Candlemass: As curiosidades de "King Of The Grey Islands"
Por Alcides S. Maia Júnior
Postado em 07 de dezembro de 2013
Após uma conturbada turnê de divulgação do álbum "Candlemass", Leif Edling começou a compor material para o álbum seguinte. Depois de escrever quatro canções, "Demonia 6", "Emperor Of The Void", "Edgar Grey" e "Destroyer", a banda começa ensaiar no Polar Studio e gravar algumas demos dessas canções. Messiah não participou das sessões devido a uma inflamação na garganta. Durante uma reunião com o produtor Andy Sneap para acertar os detalhes da gravação do álbum, a banda começou a perceber que não seria fácil entrar em acordo com Messiah Marcolin.
Segundo Leif Edling, o vocalista só estava preocupado com seus interesses pessoais e passou a fazer exigências absurdas para gravar o álbum. Questões financeiras e seu comportamento intransigente foram apontados como as causas da discórdia.
A gravadora, preocupada com o impacto que a saída do vocalista pudesse causar nas vendas do álbum, decidiu intervir e tentar convencer Messiah a cantar no novo álbum. Após entrarem em acordo é emitido um comunicado confirmando a participação do vocalista. Mas a novela só estava começando. Messiah volta atrás e mais uma rodada de negociações entre gravadora e o vocalista se iniciam até que todos concordam que as exigências de Messiah estão fora da realidade e que a única maneira de gravar o novo álbum seria com um novo vocalista.
Através de um comunicado à imprensa, Messiah explicou que decidiu não gravar o novo álbum porque não concordava com o direcionamento musical e os termos financeiros propostos, garantindo que sua decisão era definitiva.
A banda então passou a procurar um novo vocalista. A preferência era por alguém da Escandinávia, mas depois de algumas audições chegaram à conclusão que era preciso expandir as buscas. Foram ouvidos cerca de 80 cantores de todas as partes do mundo. Alguns vocalistas foram levados até o estúdio para fazer um teste, mas a banda achou que faltava algo neles que fizesse a diferença. Em fevereiro de 2007, Leif recebe um e-mail da namorada de Robert Lowe, perguntando se ele havia considerado a ideia de escolhê-lo. Leif conhecia o trabalho de Lowe no Solitude Aeturnus e após um teste cantando algumas versões de "Solitude", "At the Gallows End" e "Demonia 6", Lowe acabou sendo a escolha óbvia para gravar o álbum.
Com pouco tempo até o lançamento, as faixas eram enviadas via servidor FTP para o Nomad Studio, em Dallas. Lowe recebia as faixas e gravava seus vocais. Posteriormente os arquivos eram enviados para Leif na Suécia que fazia seus comentários com as modificações que julgava necessárias. Lowe recebia os comentários, regravava as faixas com as modificações pedidas e o processo se repetia até que chegassem a uma versão final para cada faixa.
"King Of The Grey Islands" é um álbum conceitual que fala sobre depressão e suicídio na sociedade atual. Grey Islands é o lugar para onde você vai quando está triste, desiludido e puto com a vida, onde você pode se fechar quando não quer ser incomodado por ninguém. O rei da Greys Islands é um personagem fictício que representa todas as emoções negativas e o que elas podem fazer se você não tomar o controle da situação. Essas emoções negativas levam o personagem ao suicídio na última faixa.
Como sempre acontece quando uma banda muda de vocalista, havia o receio de que o álbum não fosse bem recebido. Alguns jornalistas decretaram o fim da banda após a saída de Messiah e certamente havia fãs descontentes com a mudança, mas de uma forma geral o álbum acabou sendo bem aceito tanto pela crítica como pelos fãs.
Demos
Mats Léven gravou algumas demos, incluindo "Emperor Of The Void", "Devil Seed", "Of Stars And Smoke", "Demonia 6", "Destroyer", "Embracing The Styx" e "Edgar Grey", essas versões foram lançadas no box "Doomology" junto com shows e demos de outros álbuns. De uma forma geral essas versões sofreram poucas modificações em relação à sua versão final. Entre elas, pequenas modificações nas letras e na introdução com violão em "Embracing The Styx", substituído pela guitarra na versão final.
Robert Lowe
Robert Lowe fez sua estréia ao vivo como vocalista do Candlemass, no show de 20º aniversário da banda. Show que reuniu vários convidados e todos os vocalistas que passaram pelo Candlemass exceto Messiah Marcolin, obviamente. Robert cantou "Demonia 6" (inédita até o momento), "Samarithan", "Mirror Mirror" e "Solitude" esta última acompanhado de Thomas Vikstrom e Johan Langquist.
Conceito
Como todo álbum conceitual "King Of The Grey Islands" tem um tema central da qual todas as canções estão conectadas. O Candlemass nunca havia gravado um álbum desse tipo, mas Leif tinha uma ideia em mente. Uma história sobre estar perdido em uma sociedade baseada em coisas superficiais. É uma metáfora a respeito de alguém que constrói seu "reino", mas nada é o que deve ser ou como esperava que fosse e então você começa a ficar deprimido e a se isolar do mundo.
Bônus
Algumas edições do álbum contém as faixas "Solitude" e "At The Gallows End" regravadas com os vocais de Robert Lowe. A faixa "Edgar Grey" excluída da versão final do álbum pode ser encontrada na versão em vinil do álbum.
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