Destruction: Alguém aí anotou a placa do caminhão?
Resenha - Destruction (Via Marquês, São Paulo, 03/02/2013)
Por Otávio Augusto Juliano
Postado em 04 de fevereiro de 2013
Alguém aí anotou a placa do caminhão? Porque a porrada foi tão forte que não tive nem tempo de sequer processar o que aconteceu na casa Via Marquês nessa noite de domingo. O trio alemão fez um show avassalador, para delírio do público presente. Em volume alto, o som estava ótimo e o DESTRUCTION "passou por cima" de quem estivesse na frente.
Fotos por Leandro Anhelli
Inicialmente marcada para dezembro de 2012, essa passagem da banda pelo Brasil teve de ser adiada para fevereiro e os fãs tiveram que aguardar mais alguns meses para ver o trio alemão.

Pelo menos a espera valeu a pena. Divulgando o mais recente álbum, "Spiritual Genocide" (2012), e em comemoração aos 30 anos de banda, o DESTRUCTION trouxe ao país a turnê "Spiritual Genocide: 30 Years Of Total DESTRUCTION".

A "destruição total" começou por volta de 20:40hs, já logo de início com "Thrash Till Death", seguida da faixa-título do mais novo álbum da banda e "Nailed To The Cross", essa um dos pontos altos da noite. Porrada seguida de porrada, com muito peso e palhetadas rápidas de Mike Sifringer .

Sem estar lotada, a Via Marquês estava muito confortável para o público. Agradava a todos. Quem quisesse curtir o show sossegado ao fundo ou nas laterais não encontrava problemas. Já quem queria agitar no meio da galera, encontrava grandes rodas sendo abertas no meio da pista e ainda podia fazer o chamado "crowd surfing".

O palco, com luzes piscando em verde, vermelho, azul e branco, possuía três pedestais com microfones para que Schmier pudesse andar de um lado para o outro, e todos eles estavam bem ajustados, pois se ouvia o vocalista com tranquilidade, mesmo em meio ao som pesado produzido pela banda. Em alguns momentos Schmier pareceu reclamar do som do seu baixo e o pessoal da produção se mexeu rapidamente para ajudá-lo, mas confesso que não percebi nada que afetasse a qualidade da apresentação.

Entre uma canção e outra, o vocalista algumas vezes parou para conversar com os fãs presentes e arriscou até algumas palavras em português ao pedir "uma cerveja por favor", além de "boa noite São Paulo" e "obrigado".

Outros pontos altos da noite ficaram por conta de "Satan’s Vengeance", "Life Without Sense" e "Bestial Invasion", música do primeiro disco do DESTRUCTION ("Infernal Overkill" - 1985), que fechou a apresentação antes do bis. A essa altura faltavam alguns minutos para 22hs.

Para terminar um domingo de muito Metal pesado de qualidade, "Curse The Gods", que remeteu o público a 1986, ano de lançamento de "Eternal Devastation". Um grande e marcante show desses alemães que seguem à risca o lema "Thrash Till Death".

Abertura
Enquanto o público aguardava o show do DESTRUCTION, duas bandas foram as responsáveis pela abertura da noite. O trio feminino de São Paulo, NERVOSA, foi o primeiro a subir no palco, trazendo canções de sua primeira demo lançada em 2012. Dessa vez contou com a participação de Amilcar Christófaro (TORTURE SQUAD) na bateria, além, é claro, das integrantes Fernanda Lira (vocal, baixo) e Prika Amaral (guitarra). O trio tem alcançado bastante destaque na cena Metal nacional e internacional e essa foi mais uma oportunidade do público ver o trabalho dessas garotas que têm sangue metaleiro correndo nas veias.

Em seguida foi a vez do GENOCÍDIO, tradicional banda de Death Metal brasileira, que hoje conta com os membros mais antigos, Murillo Leite (vocal e guitarra) e W. Perna (baixo), e ainda Rafael Orsi (guitarra) e João Gobo (bateria), integrados ao grupo em 2012. Trazendo em seu set canções dos 25 anos de carreira da banda, o GENOCÍDIO aproveitou a oportunidade para apresentar a música "Reverse", que fará parte do próximo álbum da banda, a ser lançado em 2013.

Duas gerações de bandas que carregam a bandeira do Metal nacional com muito orgulho e propriedade. Um ótimo esquenta para o público que aguardava pelo DESTRUCTION.
Agradecimentos a Damaris Hoffman (Hoffman & O’Brian) pela atenção e credenciamento.
Banda DESTRUCTION:
Marcel Schmier (vocal, baixo)
Mike Sifringer (guitarra)
Vaaver (bateria)
Set List
1. Thrash Till Death
2. Spiritual Genocide
3. Nailed to the Cross
4. Satan's Vengeance
5. Mad Butcher
6. Carnivore
7. Eternal Ban
8. Life Without Sense
9. Cyanide
10. Antichrist
11. Solo Bateria
12. Tormentor
14. Hate Is My Fuel
15. Death Trap
16. The Butcher Strikes Back
17. Total Desaster
18. Bestial Invasion
Bis
19. Curse the Gods










Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ex-baterista do Black Sabbath considera Tony Iommi um dos músicos mais fáceis de lidar
O principal problema do novo documentário dos Raimundos, segundo Digão
Mortiis cita o Sarcófago entre as poucas referências do black metal no início dos anos 90
O megastar maior que o Pink Floyd cujo show David Gilmour achou apenas "mediano"
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
Quanto do Angra pertence a Felipe Andreoli, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro
A estrela de Hollywood que ajudou a transformar uma canção em clássico do Guns N' Roses
Skid Row anuncia versão remasterizada de coletânea, que será lançada em novembro
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Qual banda do Big Four do thrash metal possui a discografia de estúdio mais extensa?
Joe Lynn Turner explica diferenças entre trabalhar com Ritchie Blackmore e Yngwie Malmsteen
Metallica contribuiu para a ascensão do grunge e do Nirvana, segundo Kirk Hammett
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
O álbum do Pink Floyd que fez Kate Bush pensar em desistir de escrever músicas
Justin Hawkins (The Darkness) considera história do Iron Maiden mais relevante que a do Oasis
Andreas diz que jeito que Eloy escolheu para comunicar saída do Sepultura foi "esquisito"
O maior disco de todos os tempos, na opinião de Geddy Lee, baixista e vocalista do Rush

A música do Destruction que é um verdadeiro hino do thrash metal
As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 2000 e 2020, segundo a Metal Hammer
Os 10 melhores discos do metal alemão, de acordo com a Metal Hammer
10 discos essenciais do thrash metal oitentista, segundo a Metal Hammer
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



