Nota: 10 









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Este cd mostra todo o brilhantismo da banda no palco. Depois da saída do inesquecível Roger Waters, David Gilmour mostra todo o seu valor e conduz com muita maestria os rumos da banda e o show em particular.
O primeiro CD contém alguns grandes clássicos do Floyd e, óbvio, muitas músicas do “The Division Bell”. É um deleite ouvir músicas como “Shine On You Crazy Diamond”, “Astronomy Domine”, “Hey You” e “Another Brick in the Wall” (que não poderia faltar) na voz de Gilmour. Todas sobram em interpretação, técnica, virtuose, feeling e emoção.
Tudo que marcou a trajetória do Pink Floyd está presente no show. Um estádio imenso; um palco gigantesco com produção, artes e efeitos de luz perfeitos; platéia atenta e encantada; músicos completamente cientes de si e soberbos em sua genialidade. Um mega-show, um mega espetáculo. Perfeito para gravar um cd ao vivo. Somando-se aos grandes clássicos, as músicas do “The Division Bell” mostram-se profundas e tocantes, composições que fazem jus à história do Pink Floyd.
O segundo CD é um presente, literalmente. É o primeiro registro ao vivo do (qualquer adjetivo máximo que você queira colocar aqui) “The Dark Side of The Moon”. É a primeira vez que o álbum é gravado ao vivo, inteiro, música após música.
Somos brindados com interpretações memoráveis de composições do quilate de “Time”, “Money” (numa embasbacante versão de mais de 8 minutos) e “Us And Them”. Tudo reproduzido fielmente, com a maior perfeição possível, e melhorado (!?) com arranjos e andamentos mais belos ainda.
Depois de sermos congratulados com “The Dark Side of The Moon” ao vivo, Gilmour e Cia. parecem brincar com a nossa sanidade. Será que alguém aí já ouviu “Wish You Were Here”?
Acho que apenas 101% da população mundial. Uma das músicas mais famosas e inesquecíveis do Floyd. Seu histórico e emblemático riff inicial é digno de um lugar na história. Uma composição simples para os padrões floydianos agrada, por isso, até quem não gosta da banda. Simples, mas perfeita e tocante, um rock profundo e eficiente, letra versando sobre a ausência, a saudade, a amizade e a vida. Toda vez que ouço esta música sou completamente absorvido por ela e meu nível de emoção e felicidade sobem.
Ainda tem mais? Sim, e como tem. Estou falando de “Comfortably Numb”, que literalmente vai te deixar confortavelmente anestesiado. Saída do enigmático “The Wall”, são 9 minutos e meio de delírio total. Use esta música para acreditar que existe coisa boa no mundo.
Para fechar, temos a estupenda e agressiva “Run Like Hell”, mostrando o lado mais agressivo do Floyd e a face mais raivosa da voz de Gilmour. Empolgante do início ao fim.
Como se não bastasse tudo isso, o encarte é uma verdadeira obra de arte, um pequeno livro, com fotos e mais fotos do espetáculo, muito bem construído, uma capa linda (para mim uma das mais brilhantes da história) e uma embalagem criativa.
Tudo, absolutamente tudo, neste cd está perfeito. Até o nome, ideal e descritivo, pulsante, vivo, encantadoramente vivo.
CD 1:
01. Shine On You Crazy Diamond (Wish you were here 1975)
02. Astronomy Domine (The Piper At the Gates of Dawn, 1967)
03. What do You want from me (The Division Bell, 1994)
04. Learning to Fly (A Momentary Lapse of Reason, 1987)
05. Keep Talking (The Division Bell, 1994)
06. Coming Back to life (The Division Bell, 1994)
07. Hey You (The Wall, 1979)
08. A Great Day for Freedom (The Division Bell, 1994)
09. Sorrow (A Momentary Lapse of Reason, 1987)
10. High Hopes (The Division Bell, 1994)
11. Another Brick in the wall(part II). (The Wall, 1979)
CD 2:
01. Speak to Me (The Dark Side of the moon, 1973)
02. Breathe (The Dark Side of the moon, 1973)
03. On the Run (The Dark Side of the moon, 1973)
04. Time (The Dark Side of the moon, 1973)
05. The Great Gig in the Sky (The Dark Side of the moon, 1973)
06. Money (The Dark Side of the moon, 1973)
07. Us and Them (The Dark Side of the moon, 1973)
08. Any Colour you Like (The Dark Side of the moon, 1973)
09. Brain Damage (The Dark Side of the moon, 1973)
10. Eclipse (The Dark Side of the moon, 1973)
11. Wish You Were Here (Wish you were here, 1975)
12. Comfortably Numb (The Wall, 1979)
13. Run Like Hell (The Wall, 1979)
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Maurício G. Angelo odeia definições. Acha que não entende nada de música, mas o suficiente. Pseudo-jornalista, pseudo-crítico e pseudo-escritor. Não gosta de explicar ironia. Escreve no Whiplash! desde 2003. Colaborou para uma série de veículos, como a revista Roadie Crew e os sites Rock Press, Duplipensar e Simplicíssimo. Ouve tudo aquilo que lhe interesse: do blues ao metal extremo, passando pelo pop, progressivo, clássico, jazz, eletrônico e MPB. Peca pelo tesão, nunca pela inércia. Alfabetizado, chato, detalhista e exigente: está continuamente tentando aprender a ler, e tem orgulho disso. Passou bons momentos ao lado de Rubem Braga, George Orwell, Pink Floyd e tantos outros. É apaixonado por palavras, pelo som e pelo silêncio. Erra muito. Muda mais ainda. E se permite ser hiperbólico, às vezes.
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