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Depeche Mode: após tantos anos, finalmente um show no Brasil

Resenha - Depeche Mode (Allianz Parque, São Paulo, 27/03/2018)

Por
Postado em 01 de abril de 2018

Fotos: Marcelo Rossi

Um total de 25 mil pessoas foram ao Allianz Parque nesta última (e chuvosa) terça-feira para ver o retorno do Depeche Mode em terras brasileiras. Um show bastante esperado dos fãs desta banda, tanto que diversos setores da plateia estavam esgotados. O público não se intimidou com a chuva e não faltou para a festa de reunião, regada a muito rock em uma excelente estrutura. Confira abaixo os principais detalhes do espetáculo.

A chuva forte que assolou São Paulo na terça não foi o bastante para assustar o público que aguardava o show do Depeche Mode. Munidos de suas capas, o público aguardou na pista pela oportunidade de ver de perto a banda. O pessoal nas arquibancadas teve mais sorte, afinal a cobertura do estádio protegeu o público. Vale notar, neste ponto, a configuração diferente da Arena neste show: com capacidade reduzida para pouco mais de 25 mil pessoas - shows no estádio podem ter a capacidade de mais do que o dobro disto - o show foi realizado em metade do Allianz Parque, com o palco no centro do gramado: uma opção interessante para shows de grande capacidade mas que não cabem em locais clássicos como o Espaço das Américas.

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O show começou às 21h50m, logo após a apresentação do DJ Gui Boratto. A espera valeu a pena, e tão logo Beatles começou a tocar nas caixas de som, todos sabiam que a hora havia chegado. A banda abriu o show com "Going Backwards", e desde o início o palco mostrava toda a sua estrutura e qualidade: o som estava perfeito, alinhado, incrível. Dave Gahan, extremamente animado no palco, dançava ao som das notas, em contraste ao público, que recebeu a banda de maneira bastante tímida.

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O público foi a loucura com "It’s no Good", logo em seguida, gritando já com as primeiras notas dos sintetizadores que constroem toda a estrutura da música. O público arriscou passos de dança, tímidos, e outros cantaram junto com Gahan. O público, no geral, parecia muito mais interessado em gravar o show - e outros curtí-lo - do que se expressar, na essência, o show bastante mecânico - no tom de construído minuciosamente - impera muito neste gênero.

Algumas músicas se destacam na festa: a bela introdução de baixo de "Useless", incrível e minuciosa, constrói bem a essência da qualidade do som tanto da equipe técnica quanto da estrutura do palco. A bela "Insight", tocada totalmente no piano e com o acompanhamento vocal de Martin Gore também soou magnificamente, trazendo ao público um ar de nostalgia e emoção. "Where’s the Revolution", com a força da música eletrônica, transformou a casa numa enorme pista de dança, com balões lançados ao alto e um lindíssimo momento: com a pausa da banda, o público completou os vocais: 25 mil vozes cantando sozinhas o grande hit.

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Fechando o show, a banda trouxe dois grandes sucessos: primeiro "Enjoy the Silence", que levantou bastante o público, fazendo com que todos cantassem o hit com vontade, do início ao fim, vidrados a cada lance do malabarismo excêntrico de Gahan. Um dos pontos altos do show. Gahan, inclusive há de se relatar, continua em excelente fase: um espetáculo à parte no show com toda a sua dança e seus trejeitos, sendo sem dúvidas o responsável por trazer o ânimo do público e segura-lo pelo colarinho. "Never Let Me Down Again", apesar de não ter obtido o mesmo sucesso da sua anterior, fechou muito bem o show, deixando o público vidrado.

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Se aproximando já da meia noite, Martin voltou para a apresentação acústica de "Strangelove", onde o público ofuscou seus vocais, de tão alto que cantaram durante toda a música. O destaque do bis, porém, já no tardar da hora, foi para "Personal Jesus", que fechou a apresentação com excelência - nada melhor do que um grande sucesso para fechar um grande show. A banda se impôs aqui, dando tudo de si e fechando o show aos gritos do público. Todos esperam, agora, que não se demore mais tanto tempo assim para ver a banda de volta ao Brasil, que eles tenham afinal pegado gosto pelo público destas bandas e retornem em breve para uma nova apresentação.

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Setlist:
Intro: Revolution (música dos Beatles) / Cover Me (Alt Out)
Going Backwards
It's No Good
Barrel of a Gun
A Pain That I'm Used To
Useless
Precious
World in My Eyes
Cover Me
Insight (acústica)
Home
In Your Room
Where's the Revolution
Everything Counts
Stripped
Enjoy the Silence
Never Let Me Down Again
Bis:
Strangelove (acústica)
Walking in My Shoes
A Question of Time
Personal Jesus

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.
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