Acid Folk: dez clássicos da cena britânica

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Por Edson Medeiros, Fonte: Acid Experience
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Um dos movimentos musicais mais legais dos anos 60 foi à cena Acid Folk, uma mistura entre o Folk tradicional e a emergente música Psicodélica que começou na Costa-Oeste americana e se popularizou nos dois lados do atlântico, sendo que a cena local britânica foi uma das mais produtivas e distintas, com as bandas agregando características da música Celta e Renascentista ao seu som, além de influências da música oriental e instrumentos pouco usuais para os ocidentais.

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O pioneiro do gênero no velho mundo foi o escocês DONOVAN LEITCH – o primeiro artista Pop a ser preso por porte ilegal de drogas – considerado uma espécie de respostas britânica a BOB DYLAN, ele pegou o Folk tradicional e transformou em algo inconstante, vertiginoso e transcendental. Seu álbum Sunshine Superman de 1966 foi o pontapé inicial para uma nova cena que atingiu uma grande parte dos grupos britânicos. Em seguida foi à vez de o THE INCREDIBLE STRING BAND agregar a música Psicodélica ao seu Folk acústico a partir de 1967, outros grupos que ficaram famosos na cena britânica foram o DR. STRANGELY STRANGE e o JAN DUKES DE GREY. Artistas solo como CLIVE PALMER – que deu continuidade ao Acid Folk em sua carreira-solo com o grupo CLIVE’S ORIGINAL BAND – o precocemente morto NICK DRAKE, um compositor genial de baladas melancólicas que só teve seu merecido reconhecimento anos após sua morte e o freak SYD BARRETT após ser sumariamente expulso do PINK FLOYD também investiu no Acid Folk em sua curta carreira-solo. Até mesmo o vocalista/guitarrista/modelo MARC BOLAN em seus primeiros passos com o TYRANNOUSAURUS REX (banda pré-T. REX) muito antes de ficar famoso como ídolo do Glam Rock nos anos 70 misturava Folk, ritmos orientais e folclore Celta. Outros grupos Folk surgidos entre os anos 60 e 70 além do Psicodelismo ainda adicionaram pitadas Progressivas e Jazzísticas ao seu som, como foram o caso de grupos como o QUINTESSENCE e o THIRD EAR BAND.

O movimento acabou não sobrevivendo muito tempo, chegando ao seu fim ainda nos anos 70 e tendo uma espécie de “revival” nos anos 90, mas já sem a mesma força.

10 Clássicos do Acid Folk bretão:


10º COMUS – First Utterance (1971)

– A música Folk/Experimental do COMUS é envolta numa áurea sombria e por vezes angustiante, um tipo de som perfeito para servir de fundo para algum bom filme de suspense e mesmo assim sem fugir dos limites digeríveis da música Folk e do Rock.


9º THIRD EAR BAND – Alchemy (1969)

– O álbum de estreia do THIRD EAR BAND foi concebido após o fracasso de um projeto anterior do percussionista GLEN SWEENEY e gravado num longo período entre 1968 e 1969, mostra um mosaico minuciosamente montado de Música Experimental englobando o Folk, a Música Indiana e alguns ritmos tribais africanos.


8º TRESS – On the Shore (1970)

– Sendo uma continuação natural do álbum de estreia do TREES, mas soando um pouco mais bem direcionado e consistente, este disco agrada bastante aos amantes de sons tradicionais da música Celta e Folk.


7º QUINTESSENCE – In Blissful Company (1969)

– Com uma mistura sonora de Acid Folk, Prog Rock, Jazz e letras Hippies de humor non-sense, o QUINTESSENCE esteve à frente de seu tempo, talvez por isso seus trabalhos não tenham sido muito bem aceitos na época de seu lançamento, começando a ganhar respeito apenas a partir dos anos 90.


6º TYRANNOSAURUS REX – A Beard of Stars (1970)

– Muito antes de se tornar um ícone do Glam Rock, o excêntrico MARC BOLAN tentava conquistar algum reconhecimento como músico Folk, nunca obteve sucesso é verdade, mas, no entanto criou algumas das mais belas peças do gênero ao lado do seu companheiro inseparável MICKEY FINN.


5º DR. STRANGELY STRANGE – Heavy Petting (1970)

– Após sua fraca estréia um ano antes, os irlandeses do DR. STRANGELY STRANGE conseguiram evoluir bastante em seu segundo disco, soando como uma mistura do som de raiz do THE INCREDIBLE STRING BAND e o Blues-Rock das bandas de Londres, ainda contaram com a ilustre participação do ainda jovem guitarrista GARY MOORE.


4º SYD BARRETT – The Madcap Laughs (1970)

– Após ser expulso de sua própria banda, em parte devido ao seu comportamento errático devido ao desenvolvimento da esquizofrenia altamente relacionada ao consumo indeliberado de LSD, BARRETT tentou dar continuidade ao que tentou criar em seu ultimo álbum no comando do FLOYD, mas sem tentar soar conciso criando um clima hipnótico e as vezes confuso no decorrer do vinil, seguindo talvez o ritmo da sua mente na época.


3º NICK DRAKE – Five Leaves Left (1969)

– O brilhante NICK DRAKE ficou realmente frustrado com o fracasso comercial da sua estreia vinílica, e não é pra menos, afinal além de estarem inclusas neste trabalho algumas de suas melhores composições, ele ainda contou com a participação de grandes músicos da cena Folk britânica como RICHARD THOMPSON do FAIRPORT CONVENTION e o pessoal do PENTANGLE, além da produção do premiado JOE BOYD.


2º THE INCREDIBLE STRING BAND – The Hangman’s Beautiful Daughter (1968)

– Este álbum se tornou um verdadeiro marco da música Folk, um clássico às vezes subestimado e constantemente esquecido, foram os membros da INCREDIBLE STRING BAND os responsáveis pela introdução de vários instrumentos orientais no ocidente, e isso começou neste incrível LP.


1º DONOVAN – Sunshine Superman (1966)

– Quando o escocês DONOVAN LEITCH gravou Sunshine Superman agregando a música Psicodélica ao seu som Folk tradicional influenciado por bandas da Costa-Oeste como os BYRDS e o JEFFERSON AIRPLANE, ele criou todo um novo movimento no Reino Unido, influenciando outras bandas a se juntarem nessa verdadeira Trip através das janelas da percepção mesclando Folk, Rock e muita LSD.

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