Resenha - Humberto Gessinger (Araújo Vianna, Porto Alegre, 09/11/2019)
Por Mateus Mendes
Postado em 15 de novembro de 2019
No último sábado (09), o eterno líder da banda ENGENHEIROS DO HAWAII, HUMBERTO GESSINGER, apresentou o primeiro show de sua nova tour, que divulga o álbum "Não Vejo a Hora", no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. Com produção da Opinião Produtora, a apresentação trouxe ao palco um show em dois atos, o primeiro acústico e o segundo elétrico.
Passava poucos minutos das nove da noite quando o primeiro trio aparece. HUMBERTO se revezando entre a viola caipira e o violão, NANDO PETERS no baixo acústico e PAULINHO GOULART no acordeon. O show inicia com "A Montanha", seguida por "Ando Só" e a clássica "Pra Ser Sincero". Se não fosse pelas milhares de vozes que acompanham cada palavra das letras, teríamos a impressão de estarmos assistindo a apresentação em um pequeno pub, pois o clima intimista que se fez presente no palco, com luzes apenas nos músicos, deixando o resto do cenário no escuro, ressalta mais ainda a qualidade das canções.
A próxima música é "Bem Afim", terceira faixa do novo álbum, traz em seu refrão uma referência ao AC DC em mais uma das grandes sacadas e jogos de palavras de HUMBERTO: "…A Higway to hell faz a curva e vai pro céu, quando a resposta vem, do outro lado alguém, dizendo que está tudo bem…". Após, uma belíssima versão para "Índios", da LEGIÃO URBANA. As seguintes, "Pra Caramba" e "Cadê" encaixam perfeitamente neste formato acústico. Cabe ressaltar que a essa altura, o palco já recebe iluminação em verde, vermelho e roxo, dando um tom de sofisticação ao espetáculo.
O show segue com "Terra de Gigantes" e a nova, "Estranho Fetiche", que Humberto apresenta falando sobre a nostalgia dos pequenos prazeres que as gerações pré internet gostam de manter, como escutar músicas com lado A e lado B, apreciar um disco inteiro e longos solos de guitarra. Nesse clima, o primeiro trio se despede com "3×4", com os músicos saindo por um dos lados do palco, sob aplausos.
xx
Praticamente no mesmo instante, as cortinas se abrem, as luzes ficam mais frenéticas e os músicos FELIPE ROTTA (guitarra) e RAFAEL BISOGNO (bateria) já se encontram a postos. HUMBERTO retorna com seu baixo de seis cordas, dando início ao segundo e elétrico ato, com a música "Missão", que fecha seu novo disco. Na sequência vem "Pose", "Bora" e "Surfando Karmas e DNA", com peso e intensidade que nos faz pensar que não pode ser apenas um trio responsável por tamanha sonoridade…mas é.
Mais uma do novo álbum, "Calmo em Estocolmo", demonstra que o disco fará realmente parte da tour, e não apenas uma ou duas canções. Com o trecho "…Muito prazer, meu nome é otário…" a banda inicia "Dom Quixote", com certeza um dos pontos mais emocionantes do show. Com o seu refrão "…Por amor as causas perdidas…" ecoando por todo o auditório.
"Partiu", que abre o recente trabalho do músico, se faz presente com uma pegada ao vivo que lhe caiu muito bem. Então começa uma sucessão de clássicos, "Eu que não Amo Você", "Tudo Está Parado", "Vida Real", "Refrão de Bolero" e "Piano Bar" fazem a alegria do público. Em especial as duas últimas que são cantadas em coro pela multidão.
Na sequência vem "Um dia de Cada Vez", segunda faixa do "Não Vejo a Hora", seguida por "Armas Químicas e Poemas", "Somos Quem Podemos Ser", outra canção cantada integralmente pelo público, e "Toda Forma de Poder" com seu refrão alongado e contando com a interação de todos os presentes.
x
Por se tratar de um auditório, até este momento, todos estão sentados em suas cadeiras, mas assim que a banda começa "Infinita Highway", o lugar explode. Não há como assistir sentado quando o baixo característico da canção dá o tom. Claro que seu refrão é cantado a plenos pulmões. "Até o Fim" chega logo após e "Infinta Highway" retorna para seu último refrão , aplaudidos de pé, o power trio se despede.
x
Ninguém sai de seus lugares, esperando um retorno da banda para o bis e uma bela surpresa acontece quando os músicos retornam. O baixista NANDO PETERS e o acordeonista PAULINHO GOULART também estão de volta. Agora, HUMBERTO assume a viola caipira e NANDO, o baixo elétrico. O quinteto demonstra que tem entrosamento para, caso queiram, fazer um show completo juntos. "O Preço" e "A Revolta dos Dândis", por fim, encerram a noite.
x
HUMBERTO GESSINGER, após mais de 35 anos de carreira, merece todo o respeito e admiração por seguir inovando e se reinventando. Além de seu carisma, presença de palco e sua voz sempre impecáveis, nos presenteia com um novo álbum e esse novo conceito de tour, com dois trios e dois atos distintos. O público passa de um espetáculo folk intimista, para um show de arena de uma forma natural e muito orgânica.
Não podemos deixar de dar os créditos aos músicos que acompanham o cantor. RAFAEL BISOGNO é um excelente baterista, PAULINHO GOULART traz a calmaria que determinadas canções pedem. NANDO PETERS e FELIPE ROTTA também não ficam para trás, mas o guitarrista por vezes parece escondido no fundo do palco. Quando se lança à frente para executar um solo ou outro, fica muito legal, o que deveria acontecer com mais frequência. Por último e não menos importante, cabe ressaltar que a iluminação do show (e espero que siga na tour) estava espetacular, tornando-se parte importante para a experiência visual e sonora que foi presenciada.
Imagens:
Alex Vitola e Mariane Prestes
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
A banda influenciada pelo Iron Maiden que Bruce Dickinson elegeu como sua favorita
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
Aos 78 anos, Tony Iommi (Black Sabbath) reconhece não ter mais condições de realizar turnês
Por que o Led Zeppelin nunca alcançou a popularidade dos Beatles, segundo John Paul Jones
Nikki Sixx defende performances vocais de Vince Neil em shows do Mötley Crüe
Black Label Society faz show histórico em Belo Horizonte e emociona fãs
O cantor que deixou Robert Plant e John Bonham impressionados; "algum dia seremos assim?"
As 10 melhores músicas do Anthrax com John Bush nos vocais, segundo o Metal Sucks
A notícia traumática sobre o Metallica que Cliff Burton deu a Scott Ian do Anthrax
Nigel Durham, ex-baterista do Saxon, morre aos 61 anos
"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
The Gathering - uma das turnês mais esperadas pelos fãs de vocais femininos
Tony Iommi segue com planos de remixar "Born Again", do Black Sabbath
O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
Lars Ulrich, do Metallica, surpreende ao contar por que não tem tatuagens
"Como eles ficarão putos se são bilionários?", diz líder do Destruction sobre Metallica

A curiosa opinião de Humberto Gessinger sobre o Supertramp
O clipe que estragou um dos maiores hits dos anos 80, segundo Humberto Gessinger
O álbum do Pink Floyd que quase impediu Humberto Gessinger de ser músico
Esteban Tavares anuncia retorno à banda de Humberto Gessinger para nova turnê
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



