gravei alguns riffs de fundo e mixei-os com riffs estilo HELLHAMMER para conseguir uma sensação ‘espacial’. [Álbum escolhido: MY BLOODY VALENTINE: Loveless]

"UTILITARIAN" (2012)


Esse disco nos traz para o presente. É justo dizer que nós ainda nem começamos a explorar mais muitas bandas que nós amamos e se tornaram grandes influências na nossa música. Musicalmente e vocalmente, o VOIVOD foi muito bem no "Dimension Hatröss"; seus riffs sempre se destacaram pela sua notação peculiar. Isso é uma grande parte de aonde eu quero que o Napalm vá no futuro, evidentemente junto com os outros estilos que trouxemos ao nosso som. Músicas como "Leper Colony", "Everyday Pox" e "Fall on Their Swords" têm muita profundidade em termos de atmosferas de guitarra, mas também abrem espaço para o que eu chamo de "Napalm core", que deve estar em peso também. [Álbum escolhido: VOIVOD – Dimension Hatröss]




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