Resenha - Gamma Ray e Helloween (Hellooch, Curitiba, 15/04/2008)

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Por Clóvis Eduardo
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Uns queriam ver apenas o Gamma Ray. Outros, somente o Helloween. E há também quem tenha ido para assistir as duas bandas juntas. Mas esperar que os dois grupos fizessem uma jam no palco, já seria considerado um pouco de exagero.

Fotos: Makila Crowley

E era sim um exagero. Com naturalidade, o Helloween terminou o show de aproximadamente 1h30min e se recolheu. Após a saída, começou uma movimentação diferente no palco, inclusive com a colocação de mais um microfone ao centro. Mas com o fechar das cortinas, luzes acesas e o som mecânico subindo nos alto-falantes, pouca gente queria acreditar, mas o show havia terminado.

Antes mesmo da festa começar, a expectativa era grande para que pelo menos, o líder do Gamma Ray, Kai Hansen subisse ao palco, junto com os compatriotas alemães do Helloween. Muita gente foi inclusive motivada a comparecer à Helloch para presenciar tal momento histórico que vem acontecendo com freqüência desde o ano passado, quando foi iniciada a “Hellish Rock”, entre as duas bandas. E como a primeira parada da turnê brasileira foi em Curitiba (com mais sete datas previstas no restante o país), cabia aos paranaenses, e meia dúzia de paraguaios alvoroçados, dar as boas vindas ao Gamma Ray e ao Helloween.

A última vez que o Helloween esteve no Brasil foi em 2006, para divulgar a terceira parte do “Keeper of The Seven Keys”. Agora com o novo CD “Gambling With The Devil”, o grupo criou a oportunidade de fazer uma nova turnê, e ainda conseguiu um feito bastante comemorado pelos fãs. Tocar junto com o Gamma Ray, que colhe os frutos da segunda versão do disco “Land of The Free”, lançado em 2007. A união dos dois grupos resultou numa noite memorável.

Sem banda de abertura, o Gamma Ray ficou com a responsabilidade de abrir o espetáculo. É notável o talento de Kai Hansen, mas no geral, o grupo ganha por ser equilibrado, com ótimos músicos e canções bastante variadas. Dan Zimmermann é tão técnico na bateria que chega a chamar mais atenção do que qualquer outro dos três músicos que fica mais à frente do palco. Peso e força na medida certa para a abertura com “Into The Storm”, recebida com vibração pelo público. Aliás, todas as canções foram cantadas com emoção e muito aplaudidas.

O show continua com os já habituais clássicos, como “Heaven Can Wait”, “New World Order” e “Rebellion In Dreamland”, bela música que sempre é considerada um dos momentos altos, por se tratar de um trabalho mais cadenciado e de belo refrão. O guitarrista Henjo Richter como sempre, é tranquilo, mesmo quando precisa executar os solos mais rápidos e complicados. Ele apareceu de óculos de grau no palco, mas sem se intimidar, mostrou habitual perícia e carisma com o público. Kai Hansen também conquista fácil a simpatia dos presentes, já que está sempre sorridente e manda muito bem na guitarra e nos vocais.

Um dos grandes momentos foi em “Ride The Sky”, música oroginalmente do Helloween, que mesmo não tocada na íntegra, mostra a precisão de Kai e Henjo, em duetos durante o solo. Outra figura marcante da banda é o baixista, Dirk Schlächter, grande agitador e que auxilia Kai nos backing vocals, função que por vezes, toda a banda executa.

Em pouco mais de uma hora, deu tempo para reviver grandes momentos da carreira do Gamma Ray, como a tradicional brincadeira em “Heavy Metal Universe” e as várias divisões em “Somewhere Out In Space”. Para fechar, veio “Send Me A Sign”, um dos maiores sucessos do grupo e que já virou um típico cartão de despedida.

Após a saída, houve um longo intervalo até o início da apresentação do Helloween. Seria uma tarefa difícil para Andi Deris, Michael Weikath e companhia manter o nível do show que o Gamma Ray fez, já que a euforia no local era imensa. Mas tendo um pouco mais de tempo no palco, os alemães souberam aproveitar o talento e as várias brincadeiras no palco para enlouquecer de vez os curitibanos. A banda inicia com a antiga “Halloween”, já mostrando que Andi Deris estava afiado nos vocais e pronto para mais uma ótima noite, assim como foram as últimas passagens pelo Brasil.

Um erro talvez tenha sido a escolha de duas músicas extensas para o show, como “Halloween” e “King For A 1000 Years”, que teve a parte lenta levemente reduzida. O solo de bateria com cerca de cinco minutos também não tem um efeito muito bom, apesar de dar um descanso para o grupo. Da parte boa, “Eagle Fly Free”, não poderia faltar, assim como “Dr. Stein”, sempre bem recebida.

Sascha Gerstner na guitarra e Markus Grosskopf no baixo agitam muito, chamam o público para cantar e bater palmas a todo momento, além de serem os responsáveis pela parte mais bem humorada do show, como quando um joga uma palheta para o outro tentar pegar com a boca ou quando se inicia uma pequena guerra de toalhas e garrafas de água com o baterista Dani Löble. Michael Weikath está mais magro, mantém o ar sisudo com o cigarro na boca, mas perde as estribeiras vez em quando, mostrando a língua e fazendo caretas para o público. Só não poderia esquecer de dizer, lógico, que todos os músicos são altamente competentes, em uma apresentação sem imprevistos.

O set-list teve espaço para boas surpresas, como “Sole Survivor”, a bela “March Of Time”, do “Keeper Of The Seven Keys II” (quanto tempo!), e o medley que envolveu cinco das melhores músicas que o Helloween já lançou em mais de 20 anos de carreira: “I Can”, “Where The Rain Grows”, “Perfect Gentleman”, “Power” e “Keeper Of The Seven Keys”, com coros e palmas incentivadas pelo vocalista.

A parte final já se sabe. Com o fim de “Keeper...”, imaginava-se que seriam tocadas “I Want Out”, e “Future World”, com Kai Hansen. O público permaneceu de frente ao palco, mas as luzes se acenderem aos poucos, e as cortinas se fecharem de vez. Era a confirmação de que acabava aí a chance de vermos uma reunião absolutamente impensável há alguns anos. Ninguém entendeu nada. Mesmo assim, as duas bandas fizeram belos shows e certamente, já deixam saudade para o público curitibano.

Agradecimentos: Ana Paula Flores e equipe do Grupo JAM, Makila Crowley.

Set-list Gamma Ray:

1 - Welcome
2 - Into The Storm
3 - Heaven Can Wait
4 - New World Order
5 - Fight
6 - From The Ashes
7 - Valley Of The Kings
8 - Rebellion In Dreamland
9 - Heavy Metal Universe
10 - The Silence
11 - Ride The Sky
12 - Somewhere Out In Space
13 - Man On A Mission
14 - When The World
15 - Send Me A Sign

Set-list Helloween:

1 - Intro
2 - Halloween
3 - Sole Survivor
4 - March Of Time
5 - As Long As I Fall
6 - Eagle Fly Free
7 - A Tale That Wasn’t Right
8 - Solo de bateria
9 - The Bells Of The Seven Hells
10 - King For A 1000 Years
11 - If I Could Fly
12 - Dr. Stein
13 – Medley: I Can, Where The Rain Grows, Perfect Gentleman, Power e Keeper Of The Seven Keys

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Sobre Clóvis Eduardo

Clóvis Eduardo Cuco é catarinense, jornalista e metaleiro.

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