Black Metal: cinco bandas contraindicadas para quem é "true"

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Por Genilson Alves
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Ao mesmo tempo em que agrega alguns dos fãs mais radicais, o black metal, ironicamente, é um dos subgêneros mais permissivos no que diz respeito ao flerte com outros estilos musicais, gerando híbridos às vezes bastante improváveis.

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Ainda que hoje variações como symphonic, viking e avant-garde, além de fusões com outras vertentes do próprio metal, sejam minimamente toleradas por uma pequena parcela desse público mais intransigente, certos experimentalismos são considerados heréticos até mesmo por quem é “mente aberta”, e fatalmente se tornam alvo da execração dos adoradores do “puro e verdadeiro” (seja lá o que isso quer dizer) metal negro. A seguir, conheça alguns exemplos.

Mors Tua – Essencialmente black metal – ainda que adicione generosas doses de thrash ao seu som – o Mors Tua se faz único graças a um inusitado recurso: o trompete, instrumento que tem papel de destaque na sonoridade do grupo italiano. Mesmo que alguns o classifiquem como avant-garde, nem de longe o trio se assemelha a outras formações assim rotuladas, como A Forest Of Stars e Diablo Swing Orchestra; outros brincam dizendo que o estilo do Mors Tua é “ska black metal”, e ouvindo temas como a sintomática “Black Metal Is Dead!” é impossível não fazer a associação com o ritmo jamaicano.

Mors Tua – Black Metal Is Dead!

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Alcest – Se na segunda metade dos anos 90 Cradle Of Filth e Dimmu Borgir ditavam os rumos do black metal com seu estilo sinfônico/gótico, na década seguinte caberia a um único sujeito, o francês Stéphane Paut, apontar a principal tendência deste início de século. Mais conhecido como Neige, o músico é o cérebro e a alma do Alcest, banda que em seus primórdios apostava num estilo mais ríspido, mas que surpreendeu a todos com seu primeiro full-length, “Souvenirs D'un Autre Monde”, de 2007, que mergulhava nas influências shoegaze e post-rock (que já eram exploradas no trabalho anterior, o ep “Le Secret”), e trazia apenas vagas referências ao passado, sendo o pontapé inicial do que seria conhecido como post-black metal – e como toda novidade que dá certo, a fórmula foi usurpada e, desde então, vem produzindo inúmeros genéricos.

Alcest – Percées de Lumière

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Crooked Necks – Ainda que alguns façam comparações com o Alcest, o Crooked Necks (que originalmente se chamava Frail) trata-se basicamente de uma formação pós-punk com influências de shoegaze. O que a torna diferenciada entre seus pares são os vocais esganiçados de Andy Krupinski, fazendo com que o duo estadunidense (a outra metade é o faz-tudo Shane Church) receba também a “tag” black metal. Inclusive, o Crooked Necks já gravou um split com outro nome singular do metal negro, o Circle Of Ouroborus.

Crooked Necks - Nothing Was Ever There

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Celestiial – Conforme reza a cartilha “true”, Tanner R. Anderson (vocal, harpa e guitarrra), Jason William Walton (baixo) e Timothy Glenn (percussão) adoram se embrenhar na floresta. Porém, o trio de Minnesota, Estados Unidos, adentra as matas apenas para captar os sons produzidos pela natureza, que são a principal matéria-prima da música do Celestiial. Dentro da proposta da banda, que também contempla o funeral doom, as guitarras dissonantes e os vocais ásperos atuam como efeitos complementares ao barulho de água corrente, o uivo de um coiote ou o prenúncio de uma tempestade. Juntos, esses elementos compõem uma atmosfera contemplativa e até mesmo relaxante.

Celestiial – Offering In Cedar Smoke

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Menace Ruine – Essa dupla de Quebec, Canadá, bebe mais ou menos das mesmas fontes inspiradoras do Celestiial, porém a música do Menace Ruine é mais eclética, pois adiciona à base black metal elementos de drone, martial folk, industrial e “world music”, tudo isso envolto numa roupagem “pagã”. Destaque para os vocais, que alternam entre os tradicionais berros e passagens limpas que remetem a Brian Molko (Placebo).

Menace Ruine – Call To Blood

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Sobre Genilson Alves

Genilson Alves é jornalista e autor do blog Radio Sehnsucht.

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