Sepultura apresenta novos álbum e baterista em São Paulo
Resenha - Sepultura (Lançamento Dante XXI, Clube Belfiore, São Paulo, 11/07/2006)
Por Maurício Dehò
Postado em 16 de julho de 2006
O novo baterista do SEPULTURA, Jean Dolabella (ex-UDORA), fez a sua estréia na banda brazuca na última terça-feira, durante o lançamento do novo CD, Dante XXI, no Clube Belfiore, em São Paulo. A banda subiu ao palco para apresentar Jean e tocou apenas o clássico "Roots Bloody Roots".
Fotos: Pepe Brandão
http://pepebrandao.multiply.com
http://pepebrandao2.multiply.com
A festa seria aberta apenas à imprensa e a convidados, mas o público também pôde se fazer presente. No começo da noite apenas comes e bebes, enquanto o DVD Live in São Paulo passava num telão e clássicos do rock rolavam nas caixas de som. Muita gente conhecida estava presente: Toninho (presidente do fã-clube oficial do Sepultura), Theo Werneck, integrantes do Viper, Claustrofobia e até do Massacration, entre outros.
Enquanto isso os músicos passeavam pelo local conversando com os presentes num clima bem descontraído. Andreas, Derrick e Paulo estavam sorridentes e não pareciam chateados com o fato de Iggor Cavalera, o último membro fundador da banda, ter abandonado o barco, assim como o seu irmão e atual vocalista e guitarrista do SOULFLY, Max.
Depois de um tempo, a banda cover de Sepultura, CHOKE, subiu ao palco e mesclou músicas de diversas fases do conjunto, incluindo do lançamento em questão. Entre elas, "Convicted in Life", "Territory" "Arise", "Attitude" e, claro, "Choke". A performance foi boa, com as músicas soando bem próximas do original. Eles conseguiram esquentar a galera que esperava pela estréia de Jean.
O mineiro não se mostrou nervoso e logo que subiu ao palco tirou a camiseta para tocar "Roots". Como tocaram apenas uma música, é difícil avaliar Jean e compará-lo a Iggor, mas ele mostrou que está com muita garra e vontade para seguir com a turnê de promoção de Dante. Literalmente esmurrando a bateria, deixou uma boa impressão para os presentes e parece ser um bom substituto para as baquetas.
Depois do Sepultura, os garotos do CHOKE voltaram ao palco para encerrar o seu show e a noite terminou (musicalmente falando) com os jovens do Elma. O som dos caras é único. Formado por um baterista, um baixista e dois guitarristas, apresentaram apenas músicas instrumentais. As composições são muito pesadas e a presença de palco dos músicos segue exatamente o que tocam em cima do palco.
Com o fim da festa, a esperança que fica para todos que gostam da banda brasileira de metal de maior sucesso no exterior é a de que esta primeira turnê sem Iggor não seja a última. Após perderem o baterista, os músicos já declararam que não sabem qual o futuro da banda. A verdade é que desde que Max saiu, o Sepultura enfrentou muitas dificuldades, mas álbum após álbum, subiu de produção.
O auge desta nova fase, com o norte-americano Derreck Green nos vocais e arriscando algumas palhetadas ao vivo, foi Dante XXI, que trouxe boas composições ("Convicted in Life" é um exemplo) e uma energia nova. E aí veio um novo baque.
É difícil saber se este não abalará tanto quanto o primeiro. Jean terá vários shows para provar que é um substituto à altura de uma das lendas do metal nacional, se bem que não é só isso que estará na cabeça de Paulo e Andreas, principalmente após mais de duas décadas na estrada. Resta esperar, sem esquecer do legado que estes "mineiros" deixam para o Brasil.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
Mike Mangini assume a bateria do Godsmack em nova etapa de turnê
Rush inicia novo capítulo de uma carreira baseada em fortes convicções
Como Paulo Ricardo faz para evitar que suas músicas soem muito metal ou hard rock
O álbum que todo músico conhece mas quase ninguém ouviu, de acordo com Alice Cooper
As três bandas históricas que estariam no festival dos sonhos de Scott Ian do Anthrax
Os roqueiros da Seleção Brasileira na História das Copas do Mundo
Como o Metallica contribuiu para a criação de uma das maiores bandas de metal sinfônico
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
A pior banda que Mick Jagger já ouviu: "Horrível, lixo, estúpido, porcaria nauseante"
Dee Palmer, ex-tecladista do Jethro Tull, morre aos 88 anos
O político que iniciou a decadência do Rio de Janeiro, segundo Paulo Ricardo
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Lobão coloca dois álbuns de rock nacional obrigatórios junto com Led Zeppelin e Black Sabbath
A época que Kiko Zambianchi viveu numa casa com sete mulheres e conquistou três delas
Tony Iommi e Geezer Butler não estavam a fim de fazer o último show do Black Sabbath



Os 10 momentos mais impactantes e fundamentais do metal nacional
O disco do Sepultura que explodiu as "regras do metal", segundo a Classic Rock
O álbum do Sepultura que a Classic Rock não recomenda aos ouvintes
Greyson Nekrutman motivou Andreas Kisser a compor novas músicas para o Sepultura
Andreas Kisser não compreende a maneira como Eloy Casagrande deixou o Sepultura
A banda que era a "versão brasileira do Iron Maiden", segundo Max Cavalera
O dia que Iggor Cavalera descobriu sobre Max e Gloria: "O que está acontecendo aqui?"
Situação do Testament nos anos 90 levou Chuck Billy a tentar entrar no Sepultura
As bandas de metal que desandaram e nunca mais voltaram ao auge, segundo youtuber
Dave Grohl sobe ao palco com o Sepultura em último show nos Estados Unidos
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



