Ayreon: Um brasileiro no Ayreon Universe
Resenha - Ayreon (Tilburgo, Holanda, 15/09/2017)
Por Lucas Araujo
Postado em 22 de setembro de 2017
Alguns dias depois do show, um dos melhores concertos de metal que já fui em minha vida, sinto-me na obrigação de compartilhar impressões, lembranças e até mesmo algumas fotos do evento.
O que ocorreu nos dias 15, 16 e 17 de setembro de 2017, em uma pequena cidadezinha na Holanda chamada Tilburgo? Ocorreu a primeira vez (e quiçá a única) em que o AYREON apresentou um show ao vivo, live, de suas musicas.
Como o próprio mentor do projeto AYREON já disse repetidas vezes, ele nunca foi um projeto musical realizado com a intenção de apresentar em shows. A ideia era reunir diversos artistas do meio do Metal, gravar um cd e ponto. Além disto, como os artistas são convidados para participar de um álbum em específico, se torna um desafio maior ainda uni-los para apresentar músicas de vários em um show.
Enfim, com este desafio em mente, e após o sucesso do show chamado "The Theater Equation" em 2015, ARJEN ANTHONY LUCASSEN resolve topar o desafio e montar este show.
Em novembro de 2016 os ingressos foram postos a vendas, e em menos de uma semana os 3 dias de show estavam vendidos, para um concerto que ocorreria somente no próximo ano.
Bom, eu comprei nas primeiras horas e consegui garantir um convite, regular (tinha vips, mas já estavam esgotados para os 3 dias).
Sai daqui 1 semana antes do show com o intuito de conhecer Amsterdam por uns dias e depois ir para Tilburgo. A língua holandesa é bem difícil, nada parecido com Inglês, espanhol, ficando difícil para nós compreendermos. O lado bom é que quase todo mundo fala inglês, então a comunicação ficou mais fácil.
Chegando em Tilburgo, os fãs já estavam marcando inúmeros encontros nos bares da cidade antes e depois dos shows. Aproveitei estes momentos para conhecer alguns Ayreonaughts que estavam extremamente ansiosos com o show. Minha expectativa também estava alta, pois sabia ser um evento único.
No dia do show, os europeus se comportam de maneira diferente dos brasileiros. Aqui os fãs "trues", aqueles que sentem o metal na veia, chegam na fila no dia pela manhã ou no almoço e já começam a se alinhar.
Lá, as portas iam abrir as 19h, cheguei as 17h30 e fiquei entre os primeiros da fila. Entre as 18h e 19h que o pessoal começou a chegar e fazer uma fila quilométrica.
O evento foi feito na casa de shows POPPODIUM 013, que comportava de 3000 a 5000 pessoas, e ficou lotado. Parecia que tinha gente pendurada no teto para assistir. Tinha muitas pessoas de diversos países europeus, mas senti falta de americanos (Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, México e outros). Pessoalmente, não vi nenhum outro brasileiro na fila, ou no teatro antes ou depois do show.
O setlist estava incrível, com diversos sucessos de vários álbuns da banda. Afinal de contas, como eles tinham que "aproveitar" os cantores que estavam lá, eles buscaram as musicas que eles já haviam feito anteriormente.
Por exemplo, ver HANSI KURSCH tocando "River of Time" foi impressionante. Aliás, como é que podemos ver tantos artistas de tão alto nível e não nos impressionarmos?
FLOOR JANSEN quando entrava no palco todos estremeciam, tamanha é a sua presença e o reconhecimento que todos tem por ela e por sua irmã IRENE JANSEN, que estava no Back Vocals.
DAMIEN WILSON tocando "And The Druids Turned to Stone" foi uma canção espetacular, que vê-la ao vivo emocionou os presentes.
MAGGY LUYTEN foi uma grande surpresa. Não a conhecia, e quando vi aquela baixinha (deve ter um metro e meio no máximo) entrando no palco não dei muita bola. Mas gente, ela tem uma voz rasgada que é demais. Virei fã!
ANNEKE VAN GIERSBERGEN e MARCELA BOVIO, sempre lindas, delicadas e de altíssimo nível. Elas fazem um interessante contraponto com a MAGGY LUYTEN, ajudando a criar este clima tão característico das músicas do AYREON(não sabe do que estou falando? AYREON tem algumas músicas mais pesadas e outras mais leves, e elas trazem grande parte desta leveza).
E por fim, tivemos o discurso do mestre. Quando ARJEN ANTHONY LYCASSEN começou a falar, pudemos entender como ele cativou os demais artistas a participarem de seu projeto. Este gigante (de mais de um metro e noventa), também conhecido como Gentle Giant, contou das dificuldades que teve ao longo de sua carreira, e como sempre achou que era impossível realizar um show deste calibre. Além disto, relatou que tem pavor de falar em público, e emocionou todos os presentes ao agradecer sua namorada, LORI LINSTRUTH por tê-lo auxiliado em toda a organização do show.
Abaixo, algumas fotos do show. Não pôde ir? Infelizmente perdeu um dos maiores eventos da história do metal.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
A banda idolatrada por Eddie Vedder que nunca tocou no Brasil: "Ele era fanático"
De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
Como surgiu a ideia de formar o Heaven & Hell, de acordo com Geezer Butler
A banda dos anos oitenta que mudou a forma como Bono enxergava os Estados Unidos
Jim Root entende que novo álbum do Slipknot irá "magoar algumas pessoas"
Steve Stevens lembra de quando produtor pediu para ele "não tocar tão bem"
O período que John Paul Jones considera o pior de toda a história do Led Zeppelin
O astro do rock que "deu aula" no Rock in Rio 2026, segundo Gastão Moreira
O guitarrista que se tornou fã do Kiss após abrir turnê da banda
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Roger Waters e filho criam o Legacy, projeto que celebra a obra do Pink Floyd
Rudy Sarzo acredita que morte de Randy Rhoads não foi acidente: "Piloto sabia que ia fazer"
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
A opinião de Fernanda Lira sobre as bets: "Não existe lucro em cima do sofrimento"
John Lennon acreditava que uma reunião dos Beatles seria possível, mas Paul não concordava
O álbum do Metallica que impactou negativamente o metal, segundo baixista do Testament

Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



