Xavier Rudd: como foi a estreia do showman em POA
Resenha - Xavier Rudd (Opinião, Porto Alegre, 23/11/2019)
Por Karen Waleria
Postado em 26 de novembro de 2019
Fotos: Sônia Butelli
Eram 21h05 quando o australiano subiu ao palco do Bar Opinião, com os pés descalços, como de costume. O artista e sua banda formada por Lisa Purmodh (Bateria), Ian Peres (Teclados) e completando o quarteto, Yosa Haile (Baixo) foram ovacionados pelos fãs, que tanto aguardaram esse primeiro encontro.
"Are you feelin? " e assim começou como de costume o show de Xavier Rudd, no último sábado, dia 23 de novembro, em Porto Alegre. E tem como não sentir? me pergunto.
O cantor e compositor multi-instrumentista (guitarra, harmônica, didjeridu, guitarra havaiana, bateria e percussão) arrebata a todos os presentes na tradicional casa de espetáculos. Rudd é o legítimo showman, como poucos. Rudd toca o didgeridu em muitas de suas músicas. Músicas que falam de espiritualidade, humanidade, ambientalismo e direitos dos povos aborígenes.
O primeiro show de Xavier Rudd, na capital gaúcha, teve duração de duas horas. E contou com momentos distintos - inicia no formato banda, depois passa para o formato "banda de um homem só" e depois encerra, novamente, com o quarteto formado por exímios músicos.no palco.
O repertório passeou por toda a sua carreira, que conta com nove álbuns, incluiu músicas do seu mais recente álbum, abre aspas, maravilhoso "Storm Boy", lançado em 2018, e músicas inéditas. Vale a pena conferir.
Foi um dos shows mais marcantes que já presenciei. E posso afirmar que isso aconteceu, com muitos dos presentes, que puderam presenciar esse artista, um dos mais importantes músicos desse gênero.
Para quem conhece o trabalho do australiano através de vídeos, se surpreendeu, no bom sentido, ao ver o artista ao vivo. Ao vivo, o músico de 41 anos de idade faz um som mais pesado, tem uma performance eletrizante, Se tivesse que descrever com apenas uma palavra o show de ontem seria - Energia.
Rudd e sua trupe, vagueiam entre os mais variados gêneros musicais, desde o folk, reggae, surf music, folk rock, rock, blues, música eletrônica. Essa "miscelânia musical" cativa, hipnotiza o público, formado na sua grande maioria por pessoas na faixa dos 30 anos a 40 anos, que em sua grande maioria, era constituído de pessoas que acompanham o artista desde o início de sua trajetória musical e, com certeza, pessoas que como eu, conhecem muito pouco sobre o artista, mas que se renderam à sua espetacular sonoridade.
Foi um show para lavar a alma. Daqueles que te fazem esquecer o mundo exterior. E viver o momento. Nesses tempos tão conturbados que vivemos no mundo, em especial na américa latina, é um alento, um sopro de esperança, as mensagens que possuem as músicas do músico-ativista ou seria do ativista-músico? Músicas que emanam energias positivas, que falam de união, ecologia, amor, união, tão em falta nos dias de hoje.
Trazendo a mensagem de que mundo é um lugar que merece ser cuidado da melhor forma possível e só com a união das pessoas é que isso é possível.
Em total conexão com os presentes, e não só através das suas músicas, público que lotou o andar térreo do icônico Bar Opinião. Conexão estabelecida desde o primeiro até o último acorde executado. Foram um show à parte; cantavam enm uníssono com o músico as músicas que formaram o setlist, irretocável. Veja a seguir.
Setlist:
Rusty Hammer
Walk Away
Come Let Go
Honeymoon Bay
Reasons We Were Blessed
Creancient
Come Peaple
Breeze
Culture Bleeding
Storm Boy
Messages/ Guku
Let Me Be
Flag
Follow The Sun
Lioness Eye
Spirit Bird
A turnê pelo país também inclui um show, hoje, dia 25 de novembro, na Ópera de Arame, em Curitiba, e encerra no dia 29 no Audi Club, em São Paulo. Vale a pena conferir.
Agradecimentos à Popload Gig e Jéssica Barcellos Comunicação.
Veja mais fotos:
https://www.flickr.com/photos/141777721@N07/
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