Esta matéria foi publicada em 17/03/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O músico, radialista e ex-VJ KID VINIL escreveu nova matéria em sua coluna no Yahoo!. Confira abaixo alguns trechos.
O Regis Tadeu falou essa semana sobre o meu querido Neil Young e aproveito a oportunidade para falar de outro música que eu admiro e muito, o sr. Declan Patrick McManus, mais conhecido por Elvis Costello. Por sugestão de uma leitora dessa coluna, resolvi comentar um pouco sobre a deslumbrante carreira desse músico e grande letrista britânico. Dia 5 de abril ele se apresentará mais uma vez em terras brasileiras, a última foi em 2005., e dessa vez virá promover seu mais recente álbum "National Ranson", que eu já recomendei aqui na coluna.
Esse Elvis entrou na minha vida em 1978, ao contrário do rei do rock, que eu conheci na minha infância através dos meus pais. O controverso nome veio, é claro, de uma homenagem ao rei e o Costello de um sobrenome de família. Nos idos de 77 e 78 eu perambulava pela galeria do rock em São Paulo e minha loja favorita era a Wop Bop Discos, onde chegavam todas as novidades do punk e da new wave, pois os donos da loja eram super antenados com tudo que acontecia e profundos conhecedores de rock and roll. Nessa época, além da curiosidade pelo punk rock eu também me ligava nas chamadas pub rock bands e uma das minhas favoritas era o Dr Feelgood. Daí apareceu uma gravadora em Londres chamada Stiff Records de um tal de Jake Riviera. Esse cara era antenado com a cena punk inglesa e com a galera das bandas de pub rock e foi ele quem descobriu Elvis Costello através de uma fita demo que recebeu na gravadora. Mais tarde, Jake Riveira também se tornaria empresário de Elvis Costello. Uma outra figura importante nesse jogo era o músico e produtor Nick Lowe, que também veio dessa geração pub rock e era baixista da banda Brinsley Schawrz. Nick Lowe se tornou o produtor oficial da Stiff Records e assinou a produção dos cinco primeiros álbuns de Elvis Costello. Em carreira solo, Lowe lançou dois dos melhores álbuns de powerpop da história: "Jesus of Cool", de 1978, e "Labour Of Lust", de 1979.
Num certo dia de inverno em 1978 entrei naquela tal lojinha de discos da galeria e vi na prateleira um disco com uma foto de um cara empunhando uma guitarra que mais parecia um cruzamento de Woody Allen com Buddy Holly. Na capa além do nome Elvis Costello e o título do álbum, "My Aim is True", tinha umas letrinhas de fundo que diziam de forma bem humorada: “Elvis Is King”. Como estava naquela onda de pub rock e revival de rock and roll, Elvis Costello entrou na minha lista dos favoritos. Na época eu tinha um programa de rádio sobre punk e new wave e a primeira música que toquei dele foi o rockabiilly “Mistery Dance”. Esse programa de rádio acontecia às segundas-feiras e a música “Welcome To The Working Week”, que tem pouco mais de um minuto, acabou virando a música de abertura de um desses programas. E eu até aproveitei pra dar as boas-vindas a mais uma semana de trabalho, como a própria letra dizia. Interessante que esse disco de estreia tem um clima de gravação tão descontraído que parece que foi gravado ao vivo num pub inglês. Nele está a essência do trabalho de Elvis Costello, tem “Alison”, um de seus mais aclamados sucessos e ainda sua fusão do reggae/ska com a new wave em “Watching the Detectives”.
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Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.
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