Genesis

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No decorrer de mais de 20 anos de carreira a banda Genesis foi representante entre as melhores e mais influentes bandas do rock progressivo da década de 70, se tornando aos poucos, no decorrer da década de 80, mais uma entre tantas outras bandas de rock pop que infestam as rádios e MTV. Embora os últimos passos de sua carreira não tenham sido dos mais gloriosos a sua importância na evolução do rock foi inegável.

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A primeira formação da banda contou com Tony Banks (teclados), Peter Gabriel (vocal), Anthony Phillips (guitarra, que logo seria substituído por Steve Hackett), Mike Rutherford (guitarra) e Chris Stewart (baterista que logo após a formação da banda seria substituído por John Silver) todos estudantes da Chaterhouse British School. Logo abandonariam a escola para se dedicar exclusivamente à banda, conseguindo um contrato com a Decca Records para lançar seu primeiro disco, "From Genesis to Revelation" em 1969. Logo após o lançamento deste primeiro disco assumiu a bateria John Mayhew que sairia logo após a gravação do segundo disco, "Trespass", para ser substituído por Phill Colins.

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Com a nova formação lançaram em 1972 o terceiro disco, "Nursery Cryme" e passaram a desenvolver em palco uma performance teatral multimídia (visual e sonora) que era uma das marcas das primeiras bandas progressivas. Peter Gabriel se apresentava com maquiagem e máscaras, recitando poemas e narrando contos entre as músicas.

Apenas com o quarto álbum, "Foxtrot", de 1972 e o primeiro registro ao vivo ("Genesis Live" de 1973) conseguiriam uma boa repercussão e vendas em seu país natal. "Selling England By The Pound" de 1973 seria o primeiro disco a alcançar o mercado americano, sendo que desde então todos os álbuns da banda foram sucessos absolutos de vendas.

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A esta época o estilo do Genesis já havia evoluido e se classificava entre bandas de rock progressivo, marcadas por arranjos musicais complexos, conceitos que uniam várias músicas de um mesmo álbum e letras profundas.


Por Lucas Siebert

Quando da saída de Peter Gabriel todos anunciavam o fim da banda. Houve sugestões como prosseguir como uma banda instrumental progressiva ou algo semelhante.O fato é que depois de uma conturbada turnê, Peter deixou suas fantasias e foi ser um dos vanguardistas do vídeo clipe. Depois de ouvirem mais de 400 candidatos a vocalista, nenhum se encaixou ou por não ter bons dotes musicais ou por razãoes pessoais. Phil foi o escolhido, então a banda foi para Holanda gravar com o novo vocalista e antigo baterista (o baterista agora seria nada mais nada menos que Bill Bruford ex-King Crimson e Yes).O tão aguardado álbum saiu em 76, seu nome, A Trick of the Tail (UK: 3, US: 31).

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Ao contrario do que todos esperavam foi um sucesso de critica e publico vendendo mais do que todos os álbuns anteriores juntos. Músicas como Los Endos, Ripples, Dance on a Volcano e Squonk fizeram grande sucesso e a banda começou a dar grandes concertos. Tony Banks comenta: "Phil era o tipo de cara de backstage, baixinho, gordinho e não muito bonito, era praticamente impossível tornar-se um cantor".

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Embalados pelo sucesso onze meses depois é lançado em 77, Wind and Wuthering (UK: 7, US:26), ótimo disco com um dos maiores clássicos da banda, Afterglow alem de canções como Your Own Esspecial Way e 11th Earl.

A banda ia crescendo cada vez mais e Steve Hackett já havia lançado seu primeiro disco solo, ganhando bastante confiança e notando que suas idéias não eram mais aproveitadas. Sentia-se desconfortável no grupo. Após um disco ao vivo intitulado Seconds Out (UK: 3, US: 47), gravado no Apollo Theater em Glasgow, no álbum estavam algumas das melhores músicas do grupo numa performance lendária (especialidade da banda). O aclamado disco ficou em 5º lugar no quesito "live rock" da revista Rolling Stone, perdendo apenas para apresentações do calão de The Who Live in Leeds e Jimi Hendrix Live at Woodstock 69. Depois de seu lançamento Steve Hackett anunciou sua saída e eles agora eram apenas três.

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A critica voltou a investir no fim do grupo. O que não sabiam é que essa formação seria um dos trios de mais sucesso na história da musica. Por serem um trio, Saiu em 78 And Then There Were Three (UK: 3, US: 14), cd onde podem ser encontrados clássicos como Many too Many, Undertow, Down and Out e é claro Follow You Follow Me seguido por uma turnê mundial. Neste momento já contavam com Chester Thompson (ex-Frank Zappa e Santana) e Darly Strummer como músicos de palco. Phil lançou no mesmo ano Face Value, que deu-lhe muito mais confiança com compositor.

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Em 1980 a "Hits Machine" como foi apelidado o grupo anos mais tarde, lança seu primeiro estouro, Duke, alcançando o primeiro lugar na Europa e numero onze nas paradas americanas. Sucessos como Turn It on Again, Misundersanding e Behind The Lines tocava muito nas rádios. Alguns clipes foram gravados e seguiu-se uma grandiosa turnê. Neste momento já eram uma grande banda e davam shows em estádios e arenas.

O sucesso repetiu-se, e em 81 sai Abacab, número um novamente na Europa e sétima posição na América. A influência da banda só aumentava. Novamente mais uma trinca de clássicos, No Reply at All, Man on The Corner e Keep it Dark, e novamente uma massiva turnê. É importante ressaltar que embora a quantidade de shows, programas de tv, gravações de clips e turnês exaustivas, nunca houveram brigas feias no grupo e todos eram ótimos amigos.

Logo em 82 a banda deu um tempo para seguir com suas carreiras solo. Foi lançado no mesmo ano Three Sides Live, segundo lugar na Europa e décima Posição na América. O álbum continha performances ao vivo de 1981, menos Watcher of The Skies e Fountain of Salamics de 76 e One For The Vine de 80.

Mantendo a linha de álbuns impecáveis, em 83 voltam à ativa e lançam Genesis, novamente alcançando o primeiro lugar Europeu e nono na América. Agora a nova trinca é Home By The Sea, That´s All e a espetacular Mama. The Mama Tour percorreu o mundo inteiro e já eram uma das maiores bandas do mundo afirmando presença no Live Aid, tanto banda como Phil.

Bem como falado acima, Genesis era uma das maiores bandas. Phil Collins e sua carreira meteórica com números um nas paradas até enjoar, era sem duvida um Megastar. Mas em 86 o rombo foi grande. A banda passou de uma das, para a maior banda. Com Invisible Touch alcançando número um no mundo inteiro, América, Europa, Japão e qualquer lugar, a coisa ficou desproporcional. Com 15 milhões de cópias vendidas, a banda lotava estádios onde quer que passassem, até mesmo no Camboja. As músicas Invisible Touch, In Too Deep, Land of Confusion, Tonigth Tonigth Tonigth e Throwing it All Away não paravam de tocar nas rádios e seus clipes, alguns de muito sucesso com o de Land Of Confusin, eram veiculados dia e noite na MTV. Chegaram ao cúmulo de lotar por quatro noites consecuitas o Wembley Stadium, para um publico de 288.000 pessoas. Mais tarde um DVD seria lançado desse show.

Depois de toda essa loucura, precisavam de um descanso merecido. Cinco anos foram dados. Geralmente depois de um cd de sucesso, a maioria dos artistas não repete o mesmo, caindo muitas vezes no ostracismo e decepcionando. Mas nesse caso raro, depois de meia década, eles voltam para mostrar porque são considerados uma das maiores bandas de todos os tempos.

O ano é 1992 e acredite o rombo foi maior ainda! We can’t Dance era uma alusão ao fato de serem, segundo Phil, um grupo de ingleses bobos, feios e quarentões competindo com grupinhos de garotas e garotos bonitos, jovens e dançantes. Mesmo sendo feios velhos e não sabendo dançar, emplacaram o álbum nos primeiros lugares de todo o mundo e hits como No Son Of Mine, Jesus He Know´s Me, I Can`t Dance, Driving The Last Spike e Hold on My Heart. Novamente músicas na rádio sem parar e clips na MTV em maior escala que da primeira vez. The Dance Tour rodou o mundo, e o resultado foram estádios lotados.

Em 93 é lançado The Way We Walk, sendo dois cds, The Longs e The Shorts, em . Foi lançado também em DVD e VHS, um álbum ao vivo gravado num belíssimo show com várias das melhores músicas da banda.

Após fechar esta fase com chave de ouro, Collins deixa a banda e Tony e Mike decidem continuar sem sucesso com o novo vocalista Ray Wilson. Calling All Stations não obtém sucesso e a banda decide parar. Não descartam a possibilidade de voltar, mas seguem com seus trabalhos solos e como lendas vivas do rock.


Recentemente o trio Collins/Banks/Rutherford, mais os tradicionais músicos de apoio Chester Thompson e Daryl Stuermer fizeram algumas poucas apresentações em eventos especiais, uma espécie de "reunion", não propriamente um retorno da banda. Mas como foi dito, eles nunca anunciaram o fim do Genesis.

(Colaborou: Pedro Moris)


Isso até Phil Collins ter anunciado sua aposentadoria em 2004, ano em que realizou a sua farewell tour em carreira solo.

Em 2005, o músico, com um filho nas costas e com o risco de perder totalmente sua audição se fizer mais shows, encontra-se totalmente longe de suas antigas atividades, enquanto Tony e Mike tentam sobreviver em carreira solo. Tony lançou um disco que remete à música clássica baseada em suas influências como Ravel e outros compositores.

O retorno do Genesis infelizmente, parece cada vez mais improvável, mas isso só o tempo dirá. Que o tempo traga bons ventos a esses fantásticos músicos.

Colaborou: Ricardo ([email protected])

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