Blind Guardian: Cantoria e festa do público no retorno ao Brasil

Resenha - Blind Guardian (São Paulo, Tom Brasil, 12/10/2015)

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Por Diego Camara
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Fotos: Kennedy Silva

O Blind Guardian é aquele tipo de banda especial, diferente, que coloca o público pra festejar. Ver uma apresentação dos alemães é como ao mesmo tempo sentir a pancada do Heavy Metal alemão e retornar a uma época antiga. Como ir para a fantasia sem tirar o pé da realidade. A banda trouxe um super setlist para uma apresentação mais uma vez memorável, que divulgou o seu último disco, “Beyond the Red Mirror”, e ao mesmo tempo trouxe ao palco os maiores clássicos da banda.

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Primeiro lugar, cumpre ressaltar que o cancelamento da banda Circle II Circle, que iria abrir a apresentação do Blind Guardian em São Paulo, acabou deixando o calendário da apresentação um pouco confuso, com informações diferentes divulgadas em lugares diferentes, do evento do Facebook até a página da Ingresso Rápido, que vendia o show. O início do espetáculo, porém, foi confirmado para as 20h00.

E antes disso o show começou, com a introdução de “The Ninth Wave”, um dos épicos do novo álbum da banda, 5 minutos antes do marcado. A apresentação começou ribombante, o som no talo, altíssimo e a qualidade do palco muito boa. Mas o som de uma banda como o Blind não pode ser menos que “no talo”, pois senão fica impossível ouvir as músicas sendo tocadas por Hansi e cia. O público cantou demais desde o início, mostrando que curtiu bastante o novo disco da banda. A música, inclusive, é realmente um épico longo, cheio de coros e reviravoltas, com um poder sinfônico impressionante.

O show continuou e saiu da sinfonia para a pancada com “Banish from Sanctuary”, uma das músicas do início da carreira da banda. Com as guitarras potentes de Olbrich e Siepen, o Metal mostrou sua cara. Destaque para o som perfeito da bateria, já que esta música é toda pousada sobre o instrumento. Hansi disse que estava muito feliz em voltar ao Brasil após mais de três anos distante.

O ânimo continuou no alto, e a banda mostrou-se impecável no setlist. Passando por “Nightfall” – do disco mais progressivo da carreira da banda – até o clássico “Imaginations from the Other Side”, a banda não perdeu o ritmo uma única vez, e o público a acompanhou com vontade. Não faltaram também outras músicas clássicas baseadas no Senhor dos Anéis, no caso as sempre tocadas “Lord of the Rings” e “Time Stands Still”. Outro destaque foi o coro do público em “The Last Candle”, onde os fãs não queriam mesmo, de jeito algum, que a música acabasse. No final, o ânimo e o ímpeto dos fãs foram extremamente elogiados por Hansi.

A banda voltou ao palco rapidamente e tocou mais três músicas, com destaque para o combo “Twilight of the Gods” e “Valhalla”, que de tão próximas na sua temática pareciam até músicas irmãs. Não houve descanso para o público em nenhum momento, e este cantou junto nas músicas cada verso, com direito a mais um belo coro no refrão da última.

Apesar de algumas poucas pessoas já se dirigirem para a saída, a maioria ficou parada e gritava pelo retorno da banda. O show ainda estava muito longe de terminar. Quando Hansi voltou, o público pediu quase que em uníssono por “Majesty”, música do antiguíssimo mas ainda fantástico “Battalions of Fear”. E a banda premiou o público com esta joia, os levando mais uma vez a loucura.

O show seguiu então seu curso normal com o refrão contagiante de “Requiem” e a clássica “Bard’s Song”, que não pode faltar em nenhum show da banda. Novamente o público impressionou Hansi ao cantar na íntegra e sozinhos a introdução da música, o momento mais épico do espetáculo. Na sequência da bela balada, a banda ia fechando o seu show com “Mirror Mirror” em mais uma perfeita apresentação.

A última música, porém, não foi uma esperada mas sim outra grande surpresa. A banda resolveu tirar do seu inúmero repertório de covers – o Blind é uma banda conhecida por fazer versões diferentes e interessantes de músicas bastante inusitadas para o estilo da banda – a música “Barbara Ann” gravada originalmente pela banda THE REGENTS. Muito legal a performance da música, que anima o público e fecha de maneira diferente o show da banda, com muitos aplausos dos fãs.

No total, em mais de duas horas de espetáculo, o Blind mostrou muito bem para o que veio. Soube escolher as músicas muito bem e agradar a todos os fãs presentes com um show cheio de potência, vontade e muita irreverência. Alguns fãs podem ter sentido falta de uma ou outra música – eu particularmente senti muita falta da ótima “Into the Storm” – mas todos no final não podem negar que a banda se esforçou muito para agradar ao público. E atualmente isso anda bem raro no meio musical.

Blind Guardian é:
Hansi Kürsch – Vocal
André Olbrich – Guitarra
Marcus Siepen – Guitarra
Barend Courbois – Baixo
Frederik Ehmke – Bateria

Setlist:
1. The Ninth Wave
2. Banish from Sanctuary
3. Nightfall
4. Fly
5. Tanelorn (Into the Void)
6. Prophecies
7. The Last Candle
8. Miracle Machine
9. Lord of the Rings
10. Time Stands Still (at the Iron Hill)
11. I'm Alive
12. Imaginations from the Other Side

Bis 1:
13. Wheel of Time
14. Twilight of the Gods
15. Valhalla

Bis 2:
16. Majesty
17. The Script for My Requiem
18. The Bard's Song - In the Forest
19. Mirror Mirror
20. Barbara Ann (cover do The Regents)

Galeria de fotos completa:
https://www.facebook.com/kennedysilvaphotos)

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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