Por que Robb Flynn, do Machine Head, não faz um "Burn My Eyes - Parte 2"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 24 de julho de 2026
O Machine Head surgiu no início da década de 1990, em Oakland (Califórnia, EUA). Sob a liderança do guitarrista e vocalista Robb Flynn, o grupo agitou o cenário do metal com seu primeiro disco de estúdio, "Burn My Eyes" (1994).
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Pesado, intenso e caótico, o trabalho de estreia do Machine Head mostrou ao mundo uma banda promissora, com "sangue nos olhos", o que pode ser conferido em faixas como "Davidian", "Old" e "The Rage to Overcome". A atmosfera agressiva apresentada ao longo do álbum reflete a vida que Robb levava naquela época. Em entrevista à Metal Hammer, ele contou que não era exatamente um exemplo a ser seguido.
"Eu era um idiota que vendia drogas, andava armado e arrumava briga todo fim de semana! Eu fiz coisas horríveis. Não me arrependo, mas não me sinto mais aquela pessoa e estou feliz por não ser! Acho que romantizo aquela época, e outras pessoas também. Foi real. Eu tinha que atravessar um caminho de balas e seringas para chegar à minha sala de ensaio? Não. Mas foi bem intenso."
"Burn My Eyes" colocou o Machine Head no mapa do metal e é considerado até hoje um dos melhores discos do grupo. Mas, apesar do êxito alcançado, Robb Flynn não gostaria de fazer uma "Parte 2" da obra, como explicou na mesma entrevista, publicada em 2014:
"Eu tenho 47 anos, cara. Não tenho 24 e não fico andando pelas ruas. Aquilo foi real e é por isso que saiu do jeito que saiu. Se eu tentasse fazer isso agora, não seria real. Aqueles tempos me fizeram quem eu sou e me marcaram para sempre, e eu sou destemido por causa deles, mas gosto de pensar que envelheci com elegância e espero continuar assim. Que idiota seria um cara de 47 anos agindo como um gangster adolescente? Seria ridículo."
Passadas mais de três décadas desde o lançamento de "Burn My Eyes", o Machine Head segue na ativa. O trabalho mais recente da banda é "Unatoned" (2025).
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