Enslaved: um bom público em seu primeiro show solo no Brasil
Resenha - Enslaved (Carioca Club, São Paulo, 31/03/2019)
Por Diego Camara
Postado em 06 de abril de 2019
Em 2017, o Enslaved veio para o Brasil para se apresentar no Overload Music Fest. Em um show curto e sucinto – ao melhor estilo dos shows de festival – a banda trouxe uma ótima impressão para o público com um som firme e macabro, digno ao estilo norueguês de fazer Metal. A apresentação dessa vez, completa e sem cortes, e em especial com o foco da equipe técnica, toda voltada para o artista principal, tinha tudo para revelar ainda mais do artista ao vivo para seus fãs. Confira abaixo os principais detalhes do espetáculo, com as imagens de Fernando Yokota.
Foram responsáveis pela abertura os brasileiros do Basalt. É uma banda que já ouvi falar faz algum tempo, mas ainda não tinha tido a oportunidade de escutar ao vivo. Eles fizeram um show curto, pouco mais de meia hora, mas mostraram muita empolgação e uma técnica refinada, especialmenre nas guitarras, ponto forte da banda. Ela tem elementos muito fortes do Estilo europeu, em especial o metal extremo nordico. Em alguns momentos, os riffs de guitarra me ligar do som cru de Falkenbach - sem os elementos folk, é claro. O show polêmico finalizou com uma discussão entre o vocalista da banda e um integrante da plateia, descontente das palavras negativas contra o atual governo.

O Enslaved veio ao palco 20 minutos depois para sua apresentação. O público, bastante pequeno na banda de abertura e que dava sinais de um show tragicamente vazio, cresceu até bastante com as pessoas que chegaram na hora, deixando o Carioca Club com uma boa lotação. O público recebeu muito bem a banda, que começou com grande qualidade o espetáculo. O som estava impecável, forte e dinâmico, com uma apresentação consistente de todos os integrantes, em especial das guitarras, que faziam uma bela linha que costurava o som inteiro da música.
"Roots of the Mountain" veio em seguida, com uma belíssima e emocionante melodia. O solo de guitarra fez o público bater cabeça, e o ar mais soturno e sombrio das linhas da base davam o clima nórdico ao espetáculo. A banda sacou quase em cima da outra a cósmica "Ruun", com um instrumental muito forte na introdução e um som bastante cadenciado no seu interim. A banda usa muito bem os recursos de ambience nessa música.

Mais para o fim do show, o humor do público foi crescendo. A belíssima "Isöders dronning", com um instrumental bastante ao estilo Opeth em suas guitarras, encantou ainda mais o público: a transição que a banda faz, dos sons mais sombrios para o estilo agressivo, é realmente uma belíssima marca do som do Enslaved. "Havenless" fez os fãs cantarem e baterem palmas.

Fechando o show, a banda veio com "Sacred Horse", em mais um belíssimo solo de guitarra e no coro do público comandado pelo vocalista. O bis em seguida começa com o solo de bateria – uma boa oportunidade para alongar a passagem pelo banheiro – e fecha com um dos grandes sucessos da banda, "Isa", que encanta mais uma vez os fãs e fecha o show com extrema qualidade.

O resultado final é uma apresentação bastante firme e consistente da banda, que trouxe um show de qualidade, comprometido com o público. O Enslaved pode não ser uma banda grandiosa ou extremamente conhecida, mas traz um resultado bastante efetivo e que encantar o seu público com grande maestria.

Setlist:
1. Ethica Odini
2. Roots of the Mountain
3. Ruun
4. The River's Mouth
5. Loke
6. Fenris
7. Gylfaginning
8. Isöders dronning
9. Havenless
10. Sacred Horse
Bis:
11. Drum Solo
12. Isa
13. Allfǫðr Oðinn
Basalt:




Enslaved:










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