Matanza Fest: sold out e festa durante toda a noite em POA
Resenha - Matanza Fest (Bar Opinião, Porto Alegre, 07/07/2018)
Por Guilherme Dias
Postado em 12 de julho de 2018
Fotos: Liny Oliveira
Após diversas passagens pela banda em solo gaúcho. O Matanza, que irá encerrar as suas atividades ainda esse ano, realizou uma "pré-despedida" de luxo. O Matanza Fest lotou o bar Opinião, com direito a sold out e festa durante toda a noite.
A Chute no Rim, com bagagem de mais de 14 anos, formada por Marlon Róidia (vocal e guitarra), Fagner Aragones (baixo) e Pedro Godoy (bateria) foi a responsável por iniciar o evento, que começou por volta das 22:30. Em seguida foi a vez da Cattarse, o conjunto está na ativa desde 2008 e é formado por Igor Van der Laan (vocal e guitarra), Yuri Van der Laan (baixo) e Diogo Stolfo (bateria). Com uma proposta de som voltado para o Stoner Rock, foi apresentado no repertório canções como "Meet me in the Dark", "Walking on Glass" e "Javali". A última banda a se apresentar antes do Matanza foi a Panic, que recentemente relançou o seu álbum "Best Before End" de 1992. O thrash metal do grupo foi representado de maneira brutal por Regener Fortes (vocal), Rexx Falk (baixo), Gabriel Siqueira (vocal e guitarra), Victor Nichele (guitarra) e Everson Krentz (bateria). O set teve início com "Best Before End", "Hannibal The Cannibal" e foi encerrado com "Shoobydahbydoobah", com direito a participação especial do Pisca na guitarra, e "Rotten Church".
Já passava da 1 hora da madrugada quando o Matanza enfim subia pela "última" vez no palco do bar Opinião em Porto Alegre. A clássica "Bom é Quando Faz Mal", do álbum "Música para beber e brigar" de 2003 foi a primeira, seguida de "A Arte do Insulto" (do álbum homônimo, de 2006). A partir de então Jimmy London (vocal), Maurício Nogueira (guitarra), Dony Escobar (baixo) e Jonas (bateria) estiveram com o público Gaúcho em suas mãos em quase duas horas de apresentação.
Jimmy não falou muito, mas falou bem. Quando não elogiava a plateia e pedia para que todos cantassem com ele, o frontman introduzia algumas canções de maneira simples e objetiva, contando sobre o contexto delas. Atrás dele os seus colegas de palco desempenhavam um trabalho com qualidade extrema. Não houve apenas um destaque em específico na apresentação, pois em todas as músicas os fãs participaram de maneira muito evidente.
Principalmente em canções que não ficariam de fora jamais, como "Ela roubou o meu Caminhão", "Clube dos Canalhas" e "Estamos Todos Bêbados", hino cantado pelos fãs durante o show inteiro.
A iluminação e a qualidade sonora contribuíram para um show de altíssimo nível, fruto de trabalho de uma equipe extremamente competente. No final do show Jimmy informou para os seus fãs uma novidade, que aquele não seria o último show do grupo em Porto Alegre. O vocalista confirmou que a banda retornará para o sul no final de outubro, para aí sim se despedir de vez dos gaúchos.
































Set-List Matanza
Bom É Quando Faz Mal
A Arte Do Insulto
Eu Não Bebo Mais
O Chamado Do Bar
Meio Psicopata
Tudo Errado
Country Core Funeral
Maldito Hippie Sujo
Remédios Demais
O Que Está Feito, Está Feito
Carvão, Enxofre E Salitre
Interceptor V-6
Matarei
Eu Não Gosto De Ninguém
Na Lama do Dia Seguinte
O Último Bar
Santa Madre Cassino
Whisky Para Um Condenado
O Caminho Da Escada E Da Corda
Mesa De Saloon
Tempo Ruim
Clube Dos Canalhas
Mulher Diabo
Imbecil
Ela Roubou Meu Caminhão
Estamos Todos Bêbados
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