All That Remains: Uma banda que ultrapassa a música

Resenha - All That Remains (Carioca Club, São Paulo, 11/08/2013)

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Por Diego Camara
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“Que espetáculo!” Essa é a frase que sem dúvidas passou pela cabeça de muitos dos fãs na saída do Carioca Club em Pinheiros após o show dos americanos do ALL THAT REMAINS. Firmes, consistentes e cheios de vontade, a banda detonou o público e mostrou desenvoltura inigualável em sua primeira passagem pelo Brasil. Faltou um pouco do público, algo já bem comum neste ano dada a enxurrada de shows.

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Pontualmente às 19 horas entrou a banda PROJECT 46 no palco. Produção, como sempre, trazendo bandas nacionais de ótima qualidade para abrir seus shows, desta vez não fez feio. Além de ter super a ver com o gênero da All That Remains, a banda empolgou bastante o público. Valeu até um bate cabeça comandado pelo vocalista no final. O som fantástico tinha destaque em guitarras fortes e uma bateria extremamente técnica e rápida. Esperamos por mais shows da banda.

O público aumentou bastante para o show do All That Remains, deixando a casa em meia lotação, mas ainda bem abaixo do esperado para a qualidade do show. Os 15 minutos de atraso também não desanimaram os fãs.

A animação já apareceu desde o primeiro momento do show quando Labonte e companhia pisaram no palco para tocar “Some of the People, All of the Time”. Já desde o início se viu a firmeza das guitarras lideradas por Oli Herbert, que dominaram todo o show.

“The Air That I Breathe”, do disco “The Fall of Ideals”, explodiu a plateia, que gritou e cantou durante toda a música. Não pararam um instante sequer, era difícil saber quem fazia mais barulho, se a banda ou os fãs. Labonte, extremamente empolgado, corria de um lado para o outro. Mais incrível ainda era a interação dele com o resto da banda: mostraram aos fãs que não basta apenas tocar bem para detonar, é preciso entrosamento.

“Não sei nenhuma palavra no maldito português! Não me perguntem nem onde é o banheiro!”, disse Labonte. “Porém, não há país mais interessante do que o Brasil”, arrancando aplausos do público. Os elogios não pararam por aí, o vocalista ainda foi categórico em dizer a empolgação dos brasileiros em trazer eles para o Brasil: “Vocês são os únicos que foram no meu Facebook, no da banda, e disseram ‘venha para o Brasil!’”, completou ele.

Tocaram então “Down Through the Ages”, sucesso do último disco da banda, “A War You Cannot Win”. Emocionante e rápida, o público não brincou em serviço e se deixou dominar pela animação da banda. Esta foi coroada por um perfeito solo de Oli Herbert, que quase fez alguns saltarem a grade.

Se o público, porém, não pulou as grades, o vocalista Philip Labonte saltou... e foi do palco! No meio da música “Six”, a voz da banda resolveu passear na frente da grade e cantar bem juntinho dos fãs, para deleite dos que estavam encostados e viam o show de perto. Em “Asking Too Much”, Labonte e a baixista Jeanne Sagan deram uma aula nos vocais, fazendo os fãs pularem e gritarem.

Labonte ainda teve tempo de fazer mais homenagens. Com bastante humildade, agradeceu à produção do show. “Deem um grito para todos os que não aparecem, do produtor ao cara da segurança”, gritou ele. O público foi contente e fez um coro para o segurança que estava na frente do palco, que ficou extremamente envergonhado.

A banda continua a sequencia de grandes sucessos com músicas como “Hold On” e “Dead Wrong”. Público pede incessantemente, durante toda a metade final do show, o sucesso “This Calling”, que é tocado apenas no final do show, para alegria dos fãs. No ponto mais alto da noite, a plateia não pode se conter a cada vez que era tocado o refrão. Para fechar o show a banda tocou “Two Weeks”, onde o público mostrou-se mais uma vez super satisfeito.

É difícil juntar palavras para descrever em totalidade o espetáculo que foi a passagem do All That Remains no Brasil. Uma banda que ultrapassa a música e vende um conjunto impressionante de animação. Difícil ver bandas que parecem se dar tão bem no palco e transmitir isso ao público. Esperamos que voltem logo ao Brasil, pois com um show como este não podem deixar nosso país longe de mais turnês.

All That Remains é:
Philip Labonte – vocal
Oli Herbert – Guitarra
Mike Martin – Guitarra
Jeanne Sagan – Baixo
Jason Costa – Bateria

Setlist:
1. Some of the People, All of the Time
2. Stand Up
3. The Last Time
4. Won't Go Quietly
5. The Air That I Breathe
6. Down Through the Ages
7. Six
8. Asking Too Much
9. Now Let Them Tremble
10. For We Are Many
11. Forever in Your Hands
12. Hold On
13. Dead Wrong
14. Become the Catalyst
15. This Calling
16. Two Weeks

Project 46

All That Remains

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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