Matérias Mais Lidas

A sincera opinião de Regis Tadeu sobre Lemmy Kilmister (Motörhead)A sincera opinião de Regis Tadeu sobre Lemmy Kilmister (Motörhead)

Bill Hudson: No Brasil, se você não tocar com ex-membro do Angra, ninguém vai ouvirBill Hudson: "No Brasil, se você não tocar com ex-membro do Angra, ninguém vai ouvir"

Cantora de ópera ouve Painkiller pela primeira vez e dá sua opinião sobre Rob HalfordCantora de ópera ouve "Painkiller" pela primeira vez e dá sua opinião sobre Rob Halford

Marcelo Barbosa diz que seu curso online de guitarra dá mais dinheiro que o AngraMarcelo Barbosa diz que seu curso online de guitarra dá mais dinheiro que o Angra

Eric Clapton: o que ele acha de ter tirado esposa de George Harrison?Eric Clapton: o que ele acha de ter tirado esposa de George Harrison?

O dia que Jimi Hendrix abriu show com música dos Beatles e Paul McCartney assistiuO dia que Jimi Hendrix abriu show com música dos Beatles e Paul McCartney assistiu

Kiko Loureiro: o que o guitarrista do Megadeth pensa de quem o chama de arroganteKiko Loureiro: o que o guitarrista do Megadeth pensa de quem o chama de arrogante

Guns N' Roses: Appetite for Destruction é isso tudo mesmo? Regis Tadeu dissecaGuns N' Roses: "Appetite for Destruction" é isso tudo mesmo? Regis Tadeu disseca

A sincera opinião de Lemmy Kilmister sobre Christina AguileraA sincera opinião de Lemmy Kilmister sobre Christina Aguilera

Anthrax: Scott Ian toca Sepultura com filho virtuoso de 10 anos de idadeAnthrax: Scott Ian toca Sepultura com filho virtuoso de 10 anos de idade

Metallica: Cliff Burton observou Robert Trujillo durante sua audição para a bandaMetallica: Cliff Burton "observou" Robert Trujillo durante sua audição para a banda

Bono, do U2, explica por que tem vergonha do nome e das músicas de sua bandaBono, do U2, explica por que tem vergonha do nome e das músicas de sua banda

Marcelo D2 voltou a ouvir thrash metal por conta de Fernanda Lira, da banda CryptaMarcelo D2 voltou a ouvir thrash metal por conta de Fernanda Lira, da banda Crypta

A opinião de Diva Satanica, da Nervosa, sobre Tatiana Shmailyuk do JinjerA opinião de Diva Satanica, da Nervosa, sobre Tatiana Shmailyuk do Jinjer

Ian Anderson zoa guitarristas com roadies; querem que limpem suas bundas também?Ian Anderson zoa guitarristas com roadies; "querem que limpem suas bundas também?"


Cannibal Corpse: como foi a apresentação em São Paulo

Resenha - Cannibal Corpse (Carioca Club, São Paulo, 03/12/2011)

Por Durr Campos
Em 06/12/11

Uma das maiores reclamações que percebo durante as coberturas de shows que realizo diz respeito ao elevado número de eventos trazendo sempre – ou na maioria das vezes – apenas um único nome internacional, o que, segundo os pagantes, acaba forçando-os a realizar uma seleção criteriosa (para não dizer ingrata) sobre em quais irem e os que ficarão de fora devido o orçamento apertado. Por conta disso é louvável quando surgem bandas dispostas a realizar turnês conjuntas, a exemplo da pareceria entre The Black Dahlia Murder, Suicide Silence e Cannibal Corpse, três dos maiores nomes do metal extremo norte-americano da atualidade. O resultado não poderia ser outro a não ser casa cheia e sorrisos nos quatro cantos do Carioca Club, local responsável por abrigar este que foi um dos melhores acontecimentos de 2011 na capital paulista. Acompanhe conosco os detalhes.

Texto: Durr Campos/ Fotos: Pierre Cortes

As portas da casa abriram cedo, às 16h e, cerca de meia hora depois, já tínhamos os brasileiros do HUTT detonando um repertório nervoso e cheio de personalidade. O quarteto paulistano executa um grindcore/crust bastante peculiar que, por vezes, nos remete ao Brutal Truth e ao grandioso Disrupt, para ficarmos apenas nestes dois exemplos. Dentre pancadarias velocíssimas e extremo bom humor emanado principalmente pela postura do vocalista Marcelo "Capiau", tocaram um dos seus grandes hinos, "Smells Like Teen Shit", levantando o pouco público que chegara mais cedo para conferir o som dos caras. Menção honrosa ao exímio baterista D. Klink com seu kit super reduzido, mas de inigualável funcionalidade.

Os horários divulgados dias antes sobre as entradas e saídas de cada uma das atrações foram seguidos à risca, portanto, pontualmente às 17h30, o THE BLACK DAHLIA MURDER iniciava seu tão aguardado set. Quando me refiro à expectativa vale também lembrar sobre o polêmico episódio envolvendo o guitarrista Brian Eschbach durante a última passagem do grupo por aqui há dois anos. À época muito se falou sobre a duvidosa postura de palco do músico, que chegou a chutar um fã na plateia e foi às vias de fato com o mesmo ao ter sua agressão revidada. Alguns ainda comentaram sobre Brian ficar imitando um macaco no palco em alusão à péssima imagem que alguns gringos possuem dos brasileiros ainda viverem de forma primitiva. Eu não estava naquele show de dezembro de 2009, mas posso assegurar que Eschbach estava um doce de pessoa nesta terceira visita ao país. Foram diversas caras e bocas, pulos e atitudes que demonstraram a imensa alegria em estar ali (nota do redator: Com direito a stage diving durante a apresentação do Cannibal Corpse, acreditem se quiser). Aliás, todos os membros emanavam satisfação, em especial o simpaticíssimo vocalista Trevor Strnad, dono de uma versatilidade vocal impressionante. Algumas das canções tocadas merecem destaque, a exemplos de "A Vulgar Picture", "Moonlight Equilibrium", "Malenchantments of the Necrosphere", "Necropolis", "Death Mask Divine" e uma das mais festejadas, o hino "Miasma", do álbum homônimo lançado em 2005.

Em dias "normais", após 60 minutos de bordoada atrás de porrada, espera-se por algo, digamos, mais ameno. Pois quem pensou assim quebrou a cara ao perceber, já nas primeiras notas, que o SUICIDE SILENCE não estava ali para dar mole. Oriundos do chamado New Wave Of American Metal, este quinteto californiano vem arrebatando multidões por onde passa devido ao seu repertório variado, que vai dos momentos menos histéricos até os mais cadenciados, cheios de variações rítmicas e aquelas chamadas "paradinhas mortais" características dos maiores nomes do thrash metal mundial. Liderada pelo insano vocalista Mitch Lucker, o que vimos foi um set baseado em canções de toda a sua carreira, com ênfase no mais recente registro de estúdio, The Black Crown, lançado em meados deste ano. Você pode estar se perguntando se esta atitude foi a mais acertada já que os fãs costumam querer ouvir as músicas mais antigas. Pois digo que eles deram um tiro certeiro: o público conhecia as novas letras de cor e salteado. Quer exemplos? "Slaves to Substance", "O.C.D" (durante a qual uma garota ameaçou mostrar os seios a pedido de Mitch, mas desistiu ao observar melhor ao seu redor e perceber o "perigo" que corria) e "Fuck Everything", um dos grandes momentos da noite. Do aclamado No Time to Bleed (2009) tocaram algumas das mais legais, dentre elas "Wake Up" e "Lifted", que até roda de capoeira no mosh pit gerou. Enfim, esta banda faz parte da velha categoria "ame ou odeie", em especial pelo timbre vocal meio, digamos, "danifilthiano" de ser, se entendem o que quero dizer. De todo modo, tiveram a plateia nas mãos o tempo inteiro.

Foi só um tempinho para ir ao banheiro, tomar alguma coisa e trocar uma ideia com os amigos porque, pontualmente às 20h, as cortinas se abriram e lá estava ele, pleno em sua magnitude, o inigualável CANNIBAL CORPSE. Partindo do princípio de que o leitor que chegou até aqui já conheça o grupo, não vou me ater a detalhes sobre sua origem e concentrar-me-ei exclusivamente no que presenciei naquele sábado inesquecível. Por aproximadamente 90 minutos o Carioca Club tornou-se a filial do inferno na Terra. Se não pela perversidade emanada nas letras e riffs de cada hino ali tocado, que seja pelo calor extremo causado pela casa em sua lotação praticamente esgotada (nota do redator: Fica a dica aqui para que os donos do local providenciem um sistema de ar condicionado mais eficiente). O quinteto hoje é formado pelo mítico George "Corpsegrinder" Fischer (vocal), Alex Webster (baixo), Paul Mazurkiewicz (baterista) e a dupla de guitarristas Pat O’Brien e Rob Barrett.

O repertório incluiu 20 ritos gore de primeira categoria, tocados com tamanha propriedade que, mesmo os avessos ao death metal brutal que praticam, renderam-se. Iniciaram a celebração à imundice com "Evisceration Plague", do disco homônimo de 2009, passaram pelas essenciais "I Cum Blood", "Sentenced to Burn", "Fucked With a Knife", além das sensacionais "Pit of Zombies" (praticamente uma declaração de amor aos mortos-vivos) e "The Wretched Spawn". Dentre um berro e outro, "Corpsegrinder" elogiava a participação dos fãs e comentava sobre a felicidade em voltarem ao nosso país (nota do redator: Tocaram na capital paulista no dia 21 de fevereiro de 2010, no Santana Hall). A parte final reservou algumas das mais importantes: "Devoured By Vermin", do Vile (1996), cantada em uníssono, "A Skull Full of Maggots", do debut – e meu predileto – Eaten Back to Life (1990) e a obrigatória "Hammer Smashed Face", bastante conhecida também devido à participação do Cannibal na primeira parte do filme Ace Ventura. Em seguida, George diz: "Sempre que eu falo que tocaremos a última estou mentido!". Sorte a nossa, pois nos brindaram ainda com a fabulosa "Stripped, Raped and Strangled", do mega ultra clássico álbum The Bleeding (1994).

Set-list Cannibal Corpse

Evisceration Plague
The Time to Kill is Now
Disfigured
Death Walking Terror
I Cum Blood
Sentenced to Burn
Gutted
Fucked With a Knife
Covered With Sores
Born in a Casket
Pit of Zombies
The Wretched Spawn
I Will Kill You
Priests of Sodom
Unleashing the Bloodthirsty
Make Them Suffer
Devoured By Vermin
A Skull Full of Maggots
Hammer Smashed Face
Stripped, Raped and Strangled

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Stamp
publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

George Corpsegrinder lança prévia do seu primeiro solo; dez faixas de brutalidadeGeorge Corpsegrinder lança prévia do seu primeiro solo; "dez faixas de brutalidade"

Baterista do Cannibal Corpse anuncia banda hard; é bom tocar sem destruir meu corpoBaterista do Cannibal Corpse anuncia banda hard; "é bom tocar sem destruir meu corpo"

Confira playlist com 30 músicas que fizeram 2021 valer a penaConfira playlist com 30 músicas que fizeram 2021 valer a pena

Cannibal Corpse: Quem censurou a capa de Violence Unimagined?Cannibal Corpse: Quem censurou a capa de Violence Unimagined?

George Corpsegrinder lança Acid Vat, primeiro single do seu álbum soloGeorge Corpsegrinder lança "Acid Vat", primeiro single do seu álbum solo

Confira vídeo que mostra a evolução do Cannibal Corpse e todas as trocas de integrantesConfira vídeo que mostra a evolução do Cannibal Corpse e todas as trocas de integrantes

Cannibal Corpse quer seguir os passos dos Rolling Stones, segundo Paul MazurkiewiczCannibal Corpse quer seguir os passos dos Rolling Stones, segundo Paul Mazurkiewicz

Relembre como foi o calendário de lançamentos do metal do agitado ano de 2021Relembre como foi o "calendário de lançamentos do metal" do agitado ano de 2021

Death metal: os melhores álbuns do estilo lançados no ano, em lista da Metal HammerDeath metal: os melhores álbuns do estilo lançados no ano, em lista da Metal Hammer

Kerrang: 10 capas polêmicas de álbuns de rock e metal que sofreram censuraKerrang: 10 capas polêmicas de álbuns de rock e metal que sofreram censura

Death metal e estética: Cannibal Corpse lança seu próprio óleo para barbaDeath metal e estética: Cannibal Corpse lança seu próprio óleo para barba

Retrospectiva: confira 21 músicas lançadas por bandas de heavy metal em 2021Retrospectiva: confira 21 músicas lançadas por bandas de heavy metal em 2021

Death Metal: os melhores álbuns do estilo lançados em 1990, segundo o Ruthless MetalDeath Metal: os melhores álbuns do estilo lançados em 1990, segundo o Ruthless Metal

Cannibal Corpse: George Corpsegrinder lançará álbum solo em fevereiro de 2022Cannibal Corpse: George Corpsegrinder lançará álbum solo em fevereiro de 2022

Cannibal Corpse: homofobia faz Corpsegrinder perder homenagem no jogo World of WarcraftCannibal Corpse: homofobia faz Corpsegrinder perder homenagem no jogo World of Warcraft


Cannibal Corpse: Versão brutal de Frantic Disembowelment no ukeleleCannibal Corpse: Versão brutal de "Frantic Disembowelment" no ukelele

8 ou 80: cinco subgêneros do metal que ou você ama ou você detesta8 ou 80: cinco subgêneros do metal que ou você ama ou você detesta

Cannibal Corpse: Alex Webster relembra show no Rio em 2013 com protestos e bombasCannibal Corpse: Alex Webster relembra show no Rio em 2013 com protestos e bombas


Metallica, Guns, Slipknot, Kiss: tombos, erros e fatos engraçadosMetallica, Guns, Slipknot, Kiss
Tombos, erros e fatos engraçados

Heavy Metal: os maiores álbuns da história para os gregosHeavy Metal
Os maiores álbuns da história para os gregos


Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

Mais matérias de Durr Campos.