Monsters of Rock: Daqui a dois anos estaremos lá de novo!

Resenha - Monsters of Rock (Arena Anhembi, São Paulo, 25 e 26/04/2015)

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Por Hugo Alves
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Dois anos depois de sua edição de retorno, o festival MONSTERS OF ROCK aportou novamente sobre a cidade de São Paulo, mais precisamente sobre a Arena Anhembi para, novamente em dois dias, incendiar a maior cidade brasileira com o que há de melhor no cenário Rock e Metal nos dias de hoje, e o que há anos permeia a cena com enxurradas de clássicos. O festival aconteceu nos dias 25 e 26 de Abril, Sábado e Domingo, com cada dia presenteando os fãs com mais ou menos 12 horas de música pesada.

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Fotos: Hugo Alves

Falando rapidamente sobre a organização, a única falha notável foi na fila do primeiro dia, que parecia o Hopi Hari de tão cheia e com aquele monte de grades fazendo um zigue-zague horrível e que só atrasou a entrada do público. Muita gente que preferiu sair de casa mais tarde apenas para ver suas bandas favoritas acabou desistindo por conta da demora, voltando para casa e perdendo ingressos. Uma lástima e um ponto negativo que precisa ser revisto pelos responsáveis em edições futuras. Ainda bem que no segundo dia o que se via era uma grande passarela que facilitou e muito o acesso ao Sambódromo e, então, à Arena.

Os preços de alimentação e souvenires dentro de shows e festivais já foi mais caro, e isso é outro ponto positivo para o MONSTERS OF ROCK. Não, não estou afirmando que era barato comer um burger de Angus ou tomar uma cerveja dentro do festival, porque não era, e “marinheiros de primeira viagem” despreparados acabaram “se afogando”, mas com certeza passa longe de preços bem mais exorbitantes praticados em outros eventos do mesmo porte. Havia até mesmo estande de revista dedicada aos guitarristas e loja de discos de vinil, além de um galpão preparado com várias roupas e acessórios característicos do público alvo do festival. Cada vez mais os produtores estão dando atenção ao bem-estar do público e deixando de lado aquela mentalidade horrível de que é só colocar todo mundo amontoado na frente de um palco com meia dúzia de bandas e achar que está bom assim.

A partir de agora, descreverei com a maior riqueza de detalhes que me for possível cada apresentação, com exceção de De La Tierra e Dr. Pheabes que foram as primeiras a se apresentar, a primeira no Sábado, a segunda no Domingo, pois não cheguei a tempo de apreciar suas apresentações.

PRIMAL FEAR (SÁBADO, 25 DE ABRIL DE 2015)

A banda de Ralf Scheepers e Mat Sinner sempre causa alvoroço quando anuncia que se apresentará no Brasil. A banda, apesar de – injustamente – não ser considerada no panteão dos grandes mestres do Metal, compõe, grava e se apresenta com qualidade indiscutível! Desta feita, porém, a ansiedade pela apresentação do grupo era duplamente maior: uma por ser dentro de um evento do porte do MONSTERS OF ROCK, e outra porque o baterista da banda é ninguém menos que um dos maiores nomes do nosso cenário, o mestre Aquiles Priester, que já tocou com Paul Di’Anno (ex-vocalista do IRON MAIDEN), Angra e atualmente mantém seu nome ligado à sua banda do coração, HANGAR, e a outro nome promissor do Metal nacional: NOTURNALL. Como se tratava apenas do segundo show do primeiro dia de festival, tratou-se de uma apresentação curta, mas extremamente eficaz. Sobrou tempo para que o público gritasse o nome da banda, para que ovacionasse Mat Sinner e Ralf Scheepers e para que enlouquecesse quando o vocalista, apresentando os integrantes da banda, se referisse ao “polvo” Priester. Deste show, destaco “Unbreakable Pt. 2”, com seu refrão emocionante e certeiro (poucos temas na história do Heavy Metal são tão marcantes como este) e “Metal is Forever”, clichê mais que bem-vindo da discografia da banda. Abaixo, a setlist do show:

01. Introduction
02. Final Embrace
03. Nuclear Fire
04. Unbreakable Pt. 2
05. When Death Comes Knocking
06. Angel in Black
07. Chainbreaker
08. Metal is Forever
09. Running in the Dust

COAL CHAMBER (SÁBADO, 25 DE ABRIL DE 2015)

A banda passou por um longo hiato e retomou suas atividades recentemente. Quando subiu ao palco do MONSTERS OF ROCK, assustou positivamente com seu som pesado, experimental, moderno e muito raivoso, bastante calcado no New Metal. Entretanto, senti – e ouvi muita gente ao meu redor dizendo o mesmo – que a apresentação foi um pouco mais longa do que de fato poderia ter sido e que o som da banda poderia sair um pouco mais do lugar comum. Não comprometeu, foi uma boa apresentação, com certeza, mas se tivesse sido mais enxuta, teria encontrado seu ponto perfeito. Destaco a última canção do show, “Sway”, como ponto alto. No Brasil, trata-se da canção mais conhecida – por muitos, a única – da banda. Abaixo, a setlist do show:

01. Loco
02. Big Truck
03. I.O.U. Nothing
04. Fiend
05. Rowboat
06. Something Told Me
07. Clock
08. Drove
09. Not Living
10. Dark Days
11. I
12. Rivals
13. Oddity
14. Sway

RIVAL SONS (SÁBADO, 25 DE ABRIL DE 2015).

Se há uma apresentação que deve ser classificada como a mais surpreendente, não só do primeiro dia, mas de todo o MONSTERS OF ROCK de 2015, essa com certeza é a da RIVAL SONS. Os californianos ainda são pouco conhecidos em terras tupiniquins, mas chegaram mandando seu recado e conquistando respeito no formato de um soco na cara sonoro, banhado pelo mais puro ouro que é o Rock and Roll da década de 1970. Ao meu redor, pelo menos, não vi um que não tenha ficado impressionado com a parede sonora que os instrumentistas formaram – destaque para o guitarrista Scott Holiday –, mas o que realmente fazia saltar os pelos dos braços em arrepio era a voz de Jay Buchanan. Há tempos não se ouvia uma voz tão potente, louca, apaixonada e entregue à música como a dele. Eu mesmo admito nunca ter ouvido uma canção da banda até o momento do show, mas superiormente admito ter me tornado fã da banda ao fim da primeira canção (“Electric Man”, do mais recente disco, “Great Western Valkyrie”, de 2014, que acaba de ganhar videoclipe oficial, corre lá no YouTube pra ver). Os caras entraram timidamente em performance, mas cheios de marra ao som de “The Good, The Bad and the Ugly”, de Ennio Morricone, antes de começarem a arrebentar com tudo com a canção supracitada. Como o grande momento do show, destaco “Torture”, que começou dando um susto na galera porque já começa com a voz de Buchanan lá em cima, e porque o público acompanhou a vocalização até minutos depois do fim da mesma. Naquele momento, não houve dúvidas: a banda RIVAL SONS conquistou os brasileiros e ficou um pouco mais brasileira também. Resta a torcida para que voltem o quanto antes para um show solo em nosso país, pois está cada vez mais difícil ver uma banda como eles, que praticam um Rock and Roll setentista tão bom e sem soar como um pastiche de qualquer banda daquela época (muito embora seja impossível não lembrar de ROBERT PLANT nos áureos tempos do LED ZEPPELIN, tamanho o talento de Jay Buchanan como cantor). Abaixo, o setlist da apresentação:

01. The Good, The Bad and the Ugly [Intro]
02. Electric Man
03. Play the Fool
04. Secret
05. Pressure and Time
06. Torture
07. Tell Me Something
08. Where I’ve Been
09. Get What’s Coming
10. Open My Eyes
11. Keep on Swinging

BLACK VEIL BRIDES (SÁBADO, 25 DE ABRIL DE 2015)

Outra banda que veio ao nosso país pela primeira vez especialmente para o MONSTERS OF ROCK foi a banda novata BLACK VEIL BRIDES – e eles dificilmente voltarão. Eu devo dizer que, pessoalmente, nunca senti tanta vergonha em fazer parte de uma plateia como senti durante toda a apresentação da banda. Mesmo antes do início do show dos caras, “os ventos” mudaram para a plateia e o que se ouvia era uma boa parte do público mais próximo ao palco gritando “Motörhead! Motörhead!” (a banda de Lemmy Kilmister seria a posterior ao BVB) e vaiando a banda. Quando entraram no palco, puderam demonstrar toda a qualidade de seu som, calcado no Hard Rock dos anos 1980 com uma dose cavalar de Heavy Metal, tendo também como grande diferencial o vozeirão do vocalista Andy Biersack que, normalmente, não se encaixaria no som que a banda se propõe a fazer – mas talento e força de vontade sempre falam mais alto. A primeira canção do show já é um petardo e leva o título de “Heart of Fire”, e serviu para deixar os fãs da banda felizes demais com a entrada deles. Depois de seis canções, a banda, visivelmente abalada com o comportamento ferozmente mal-educado de boa parte dos presentes, deixou o palco e tudo indicava que o show teria terminado ali, de maneira brusca. Para quem estava próximo ao palco, era possível ver que a banda estava tendo uma conversa calorosa com alguém, possivelmente responsável pelo evento. Depois de 5 minutos, a banda retornou ao palco, sem o ânimo do início do show, tocou mais 3 canções e se despediu, sendo aplaudida pelos fãs e pelas poucas pessoas que, se não simpatizaram com a banda, pelo menos demonstraram seu respeito por um dos muitos grupos que estavam ali a trabalho. Abaixo, a setlist do show:

01. Heart of Fire
02. I Am Bulletproof
03. Wretched and Divine
04. Knives and Pens
05. Overture
06. Faithless
07. Shadows Die
08. Fallen Angels
09. In the End

A situação no show da BLACK VEIL BRIDES merece um parágrafo à parte. A massa brasileira, infelizmente, é conhecida por ser cultural e historicamente preconceituosa. Tentamos mascarar isso como podemos (dizer que a culpa foi da organização do evento e que o horário no qual a banda tocou justifica o ocorrido é tapar o sol com a peneira, pra dizer o mínimo), mas a verdade é que somos um povo racista, homofóbico, misógino, classista e, por vezes, xenofóbico. Sim, há preconceito no meio do povo, em grande quantidade e é gritante. E, infelizmente, no meio do Heavy Metal não é diferente, quando se trata de Brasil e dos fãs tupiniquins “true Metal”. Está na nossa cara, enxergamos e fingimos que está tudo bem – quando não nos atinge. O comportamento do público no show da BVB é um sintoma alarmante sobre isso. Os caras fazem um som de ótima qualidade, competentíssimo, não erraram em nenhum momento e mesmo assim foram discriminados, única e exclusivamente por serem uma banda mais nova e pelo seu estilo visual (que mistura traços dos hard rockers da Sunset Strip dos anos 1980 e um pouco do que os emos utilizaram na virada da década). E daí? No mesmo festival, tocaram JUDAS PRIEST (cujo vocalista, Rob Halford, é homossexual assumido), STEEL PANTHER (que, em termos de vestimenta, estavam ainda mais chamativos do que a própria BVB), MANOWAR (que não passa de uma “SPINAL TAP do Metal”, só que se levam a sério – o que é ainda pior) e KISS (que já teve sua fase Glam Metal nos anos 1980 e início dos 1990 e até hoje usam seus saltos plataforma e roupas escandalosas), e nenhum deles foi vaiado ou discriminado como fizeram com a BLACK VEIL BRIDES. Aliás, se há dois grupos de fãs que demonstraram desrespeito e desunião nessa edição do festival, estes foram os fãs de MOTÖRHEAD e MANOWAR. Isso será explicado gradativamente ao longo da resenha. Apenas lembrem-se: os dinossauros do Rock e do Metal não estarão aí para sempre (o Lemmy já começou a se despedir desse mundo) e quando as bandas novas de hoje forem os dinossauros de amanhã, vocês terão perdido muita coisa!

SEPULTURA + MOTÖRHEAD (SÁBADO, 25 DE ABRIL DE 2015)

O palco do MOTÖRHEAD já estava pronto e tudo indicava que Lemmy Kilmister, Mikkey Dee e Phil Campbell subiriam ao palco. Mas começou a demorar demais e isso não cheirava bem, principalmente para quem tem acompanhado as notícias dos últimos meses sobre a saúde do líder da banda. Infelizmente, os nossos medos se fizeram reais, e um membro da equipe do MONSTERS OF ROCK veio ao palco em dois momentos: no primeiro, anunciou o cancelamento do show do MOTÖRHEAD por conta do estado de Lemmy e avisou que Derrick Green, Paulo Jr. (que vai poder se gabar até o fim da vida por ter tocado canções do MOTÖRHEAD com integrantes da banda no baixo de Lemmy Kilmister frente a 40.000 pessoas) e Andreas Kisser do SEPULTURA subiriam ao palco junto a Mikkey Dee e Phil Campbell do MOTÖRHEAD para uma jam, a fim de minimizar os danos pelo cancelamento; no segundo, veio para avisar que, devido à sobra de tempo, o show do JUDAS PRIEST seria maior. No fim, os músicos anunciados subiram ao palco a tempo de tocar três petardos do MOTÖRHEAD, e em “Ace of Spades” o pessoal mais próximo ao palco sofreu na mão dos fãs mais fervorosos da banda, que reagiram violentamente à execução da canção. Vejam bem, quem vai a shows sabe da possibilidade de empurrões e até algumas porradas vindas das rodas de pogo e bate-cabeça. Mas simplesmente não havia espaço para tais rodas, então os fãs resolveram descontar na galera em geral. Um momento horrível num dia maravilhoso, nota zero para os responsáveis por tamanha truculência. Abaixo, a setlist da jam:

01. Orgasmatron
02. Ace of Spades
03. Overkill

Ao final deste momento, não havia meios de não pensar que a frase “aqui se faz, aqui se paga” fez um efeito um tanto místico e mórbido naquele início de noite de Sábado. De um modo ou de outro, BLACK VEIL BRIDES e seus fãs acabaram vingados e, mesmo eu, que não pretendo ouvir BLACK VEIL BRIDES tão cedo de novo – não porque não gostei, mas porque também não me apaixonei pelo som deles, apesar de reconhecer a qualidade e a competência dos caras – e estava maluco pra ver o show do MOTÖRHEAD (e já sei que certamente perdi a última chance de ver Lemmy vivo, pelo estado deplorável em que ele já se encontra), acabei sentindo um gostinho malignamente prazeroso em ver os vaiadores e violentos cabisbaixos com tal cancelamento no festival. Podem me xingar nos comentários, fiquem à vontade. Não vai mudar o que já foi e, de qualquer modo, não difere do que se espera de vocês.

JUDAS PRIEST (25 DE ABRIL DE 2015)

Tendo lançado o excelente “Redeemer of Souls” recentemente, o JUDAS PRIEST acabou tendo o mesmo valor dos headliners do festival, tendo sido especialmente convidados para serem co-headliners dos dois dias do evento, um ponto positivíssimo para os organizadores, afinal, tratam-se dos “metal gods”. Com o cancelamento do show do MOTÖRHEAD, caiu por terra a intenção de Rob Halford & cia. de tocarem a mesma setlist nas duas noites, dando lucro a quem escolheu o primeiro dia de festival para prestigiar a banda. Rob Halford, mesmo com seus 63 anos, mostrou que recuperou bastante sua voz – que andava devendo muito nos últimos tempos – e entregou uma performance que surpreendeu a todos e arrepiou os mais fervorosos. Os agudos vigorosos do cantor, oriundos dos anos 1980, estavam lá, quase intactos – mesmo que levemente sustentados por ecos e “delays” eletrônicos, a essência daquilo tudo estava lá, para loucura dos presentes. Outra performance de destaque é a do já não tão novato Richie Faulkner, que entrou na banda em 2011 substituindo ninguém menos que K.K.Downing. O “jovem” de 35 anos agita durante todo o show com suas Gibson Flying V, chama a galera pra cantar e berrar, pula junto, bate cabeça e toca feito um louco de tão bem. Deste show, não há momento alguma destacar (talvez o momento que precedeu “Hell Bent for Leather”, no qual Halford entrou no palco montado numa Harley Davidson, que permaneceu no palco até o fim do show), toda a apresentação foi um espetáculo à parte. Por ter tempo a mais, a banda fez não um, nem dois, mas três “encores”!!! Abaixo, a setlist do show:

01. Battle Cry [Introduction]
02. Dragonaut
03. Metal Gods
04. Devil’s Child
05. Victim of Changes
06. Halls of Valhalla
07. Love Bites
08. Turbo Lover
09. Redeemer of Souls
10. Jawbreaker
11. Breaking the Law
12. Hell Bent for Leather
13. The Hellion [Introduction]
14. Electric Eye
15. You’ve Got Another Thing Comin’
16. Painkiller
17. Living after Midnight

OZZY OSBOURNE (25 DE ABRIL DE 2015)

Fechando a primeira noite de MONSTERS OF ROCK, o “Madman” trouxe consigo os excelentes Gus G (guitarra), Rob Blasko (baixo), Adam Wakeman (teclado & guitarra) e Tommy Clufetos e um setlist com vários clássicos, mas bastante burocrático e carente de canções essenciais na carreira e na vida. Simplesmente não deu pra entender a total desconsideração a “No More Tears” e “Perry Mason” que já dura anos, canções que o salvaram para sempre do esquecimento a que ele estava fadado no final dos anos 1980 e que o mantém até hoje. Menos ainda dá para entender o que passou pela cabeça dele que cortou “Fire in the Sky” e “Mama, I’m Coming Home”, originalmente previstas na setlist preparada para a noite. De jeito nenhum dá pra entender como ele acha coerente, num show solo, meter 5 canções do BLACK SABBATH num show solo com 13 canções apenas. Até mesmo “Let Me Hear You Scream”, única canção com Gus G em estúdio que já foi tocada ao vivo, fez falta. Não dá pra concordar com as escolhas de OZZY OSBOURNE para a noite que liderou no MONSTERS OF ROCK, mas mesmo assim a gente canta, pula, bate palmas, mexe os braços de um lado pra outro e toma banho de espuma perto do palco, conforme manda o figurino. Não tem como não sair feliz de um show dele, que parece até uma criança em certos momentos de riso durante as canções. Saldo positivo? Sim, com certeza, até porque Ozzy cantou com qualidade acima da média atual, sem comprometer canção alguma. Poderia ter sido melhor? Sem sombra de dúvidas. Abaixo, a setlist do show:

01. Bark at the Moon
02. Mr. Crowley
03. I Don’t Know
04. Fairies Wear Boots [Black Sabbath cover]
05. Suicide Solution
06. Road to Nowhere
07. War Pigs [Black Sabbath cover]
08. Shot in the Dark
09. Rat Salad [Black Sabbath cover] (com solos de Gus G e Tommy Clufetos)
10. Iron Man [Black Sabbath cover]
11. I Don’t Want to Change the World
12. Crazy Train
13. Paranoid [Black Sabbath cover]

STEEL PANTHER (26 DE ABRIL DE 2015)

Se por um lado o RIVAL SONS deixou todo mundo (ou quase todo mundo) boquiaberto no primeiro dia de MONSTERS OF ROCK, no segundo e último dia esse objetivo foi cumprido com louvor e honras ao STEEL PANTHER. Os caras são uma espécie de MASSACRATION, só que não são brasileiros e pendem mais pro Glam Metal oitentista do que pro Heavy Metal. Quem pensa que só por ser uma banda satírica o som fica devendo se engana. Por calcado na “farofa” oitentista que seja, o som deles é de primeira linha e cada canção é executada com precisão que beira a perfeição. Michael Starr (pseudônimo de Ralph Saenz) é um puta vocalista (isso mesmo, quis ser informal, não tinha outro jeito de enfatizar com exatidão) e não falha. Os caras abusam de todos os trejeitos das bandas da época, as letras e os diálogos (ensaiados) são tão bobos quanto e é essa irreverência que dá o tom do show dos caras. Se tudo isso não convenceu os presentes, com certeza o show de belos peitos à mostra fez a felicidade dos marmanjos – e muitas mulheres – presentes. Aliás, vale ressaltar que o show de belos peitos começou e terminou por causa de uma certa modelo “suicide girl”, a belíssima Jéssica Constantino, uma das mulheres mais bonitas já nascidas em terras tupiniquins. Abaixo, a setlist da apresentação:

01. Pussywhiped
02. Party Like Tomorrow is the End of the World
03. Asian Hooker
04. Eyes of a Panther
05. 17 Girls in a Row
06. Community Property
07. Party All Day (Fuck All Night)
08. Death to All but Metal

YNGWIE MALMSTEEN (DOMINGO, 26 DE ABRIL DE 2015)

A despeito de ser um guitarrista que segue em carreira solo desde sempre, Yngwie Johann Malmsteen é um dos caras mais respeitados no cenário Metal, e suas canções quase sempre foram sinônimo de vigor, criatividade e virtuosismo. Tudo isso cria uma atmosfera e uma grande expectativa em torno de um vindouro show, certo? Certo. Tudo isso garante uma performance incrível, certo? Errado. Nem sempre. Infelizmente Yngwie veio com uma banda montada à la Guns n’ Roses anos 2000 ou 2010, com músicos que pouco ou nada adicionam ao show, e que nem mesmo em aparência casam com a proposta musical. Infelizmente Yngwie fez de seu show uma palhaçada no formato de intermináveis solos de guitarra, que eu sei que são a marca registrada do guitarrista, mas que em excesso viram macacada, não importa quem seja o artista. Nem mesmo o cover para o clássico de JIMI HENDRIX “Purple Haze” salvou a performance desastrosa. O som também estava pessimamente regulado. O fim do show ilustrou bem o que foi o show como um todo. O sueco, por algum motivo cósmico e aleatório, resolveu destruir uma Fender Stratocaster que deve custar muito caro, e o show nem de longe teve clima pra esse tipo de coisa. Enfim, foi um show decepcionante e que destoou da magnitude de todo o dia. E nem venham xingar sem ter um bom argumento, aqui resenha um cara que cresceu ouvindo e admirando Malmsteen. A performance foi mesmo horrível assim. Abaixo, a setlist do show:

01. Rising Force
02. Spellbound
03. Black Star
04. Alone in Paradise
05. Purple Haze [The Jimi Hendrix Experience cover]
06. Heaven Tonight
07. Seventh Sign
08. Razor Eater
09. Damnation Game
10. I’ll See the Light Tonight
11. Far Beyond the Sun

UNISONIC (DOMINGO, 26 DE ABRIL DE 2015)

Todos os fãs que acompanham o HELLOWEEN sabem das tretas pelas quais a banda passou ao longo de seus primeiros anos, que acompanharam a entrada e a saída de Michael Kiske e a saída de seu membro fundador, Kai Hansen. Hansen seguiu com o Gamma Ray, banda que mantém na ativa e com sucesso até hoje, enquanto Kiske desenvolveu e participou de vários projetos, como o SupaRed, por exemplo. Eis que desde 2009 as coisas parecem ter se resolvido entre todos, ex e atuais integrantes do HELLOWEEN, visto que a banda tocou no último dia de Rock in Rio tendo como convidado especial justamente Kai Hansen, e este e Kiske agora estão unidos na banda UNISONIC, uma banda sensacional que mistura elementos do Heavy Metal tradicionalmente desenvolvido por sua antiga banda comum junto a elementos mais modernos, criando um som bastante coeso e empolgante. Igualmente empolgante foi a performance da banda no MONSTERS OF ROCK. Kiske continua entregando apresentações maravilhosas com sua voz cristalina, apesar de já não tão potente, e Kai Hansen é um mestre, sem discussões. Desta feita, ainda tiveram como convidado o baixista Tobias Exxel, da banda alemã EDGUY. Os pontos altos do show, por sensacional que tenha sido a setlist própria da banda, foi quando eles tiraram da manga dois clássicos do HELLOWEEN, antes de fechar com a canção que dá nome ao grupo. Abaixo, a setlist do show:

01. Venite 2.0 [Introduction]
02. For the Kingdom
03. Exceptional
04. Star Rider
05. Your Time Has Come
06. When the Deed is Done
07. King for a Day
08. Throne of the Dawn
09. March of Time [Helloween cover]
10. I Want Out [Helloween cover]
11. Unisonic

ACCEPT (DOMINGO, 26 DE ABRIL DE 2015)

Um dos shows mais aguardados pelos fãs de Heavy Metal mais antigo era o dos alemães do ACCEPT. E o quinteto entregou uma performance avassaladora! O som estava mais do que perfeito, cada instrumento era perfeitamente audível e a alegria no rosto dos músicos era visível. O clima de descontração também passou para a plateia. Onde eu estava, bem próximo ao palco, havia alguns tirando até um sarro da incrível semelhança entre o guitarrista Wolf Hoffmann e o ator Bruce Willis (chega a dar medo em alguns momentos), e deu pra perceber que o som tão vigoroso da banda encheu os corações até mesmo dos fãs mais novos que talvez nem conhecessem seu som. Uma performance irretocável e sem destaques, pois o show todo foi mesmo incrível (as únicas coisas que eu não entendo é como eles conseguem ficar sem tocar canções de tamanho apelo como “Screaming for a Love-Bite” e principalmente “Midnight Mover). Abaixo, a setlist da apresentação:

01. Stampede
02. Stalingrad
03. London Leatherboys
04. Restless and Wild
05. Final Journey
06. Princess of the Dawn
07. Pandemic
08. Fast as a Shark
09. Metal Heart
10. Teutonic Terror
11. Balls to the Wall

MANOWAR (DOMINGO, 26 DE ABRIL DE 2015)

Eu sou um “hater” de Manowar com conhecimento de causa, pois já ouvi muita coisa da banda até dizer que realmente não me desce. Mas dava pra ver que a banda fez muita coisa boa dentro de seu contexto pela quantidade de fãs fervorosos do grupo que se fizeram presente na segunda e última noite do MONSTERS OF ROCK. O problema é que essa fervorosidade ultrapassou os limites onde termina a devoção e começa a falta de respeito. De novo preciso dizer: empurrões e pessoas tentando passar na frente pra chegar mais perto de seus artistas favoritos são coisas completamente compreensíveis para este tipo de evento, mas violência nunca será justificável em nenhum contexto. Infelizmente, a maior parte dos fãs de MANOWAR demonstrou não se importar com a segurança dos demais presentes, desde que pudesse passar na frente e urrar seus hinos. E, se em sua passagem anterior pelo Brasil a banda revoltou até os mais fervorosos fãs por ter ignorado vários clássicos e dado mais atenção ao material mais recente até então, desta feita houve enxurrada de clássicos que emocionou a todos que estavam ali para vê-los.

A performance da banda realmente faz jus a seus fãs. Os caras foram os únicos que tocaram com um som próprio mais alto do que todas as outras bandas do festival – e isso nem de longe significa boa coisa. Considerando, por exemplo, os efeitos do baixo esquisitão de Joey DeMaio, algumas frequências chegavam a incomodar os ouvidos dos mais sensíveis, mesmo dentre os fãs da banda. Esse problema perdurou por todo o show. Outra surpresa do show foi a participação (desnecessária, pra ser sincero) de Robertinho do Recife na segunda canção do show.
Musicalmente, a banda é bem coesa, competente, e o vocalista Eric Adams surpreende por seu talento e seu timbre (que, dependendo do tema em execução, lembrou muito o de outro vocalista da noite, Rob Halford, do JUDAS PRIEST). Joey DeMaio demonstrou gostar muito dos fãs brasileiros, declamando um discurso bastante complexo e demorado em Português muitíssimo bem falado – por decorado que tenha sido – e, sejamos fãs da banda ou não, isso é uma demonstração de carinho muito forte para com o país. Difícil é ser conquistado por quatro caras que realmente acreditam que são guerreiros bárbaros musculosos que jogam óleo no corpo, bebem cerveja amanteigada e hidromel no chifre e têm amazonas ao seu dispor e deleite e se levam a sério desse jeito. Isso não desce mesmo! Mas OK, toda banda tem sua mitologia, de um jeito ou de outro, e cada proposta fala com um tipo de fã, e a banda com certeza provou que soube muito bem escolher seu público alvo. Abaixo, a setlist do show:

01. Manowar
02. Metal Daze
03. Kill with Power
04. Sign of the Hammer
05. The Dawn of Battle
06. Solo de Baixo
07. Fallen Brothers/ Solo de guitarra
08. Warriors of the World United
09. Kings of Metal
10. Hail and Kill
11. The Power
12. Battle Hymn
13. Black Wind, Fire and Steel
14. The Crown and the Ring (Lament of the Kings) [Outro]

JUDAS PRIEST (DOMINGO, 26 DE ABRIL DE 2015)

Falar de uma apresentação do JUDAS PRIEST é chover no molhado, ainda mais quando eles tocam duas vezes na mesma edição de um festival. O planejamento inicial era que a mesma setlist fosse tocada nas duas noites, não agindo com injustiças para com fãs de uma noite nem de outra. No fim, o destino quis que fosse diferente e, com o cancelamento do MOTÖRHEAD na noite anterior, os fãs que viram a Rob Halford & cia. no Domingo acabaram ficando sem alguns temas que se fizeram presentes na noite anterior. De qualquer modo, isso não comprometeu outra apresentação sensacional do Judas. Abaixo, a setlist:

01. Battle Cry [Intro]
02. Dragonaut
03. Metal Gods
04. Devil’s Child
05. Victim of Changes
06. Halls of Valhalla
07. March of the Damned
08. Turbo Lover
09. Redeemer of Souls
10. Jawbreaker
11. Breaking the Law
12. Hell Bent for Leather
13. The Hellion [Intro]
14. Electric Eye
15. Painkiller
16. Living after Midnight

KISS (DOMINGO, 26 DE ABRIL DE 2015)

Com certeza a apresentação mais aguardada de todo o festival e não poderia ser diferente senão deixar para o KISS a missão de fechar aquela que, com certeza, foi a mais bem-sucedida dentre todas as edições do MONSTERS OF ROCK no Brasil até hoje. E foi uma missão que eles tiraram de letra, afinal, trata-se da banda mais quente do mundo, conforme anunciado imediatamente antes de eles subirem ao palco. E teve tudo aquilo que há décadas habita o imaginário dos fãs de Rock and Roll e do KISS: labaredas de fogo, fogos de artifício, Gene cuspindo sangue, Gene voando e tocando na parte superior do palco, Gene cuspindo fogo, Gene falando besteira, Paul na tirolesa e tocando no meio do festival e clássicos e mais clássicos de várias fases da carreira da banda. Um comentário sobre a setlist: quando a banda se propôs a comemorar os 35 anos do primeiro “Alive”, em 2009, eles construíram uma setlist bastante fiel, já que executaram a track list do histórico ao vivo de cabo a rabo e ainda complementaram com clássicos posteriores a isso e indispensáveis na carreira da banda. Desta feita, a banda está comemorando 40 anos (perceberam que a conta não fecha?) e selecionou várias canções de várias fases da carreira. No entanto, claramente ficou faltando coisa que não deveria em detrimento de temas que não são assim tão chamativos. Se não fosse “Lick it up”, já manjada nos shows, a fase sem máscaras da banda passaria desconsiderada, e há temas sensacionais nessa fase. Mesmo alguns petardos dos anos 1970 que não deveriam ter ficado de fora desta comemoração acabaram permanecendo apenas na vontade dos fãs. Ao menos, Paul Stanley admitiu que a banda ainda tem gás pra queimar e mandou “Hell or Hallelujah” do mais recente disco, “Monster”, de 2012, uma das mais incendiárias canções do KISS em todos os tempos e que já ostenta status de clássico. Mas um show do KISS é feito pra curtir Rock and Roll, saborear um espetáculo teatral inigualável e festejar até não aguentar mais, e nesse ponto, independente da setlist, a banda foi impecável e, mais uma vez, e apesar da idade já avançada dos vocalistas, ficou na memória e na história de cada um que se fez presente no encerramento da edição de 2015 do MONSTERS OF ROCK. Abaixo, a setlist do show:

01. Detroit Rock City
02. Creatures of the Night
03. Psycho Circus
04. I Love it Loud
05. War Machine
06. Do You Love Me?
07. Deuce
08. Hell or Hallelujah
09. Calling Dr. Love
10. Lick it up
11. “Solo” de baixo
12. God of Thunder
13. Parasite
14. Love Gun
15. Black Diamond
16. Shout it out Loud
17. I Was Made for Lovin’ You
18. Rock and Roll All Nite
19. God Gave Rock ‘n’ Roll to You II [Outro]

Se o MONSTERS OF ROCK mantiver a qualidade que entregou em 2015, a cada dois anos teremos um festival de Rock, e somente de Rock, de altíssima qualidade em nosso país, e que pouco ou nada fica devendo para vários eventos estrangeiros com a mesma proposta. Fica o meu agradecimento em nome de todos os presentes na edição e a minha ansiedade por saber o que vem por aí. Li na Roadie Crew desse mês que estão estudando a possibilidade de uma sétima edição nacional já em 2016, mas nada está certo ainda. Enfim, nem que seja daqui a dois anos mesmo, se for com o nível de excelência que foi, lá estaremos!

E, como eu não sei escrever nada sem dar uma alfinetada, se necessário, aqui vai a de hoje: ponto negativíssimo pra Multishow que simplesmente se absteve da exibição do festival. Ficou feio e óbvio, já que em 2013 o apelo comercial era muito maior. No primeiro dia, bandas como LIMP BIZKIT (juvenil e radiofônica), KORN e SLIPKNOT; no segundo, bandas à la “coletânea Som Livre” como QUEENSRYCHE, WHITESNAKE e AEROSMITH. Na edição deste anos, tivemos um cast muito mais histórico e Rock and Roll, ou promissor e Rock and Roll, mas nem tão comercial assim. E a emissora, que poderia ter obtido grandes índices de audiência ao exibir um festival desse porte para milhares – talvez até milhões – de fãs que não puderam comparecer ao evento, decidiu não arriscar e se abster. Ficou feio, muito feio, e decepcionou, pois essa edição do festival merecia atenção midiática muito mais qualitativa e quantitativa. Fica a dica para referências futuras.

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Sobre Hugo Alves

Hugo Alves é formado em Letras (Português and Inglês) pela UNISO – Universidade de Sorocaba e futuro mestrando em Literatura ou Semiótica. Começou a escutar Rock aos 11 anos com “Bring Me to Life” do Evanescence, mas o que o tomou para sempre para o Rock and Roll foi “Fear of the Dark” (versão ao vivo no Rock in Rio), do Iron Maiden, banda que, ao lado de The Beatles, considera como favorita, amando quase que igualmente os sons de Viper, Angra, Shaman, Andre Matos, Rush, Black Sabbath, Metallica, etc. Foi vocalista das bandas Holygator e Bad Trip, iniciantes em Sorocaba/ SP, e também toca guitarra e baixo. Outra de suas paixões é a Literatura, pela qual desenvolveu o gosto pela escrita e comunicação.

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