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Exploited: no peito e na raça, banda faz show histórico

Resenha - Exploited (Mister Rock, Belo Horizonte, 16/06/2019)

Por Mário Pescada
Postado em 10 de julho de 2019

Fotos: Isabela Lopes

Era para o EXPLOITED ter tocado na América do Sul no final de 2018, mas devido a problemas cardíacos sérios do vocalista Wattie Buchan, o restante da tour daquele ano teve que ser cancelado - incluindo aí as datas do Brasil. Pouco tempo depois, a banda afirmou que cumpriria futuramente tais datas canceladas e palavra de punk não volta atrás: a tour Sul-Americana foi remarcada com quatro shows no Brasil, sendo o último aqui em Belo Horizonte.

Entre o cancelamento e o dia do show, houve reembolso de ingresso, risco de BH sair da rota, escassez de informações, mudança do local do evento, dificuldades da produtora em realizar o evento, etc. Tudo conspirava contra, mas as coisas foram se acertando e a produtora 53 HC conseguiu emplacar mais essa. Por conta desse imbróglio todo é que, o público, se não decepcionou, também não chegou a comparecer em maior número ao Mister Rock.

Infelizmente não pude ver os shows de abertura com o KOMANDO KAOS e DISTÚRBIO SUB-HUMANO, apenas uma parte do DOPS BANDA DE PROTESTO, sempre velozes e nervosos. A banda irá tocar em breve na Europa, incluindo uma data no Rebellion Festival, o maior festival de bandas punk/hardcore do mundo!

Dentro do Mister Rock, headbangers e punks devidamente caracterizados com moicanos, coturnos e jaquetas de couro com rebites se misturavam, todos ansiosos para verem Wattie Buchan e companhia pela primeira, e como dizia o próprio anúncio da produtora, provável última vez em BH.

Sem muitas firulas, pouco depois das 20 horas a banda entra de uma vez no palco, o que gerou uma cena até engraçada: boa parte do público foi pega de surpresa e não viu a banda aparecendo, enquanto eles do palco ficaram olhando para galera esperando uma recepção mais calorosa, vamos dizer. Pequeno desencontro, era hora de colocar 40 anos de raiva contra o sistema para fora em forma de música!

A banda foi disparando uma música atrás da outra em um extenso set list que passou por todos os discos da sua carreira. Ok, é fato que a banda está devendo há muito tempo material novo (mais de quinze anos...), mas ainda assim, conseguem atrair e agradar os fãs - ao meu ver, a maior banda punk gringa em atividade.

A formação, problema recorrente na história do EXPLOITED, tem hoje Wullie Buchan (irmão de Wattie) mandando bem nas baquetas, Irish Rob nas quatro cordas e backing vocals, Robbie "Steed" Davidson muito simpático na guitarra e o sessentão Wattie, claro, como centro das atenções: de moicano roxo, com seu inglês quase incompreensível, perguntava o nome de alguém da pista e dedicava a próxima música a pessoa, dava pequenas batidas com o microfone na cabeça (fazendo um toc-toc engraçado), impediu que a segurança fosse agressiva com um fã que subiu ao palco, etc. Todo estilo musical possui figuras ícones que carregam em si o peso de serem a referência a ser seguida, e no punk, Wattie é, sem dúvidas, a personificação do estilo.

Visivelmente debilitado desde as primeiras músicas, o cara suou horrores, deu várias cusparadas, puxadas de ar devido a uma fucking cough (segundo ele, justificativa que não convenceu boa parte do público) e chegou a perder o fôlego em algumas músicas. Seu estado de saúde preocupava quem estava presente, parecia que ele ia encerrar o show a qualquer minuto ou mesmo esticar os coturnos em cima do palco, mas...no peito e na raça, conseguiu terminar o show.

Em pouco mais de uma hora, executaram verdadeiros clássicos do punk, como "Let's Start a War", "Dogs Of War", "UK 82", "Chaos Is My Life", "Dead Cities", "Alternative", "Army Life", "Beat The Bastards", "Cop Cars", "Army Life", "Fuck The USA", "Was It Me", fora tantas outras, todas bem recebidas pelo público.

Para o bis, sem Wattie (provavelmente recuperando o fôlego), Wullie, convoca dez pessoas da plateia para subir ao palco e cantar "Sex And Violence". O que era para serem dez pessoas acabou se tornando umas trinta, uma festa em cima do palco. Já com Wattie de volta, mais três sons para encerrar uma noite muito especial.

Como fã, posso dizer que valeu muito a espera em ver a banda ao vivo e fico na torcida para que soltem material novo e quem sabe, voltem por aqui, contrariando as estatísticas...

Punks Not Dead!

Set list:
01 Let's Start a War (Said Maggie One Day)
02 Fightback
03 Dogs Of War
04 The Massacre
05 UK 82
06 Chaos Is My Life
07 Dead Cities
08 Alternative
09 Rival Leaders
10 Troops Of Tomorrow
11 Noize Annoys
12 Never Sell Out
13 Army Life
14 Disorder
15 Don´t Forget The Chaos
16 Beat The Bastards
17 Cop Cars
18 Porno Slut
19 Fuck The System
20 Army Life
21 Fuck The USA

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Bis
22 Sex And Violence
23 Punks Not Dead
24 Maggie
25 Was It Me

Formação:
Wattie Buchan - vocal
Wullie Buchan - bateria
Irish Rob - baixo
Robbie "Steed" Davidson - guitarra

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Sobre Mário Pescada

Mineiro, leitor compulsivo, ouvinte de todas as vertentes do rock - do blues ao grindcore. Valoriza mais a honestidade e entrega em cima do palco do que a técnica. Guarda os flyers dos shows que vai como se fossem relíquias.
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