Dom Lawson, da revista Kerang!, escreveu um review sobre o concerto do Iron Maiden em 12 de dezembro último, no NEC de Birmingham, dando a nota máxima de 5K e fazendo uma crítica totalmente positiva ao show.
O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.
Tal como mostrou o Metallica, que atacou recentemente com a execução completa de seu “Master of Puppets”, ou o Slayer, revisitando o clássico “Reign in Blood” em sua totalidade, passagens pelo passado invariavelmente determinam uma diversão espetacular e deixam memórias inesquecíveis, como que cobertas por uma camada de ferro, as quais os fãs guardam em seus corações para sempre.
Mas, em contraste com a segurança que, subentende-se, um material escrito há duas décadas pode dar, fazendo com que uma banda já chegue ao palco com o jogo ganho, até mesmo bandas legendárias têm que se esforçar para conquistar uma platéia se elas tiverem que contar somente com canções novas.
NEC, Birmingham
12/12/2006
KKKKK (INACREDITÁVEL)
Então, quando o Iron Maiden anunciou a intenção de basear sua atual turnê na execução na íntegra do álbum “A Matter Of Life And Death”, a aclamada obra de 72 minutos lançada apenas quatro meses antes, nós tivemos simplesmente que nos colocar em posição de admirar seu enorme tamanho e peso dentro da esfera metálica.
O fato é, o Maiden não é como outras bandas e seus fãs não são como outros fãs. A relação entre os dois é tão poderosa que o Maiden se encontra numa posição única de poder embarcar em seu inegavelmente ambicioso projeto sem que ninguém levante as sobrancelhas. E, quando eles subiram ao palco do NEC esta noite, com a abertura “Different World” e tocando em seguida todas as outras nove canções do novo álbum, na mesma seqüência do CD, a reação em cada canto do auditório lotado foi tão violenta e explosiva como seria se eles estivessem tocando os seus maiores clássicos. Reconhecidamente, existem vários momentos mais elaborados e desafiantes durante “A Matter Of Life And Death” e, em alguns momentos, a platéia parecia temporariamente em transe, como se estivesse absorvendo as músicas através de seus tímpanos e globos oculares, rendendo-se especialmente ao nível vocal e instrumental que emanava do palco. Mas ao final de cada música, o familiar coro da platéia de “Maiden” surgia, como sempre.
O som ao vivo das novas canções soa fenomenal, em vários momentos mais agressivo e dramático que nas versões de estúdio. Se há alguma justiça, as melhores (“Brighter Than A Thousand Suns”, “The Longest Day” e “The Legacy”) deverão permanecer nos setlists do Maiden por um longo período. Foi uma inesquecível exibição de virtuosismo.
Sim, havia luzes deslumbrantes, cenários impressionantes, tanques gigantes e um grande Eddie empunhando uma metralhadora. Sim, a noite terminou com a execução de algumas das canções antigas favoritas dos fãs, como a eletrificante “Fear Of The Dark” e a imortal “Hallowed Be Thy Name”. Mas a noite foi sobre o poder e a excitação provocados pelo novo e o fato é que, diferente de várias bandas mais novas, o Iron Maiden continua a dar exemplo e a dar as cartas.
Ainda relevante. Ainda a melhor.
Review de Dom Lawson, da Kerrang!
Fontes: MaidenNorway.com e Maidenfans.com
www.diaderock.com.br: Veja as fotos de quem foi no show e compartilhe as suas.
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