Enslaved: um bom público em seu primeiro show solo no Brasil

Resenha - Enslaved (Carioca Club, São Paulo, 31/03/2019)

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Por Diego Camara
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Em 2017, o Enslaved veio para o Brasil para se apresentar no Overload Music Fest. Em um show curto e sucinto - ao melhor estilo dos shows de festival - a banda trouxe uma ótima impressão para o público com um som firme e macabro, digno ao estilo norueguês de fazer Metal. A apresentação dessa vez, completa e sem cortes, e em especial com o foco da equipe técnica, toda voltada para o artista principal, tinha tudo para revelar ainda mais do artista ao vivo para seus fãs. Confira abaixo os principais detalhes do espetáculo, com as imagens de Fernando Yokota.

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Foram responsáveis pela abertura os brasileiros do Basalt. É uma banda que já ouvi falar faz algum tempo, mas ainda não tinha tido a oportunidade de escutar ao vivo. Eles fizeram um show curto, pouco mais de meia hora, mas mostraram muita empolgação e uma técnica refinada, especialmenre nas guitarras, ponto forte da banda. Ela tem elementos muito fortes do Estilo europeu, em especial o metal extremo nordico. Em alguns momentos, os riffs de guitarra me ligar do som cru de Falkenbach - sem os elementos folk, é claro. O show polêmico finalizou com uma discussão entre o vocalista da banda e um integrante da plateia, descontente das palavras negativas contra o atual governo.

O Enslaved veio ao palco 20 minutos depois para sua apresentação. O público, bastante pequeno na banda de abertura e que dava sinais de um show tragicamente vazio, cresceu até bastante com as pessoas que chegaram na hora, deixando o Carioca Club com uma boa lotação. O público recebeu muito bem a banda, que começou com grande qualidade o espetáculo. O som estava impecável, forte e dinâmico, com uma apresentação consistente de todos os integrantes, em especial das guitarras, que faziam uma bela linha que costurava o som inteiro da música.

"Roots of the Mountain" veio em seguida, com uma belíssima e emocionante melodia. O solo de guitarra fez o público bater cabeça, e o ar mais soturno e sombrio das linhas da base davam o clima nórdico ao espetáculo. A banda sacou quase em cima da outra a cósmica "Ruun", com um instrumental muito forte na introdução e um som bastante cadenciado no seu interim. A banda usa muito bem os recursos de ambience nessa música.

Mais para o fim do show, o humor do público foi crescendo. A belíssima "Isöders dronning", com um instrumental bastante ao estilo Opeth em suas guitarras, encantou ainda mais o público: a transição que a banda faz, dos sons mais sombrios para o estilo agressivo, é realmente uma belíssima marca do som do Enslaved. "Havenless" fez os fãs cantarem e baterem palmas.

Fechando o show, a banda veio com "Sacred Horse", em mais um belíssimo solo de guitarra e no coro do público comandado pelo vocalista. O bis em seguida começa com o solo de bateria - uma boa oportunidade para alongar a passagem pelo banheiro - e fecha com um dos grandes sucessos da banda, "Isa", que encanta mais uma vez os fãs e fecha o show com extrema qualidade.

O resultado final é uma apresentação bastante firme e consistente da banda, que trouxe um show de qualidade, comprometido com o público. O Enslaved pode não ser uma banda grandiosa ou extremamente conhecida, mas traz um resultado bastante efetivo e que encantar o seu público com grande maestria.

Setlist:
1. Ethica Odini
2. Roots of the Mountain
3. Ruun
4. The River's Mouth
5. Loke
6. Fenris
7. Gylfaginning
8. Isöders dronning
9. Havenless
10. Sacred Horse
Bis:
11. Drum Solo
12. Isa
13. Allfǫðr Oðinn

Basalt:

Enslaved:




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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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