Acidente: a fina arte de dar murro em ponta de faca

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Acidente: a fina arte de dar murro em ponta de faca

Por Marcelo Spindola Bacha e Paulo Malária

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Escrever um texto sobre o velho Acidente não é uma tarefa das mais simples. Conhecendo Paulo Malária, a figura por detrás desse nome legendário, há diversos anos (quando penso que, nos anos 80, trocávamos idéias por carta, me parece realmente que é muito, muito tempo...), tive a satisfação de presenciar algumas passagens curiosas e escutar outras tantas histórias, sempre bem contadas e com reminiscências vívidas. Malária tem essa característica, além de escrever bem, com raciocínio claro, sabe prender a atenção com seus pontos de vista inusitados. E que memória! Falando de música em geral, é uma enciclopédia ambulante. Querendo se lembrar de alguma música que tenha ficado no top das paradas nos anos 60, 70, 80, nos Brasil, nos EUA ou na Europa, basta perguntar, tudo está sempre na ponta da língua: autor, compositor, intérprete, etc. OK que jamais paramos para conferir as respostas, mas os detalhes são tão convincentes, que nunca parece ter necessidade...

Voltando ao texto em questão aqui, a idéia não era fazer uma biografia tradicional, nem algumas daquelas perguntas burocráticas que surgem em qualquer entrevista assim. Pedi ao Malária para ele contar um pouco da história do Acidente, mas ilustrando sempre com suas opiniões sobre o contexto musical de ontem e hoje, incluindo algumas de suas famosas anedotas, porque ninguém é de ferro! Como ele diz abaixo, os detalhes sobre os discos, as músicas e tudo mais, estão bem dispostos no site da banda, (só ele mesmo para descolar um domínio de Internet nas Ilhas Ascenção…). Como ele prefere não se aprofundar muito no aspecto musical da própria obra, por modéstia ou qualquer outro motivo, cabem aqui alguns breves comentários ilustrativos, para situar um pouco quem não conhece cada álbum.

O Acidente em priscas eras
A odisséia discográfica do Acidente se inicia junto com os anos 80, com um par de LPs gravados sem muito recursos (principalmente o primeiro, "Guerra Civil", onde o verniz do tempo ajudou a transformar a gravação tosca no charme de um disco cult). O estilo musical é geralmente descrito como blues-rock, rhythm'n'blues, rock’n’roll. Apesar de nenhum desses rótulos se encaixar muito bem, provavelmente o Acidente tinha generosas doses disso tudo, aditivado por letras espirituosas e muita energia e atitude. Aliás, um pequeno parêntese: já estava mais do que na hora desses dois discos serem editados em CD, com a adição do compacto “Piolho”. Afinal, são parte da história do rock nacional, e deveriam ao menos ser imortalizados digitalmente, para preencherem seu espaço de direito nas nossas prateleiras de fãs e colecionadores.

Com o final da década de 80, inspirado em parte pela breve retomada no interesse pelo rock progressivo no Brasil (novos programas no rádio, novas lojas, reedições de discos dos anos 70, etc.), Malária remonta o conjunto com uma nova proposta musical e lança um dos primeiros LPs de rock progressivo da “segunda geração” brasileira, “(Em Caso de Acidente) Quebre Este Disco”, ainda trilhando o caminho independente. Assim ele segue durante toda a década de 90, para afinal estrear o novo século gravando para o selo especializado niteroiense Rock Symphony o CD “Technolorgy”, considerado pelos fãs como o trabalho mais "progressivo" da banda, ao lado do disco anterior, “Farawayers”.

Paralelamente, Malária vem desenvolvendo outra faceta do conjunto, presente nos CDs “Pega Varetas” (este não traz nem mesmo o nome Acidente na capa, apenas o sugestivo subtítulo “Mêu Páu de Sêbo”) e “Não Pode Ser Vendido Separadamente”, com um rock descompromissado, estruturalmente mais simples e direto, com letras mordazes e um humor bastante ácido. A idéia é resgatar antigas composições que ficaram perdidas, com participação de antigos membros, e mesclar com músicas novas, nos estilos mais ecléticos possíveis (raps, marchinhas, baladas, indo desde o puro pastiche até mesmo ao fino instrumental progressivo). Isso certamente pode causar alguma confusão, apesar de os CDs trazerem avisos diversos do tipo “cuidado – não é rock progressivo”, mas a motivação real desses lançamentos é a de manter o nome Acidente vivo e em atividade, para a marca legal não caducar. Ao menos essa é a desculpa que eu sempre ouço!

Passo a palavra então ao mestre Malária em pessoa, para que ele conte um pouco de sua visão dessa história toda, sem cortes, sem censura e com muita verve.


Quem vos escreve é Paulo Malária, tecladista e produtor do Acidente, "aquela banda que ninguém conhece mas todo mundo já ouviu falar", 30 anos de estrada, 10 discos e nenhum sucesso.

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É impossível contar a história do Acidente sem mencionar os nomes de Helio 'Scubi' Jenné (que fundou comigo a banda em 1978 e reaparece no álbum mais recente), Guto Rolim, Zeca Pereira (membros da anterior Banda Só Por Uma Noite, que vieram para o Aça em 1981 gravar o 1º disco e os 2 seguintes), Raul Branco, Fernando Sá (God rest his soul), Fernando Carvalho (Grhs as well), Helinho, Baster Barros, Paulo Lucic, Ricardo Moreno (dentre os muitos que cerraram fileiras no 1º Acidente, o do rock básico & blues), Zunga Ezzaet, Jarbas Loop, Bruno Mega (que juntaram forças para organizar o 2º Acidente, o progressivo, no ano mágico de 1989), Ary Menezes, Mario Costa, Renato Borges (membros atuais da banda, se é que se pode usar o termo "atual" para um grupo que não se reúne há anos).

Mas aqui não pretendo contar história alguma: ela já está debulhada no bem transado site www.acidente.ac, é só acessar, se inteirar de tudo e aproveitar para baixar a obra integral do novo e velho Aça. Quero aproveitar o espaço é para desabafar e tentar explicar o que se passa na cabeça de um idiota (strictu sensu: indivíduo com idéias próprias) que se empenha durante 3 décadas em manter vivo um ideal que já nasceu morto, produzindo para isso 10 discos independentes, mesmo após perceber, e para isso bastava 1, que nunca teria divulgação: em tempos de fartura (antes) ou crise (agora), o trinômio gravadoras + empresários + editoras domina a mídia com mão de ferro, subornando quem se sujeita (o famigerado jabá) e jogando na vala do desemprego os profissionais que insistem em se manter íntegros, sendo o objetivo final ocupar 100% do espaço disponível com seus produtos/contratados/editados. Furar este bloqueio por uma questão de gosto pessoal é atitude tão reprovável, entre eles do mercado, quanto publicar um anúncio num caderno de classificados porque gostou do visual. O pecado capital é o mesmo: a empresa deixou de faturar.

Vamos então à reminiscência infantil imbecil que sempre se impõe num tal momento do texto. Lá pelos idos de XX64 (mutei alguns dígitos para evitar especulações sobre minha senectude), eu era um emérito colecionador de figurinhas (e qualquer outra coisa inútil também). Alguns álbuns eram artísticos, outros eram umas porcarias mal impressas com times de futebol que atraíam a molecada oferecendo prêmios. Tinham nomes tipo Equipe, Olé, Craques da Pelota etc. Para ganhar o prêmio era preciso preencher uma página. Em geral, cada página tinha 3 níveis de figurinhas premiadas: a carimbada (também chamada difícil), a carimbada em relevo (muito difícil) e a assinada (que não saía nunca, se é que era impressa). Ninguém conseguia ganhar prêmio algum. Ora, eis que um dia, logo no começo de um desses álbuns, sai no meu envelope uma figurinha assinada!

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Antegozando o prazer do primeiro e único prêmio num desses álbuns, comecei a mostrar o troféu para a turminha. As reações me ensinaram muito sobre a natureza humana enquanto criança: "pô, me dá essa aí, troco por outra melhor"; "troco por duas"; "se tu não trocar essa figurinha comigo, nunca mais sou teu amigo". E de fato perdi algumas amizades por toda uma vida, no que devo ter feito excelente negócio, mas mantive a figurinha raríssima colada na página com a firme obsessão de completar aquele time (vai lembrar qual era! qualquer coisa tipo XV de Piracicaba, Prudentina ou Comercial de Ribeirão Preto, o Rio naquela época já era um vazadouro de lixo editorial paulista), gastando a mesada com envelopes até que acabaram saindo na minha mão a difícil... e a mais difícil... e pronto: ganhei uma bola de futebol! Lembro-me do prazer inaudito com que fui no carro de meu pai até algum lugar do Rocha ou arredores para tomar posse de um courinho Drible (ou seria Elite) nº 4. O cara arrancou as 3 figurinhas carimbadas e disse: "se você completar de novo, pode passar aqui e pegar outra bola". É claro que isso nunca aconteceu, nem comigo, nem com ninguém que eu saiba! A bola foi entregue vazia e, ao contrário da figurinha assinada, não resistiu à vontade de meus simpáticos amiguinhos de estragar o prêmio do quatro-olho no próprio dia, jogando uma pelada sem enchê-la. Mas mesmo toda lanhada foi para a estante onde durante um bom tempo eu a contemplava e pensava: GANHEI COM ESFORÇO E SORTE, ME DEI BEM.

E o que é que isso tem a ver com o Acidente? (Melhor arranjar u'a boa resposta ou vou ter de parar por aqui).

Tem a ver que, ao longo das muitas décadas que se seguiram, obtive algumas realizações pessoais remarcáveis (ninguém é incompetente de todo): se formei numas faculdades aí, passei nuns concursos, tive uns textos publicados, inclusive este que você está perdendo tempo a ler. Mas a bola do Acidente, essa não rolou. A figurinha mais difícil nunca saiu.

Comecei a tocar em banda em 1973 e durante alguns anos a Banda Só Por Uma Noite foi a coisa importante em minha vida. Com a BSN íamos a festivais, daqueles bem fuleiros em clubes e colégios, onde cada um tocava uma música. Tivemos 15 minutos inesquecíveis: zoamos, nos divertimos, acumulamos histórias que renderiam um texto maior do que este. Porém, ou a galera não acreditava em viver disso, ou era inibição de dar um passo maior, ou então falta de grana mesmo (é - era isso). Ficávamos ensaiando interminavelmente na varanda da casa de meus pais na Urca, sem partir para o combate aberto. Lá por volta de 1976/1977, poucas bandas no Rio teriam repertório ou entrosamento melhor que o nosso, mas já no critério aparelhagem estávamos na 8ª divisão. Acabei chutando o balde e quis desistir da música, mas não quis muito, porque em 1978 fundei o Acidente, e no final de 1980, enfiado no IBGE da Mangueira de 3 da tarde à meia-noite, ganhando astronômicos 5 salários mínimos mensais, resolve produzir um disco independente! O Rui, irmão do Zeca, tinha produzido um para a mulher (Marisa Gata Mansa, God rest her very soul), e me ensinou o caminho das pedras. No início de 1981 o Acidente tinha a (para mim) melhor formação possível: Zeca, Guto, Scubi e eu, todos ainda jovens, na faixa dos 23 aos 25, cheios de vontade e disposição. Na última hora juntou-se à tribo o Samuca, emérito solista, que mais tarde montaria o Absyntho (ele aprendeu bem a lição que lhe ensinei: "nome de banda bom é aquele que fica logo na frente, numa prateleira por ordem alfabética").

Ensaiando numa varanda na Urca, Rio de Janeiro

Assim foi gravado o LP "Guerra Civil", que ficou pronto em maio de 1981. Um disco, ça va sans dire, precaríssimo em quaisquer aspectos que dependessem da grana, mas transbordando de atitude, e afinal, o que não era precário naqueles primórdios do BRock?

Nenhuma rádio quis nem saber. Hoje vejo que aquela era a hora de parar, emigrar para a Austrália, ir lavar prato em Sydney e recomeçar mais tarde num ambiente menos impróprio. Mas aconteceram alguns fatores inesperados que confundiram meu juízo.

Até dezembro de 1981, apenas uma música do disco ("Eu Ainda Amo Vocês", do Guto) tinha obtido um solitário airplay, concessão régia do radialista Ibrahim Jr. (onde andará), que tinha um horário na Rádio Imprensa. Isso não chegava a caracterizar um evento imponderável. Mas naquele final de ano, um programa de larga audiência chamado "Poeira & Country", produzido e apresentado por Luiz Augusto (que fim terá levado) na 98 começou a tocar "O Vaqueiro e a Debutante", minha, do Scubi e do Raul. E a música ficava todo dia entre as 3 primeiras!!! Sintomaticamente, naquele exato momento em que devíamos ter saído pra luta, o grupo estava desfeito devido a desavenças bisonhas (Samuca e Scubi deram um show bêbados, Zeca não gostou). E ainda não havia Acidente subível em palco quando, em fevereiro de 1982, a Fluminense FM ("A Maldita") entrou no ar em fase experimental, eu fui a Niterói levar o "Guerra Civil" e os caras imediatamente tocaram "Canto", do Zeca, e passaram a tocar o Aça sempre, todo dia, várias vezes por dia, várias músicas do disco.

Aquele foi O momento perdido: eu tinha acabado de fazer 26 anos, era jovem, esbelto, fofo, sarado, o trem passou e eu não o peguei. De lá pra cá já foram outros 26 anos, 9 discos, o Acidente original acabou, montei um novo Acidente progressivo com músicos e composições de uma qualidade tal que eu me sentia um intruso no meio, mas afinal produzir também tem seus méritos, justifica um tecladinho nem tão mal tocado assim... Esse 2º Acidente obteve uma visibilidade impensada pelo 1º (modéstia à parte: com toda a justiça), só que o universo progressivo é pequeno, o muito bom é sempre apreciado por poucos. Não há hits prog no hit parade (e se os houvesse, não seriam do Acidente, o jabá logo se instalaria). Não dá pra deixar de ser um burocrata e viver do prog rock. O certo é que a figurinha difícil foi levada pelo vento e hoje eu continuo tentando encontrar uma nova mas já não há envelopes, a banca fechou, o álbum hoje é digital. Mudou tudo, esse tempo já não é o meu, estou vivendo de favor num tempo emprestado. Teria sido bom enquanto tivesse durado.

Acidente “atual”: Mario Costa (bateria), Paulo Malária (teclados) e Ary Menezes (baixo)

Tempo, até teria. O meu rock não é movido por urgências hormonais, podem reparar que eu não faço letras de amor. Rock, pra mim, é protesto e deboche, indignação e escárnio, prazer e emoção. Nunca o vi ou ouvi como um adereço exclusivo da juventude que com ela se vai. Sou daqueles que poderiam fazer rock até o fim da vida, sem deixar de ser autêntico. E...

E, antes que eu me esqueça, aquele slogan da "banda que ninguém conhece mas todo mundo já ouviu falar" não faz sentido algum em 2008. Isso valeu durante um breve tempo no verão de 1982, quando a Fluminense chegou a dedicar 50% da sua programação ao indie rock nativo. Arrebanhou com isso uma audiência formadora de opinião, fez a fama e logo depois foi gradualmente reduzindo essa participação até chegar a zero, ao mesmo tempo em que as gravadoras lançavam seus "produtos" rock e os incluíam na playlist de outras rádios. A Maldita ficou menos maldita e as concorrentes puseram um pezinho no rock. O grande público, é claro, preferiu o que lhe era impingido massivamente, em todas as rádios, na TV, não tinha que ser garimpado. O jabá só existe porque 99% das pessoas não apreciam realmente música, consomem música como uma atividade social, portanto morrem de medo de gostar de alguma coisa offmarket e serem taxados de "esquisito", "maluco", é melhor esperar o que vem de cima com o "imprimatur" e aderir à manada.

Paulo Malária hoje em dia, em algum lugar do planeta

Outro dia eu perguntei à minha mina por que é que nada nunca funcionou e vai continuar não funcionando, ainda que eu produza mais uma cacetada de discos (e vou! e vou!). Discos que pouquíssimos irão ouvir. A Paulinha, que faz parte assumida do público consumidor e tem discernimento do que isso significa, sintetizou tudo numa frase genial: "JÁ TEM OS CERTOS". Negócio é que o segredo para entrar no time dos "certos" se me escapou durante a vida inteira. Essa é que foi a merda.

Discografia:
Guerra Civil (1981, LP)
Fim Do Mundo (1983, LP)
Piolho (1985, compacto 7”)
Quebre Este Disco (1989, LP)
Quebre Este Disco (2000, CD, inclui suplemento “Expo Rock 2000”)
Gloomland (1994, CD)
Farawayers (1996, CD)
Technolorgy (2002, CD)
Pega Varetas (2003, CD)
Não Pode Ser Vendido Separadamente (2007, CD)

Website: www.acidente.ac

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