Rage: Resenha de show no Carioca Club de São Paulo

Resenha - Rage (Carioca Club, São Paulo, 19/06/2011)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Rafael Marigo Gomes
Enviar Correções  

Dia 19 em uma bela noite de domingo paulistana, cerca de 500 headbangers se unem na região de Pinheiros para "assistir" à tão esperada banda alemã que a 6 anos não pisava os pés por aqui, agora divulgando seu último álbum, o ótimo Strings a the Web.

Rage: banda anuncia dois novos guitarristas e regrava "The Price of War"

Lemmy: "Eddie Van Halen nunca chegará aos pés de Hendrix!"

Após o Live’n’Louder de 2005 a banda alemã não teve outra oportunidade de pisar em terras tupiniquins, com o adiamento e cancelamento da turnê anterior todos seus fãs estavam mais que ansiosos para curtir a banda ao vivo, pessoalmente acho que só fiquei assim antes da primeira vez que iria ver o Maiden.

Bem, vamos ao show: com pontualidade o som mecânico se abaixa e começa a intro com um som muito alto no local, logo entra André Hilgers sendo ovacionado pelo público, depois o fantástico Victor Smolsk e em seguida Peavy. Era difícil acreditar, todos corações presentes com paixão e furor aplaudindo a banda, todos estavam lá vendo a banda de bem perto a poucos metros de distância de seus ídolos, foi um clima fantástico gerado naquele momento os membros da banda já entrando com vontade e com um sorriso no rosto, para muitos finalmente a imagem dos DVDs e o som dos CD's se torna realidade.

Bem, vamos às músicas. Começando com Age of Darkness se ouve todos cantando seu pegajoso refrão acompanhando a banda, música que funciona muito bem ao vivo. No início a guitarra e o baixo estavam muito baixos, mal se ouvindo ambos, fato que foi corrigido rapidamente permanecendo perfeito até o término do show. Peavy anuncia Sounchaser do álbum homônimo levando todos a despertar um maior furor ao iniciar seus primeiros belos acordes. Ainda não tinha caído na real, realmente estava vendo o RAGE, e em ótima forma, todos entusiasmados com a platéia, com uma bela presença de palco, contagiando todos presentes, acho que nunca vi uma platéia tão apaixonada, a imensa maioria dos presentes eram fãs da banda, não que nem um show do Metallica que até minha avó vai, as 500 pessoas realmente pareciam 5.000, não se sabia quem estava mais entusiasmado os fãs ou a banda e digo isso sem exagero. Começou um dos shows mais memoráveis que já presenciei, parecia que estava sobre efeito drogas, mas o único alucinante presente era o RAGE. Após uma pequena interação com a platéia anunciam a Hunter and Prey e logo após a belíssima Into the Light com seu poderoso refrão sendo cantado em plenos pulmões.

Somente um pensamento rondava a cabeça de todos: como Peavy canta!!! Realmente sua voz está em ótima forma, não me lembro de vê-lo cantar tão perfeitamente em nenhum registro em vídeo de 2004 à 2010. Voltando ao show, em seguida é executada a já esperada Drop Dead do álbum anterior e Empty Hollow, após o término destas músicas percebo como o último álbum soa bem ao vivo, com comentários por toda a parte elogiando o público brasileiro, dizendo que somos ótimos cantores, inclusive Smolski questiona que o próximo DVD poderia ser gravado no Brasil e ainda mantendo toda a empolgação inicial anunciam Set This World on Fire para aumentar a êxtase de todos, assim como as anteriores a executam com extrema perfeição, gerando a sensação que nada poderia ocorrer tão bem.

Já emendam em seguida War of World’s clássico do Soundchaser sendo muito bem executado por Hilgers deixando a impressão que ele foi à escolha certa para Mike Terrana. Após a perfeita execução e a magnífica interação do público aparece Smolski solando sua guitarra, com solos improvisados demonstrando seus efeitos e suas técnicas de velocidade improvisando todas as partes. Para a surpresa de todos a banda volta tocando Carved in Stone do álbum homônimo, não muito bem recebida, depois sem entender muito bem as palavras de Peavy todos ouvem Trapped, ai já começa o furor e os gritos da platéia. É anunciada Solitary Man já emendada com Black in Mind gerando uma pequena "rodinha" no meio da pista e era fantástico conseguir olhar pra todos e ver os sorrisos estampados e inclusive brincando e deslizando na pista molhada do local (que não é o mais apropriado para esta prática graças ao piso escorregadio e a famosa cerveja derramada).

Peavy anuncia Down dessa vez ninguém sabe o que ocorreu pois a música terminou após o solo de Smolski, que também foi executado diferente, durante o solo ficou conversando com Hilgers e depois Peavy também foi atrás na bateria tentar resolver algo. Bem, se erraram ou não, erraram bonito se alguém não conhecesse a música iria dizer que deu tudo certo, Após o término com a banda sendo aplaudida por todos os presentes Peavy já começa a ensaiar conosco a clássica Higher Than The Sky, momento de maior interação da banda com o público, todos cantando seu refrão em uníssono. Após o término se despedem da platéia e em pouco tempo após a cantoria do público (o famoso canto de torcida de futebol que se imortalizou em shows do Iron Maiden em nossa região) André Hilgers senta em frente aos seus bumbos e começa a tocar partes de várias músicas, inclusive We’re Not Gonna Take It sendo cantada por todos. Pronto, eles estiveram em casa e vamos ter pelo menos mais meia hora de show, começando a tocar Higway to Hell com a voz de Peavy se encaixando perfeitamente a música e Smolski e Hilgers colocando seus toques, tocam ela completa e para o espanto dos presentes e começam a se despedir mais uma vez, todos em coro pedindo Don’t Fear the Winter mas não teve jeito, passam mais de 3 minutos se despedindo de todos com o olhar de grande satisfação, inclusive Smolski em um momento de extrema alegria entregando sua camiseta a um fan.

Concluindo, faltou música? Sim, e como!!! Como a banda tem 27 anos sempre irá faltar, mas é claro que umas três a mais todos sairiam satisfeitos. E o fato de trocar um Don’t Fear the Winter, Invisible Horizon’s, Great Old Ones, músicas tão aclamadas por uma cover e de deixar de lado o Welcome to the Other Side decepcionou um pouco, mas nada que apagasse o brilho desta noite inesquecível. Nunca vi uma banda tão empolgada e "feliz" de estar tocando, parecia que estavam tocando para um estádio lotado, criando um clima perfeito entre nós, a única vez que vi algo parecido foi no Gamma Ray em 2010 e foi parecido, foi ótimo poder ver os membros da banda bem de perto e poder compartilhar aquele momento com todos seus fãs presentes.

Set-List:

Age of Darkness
Soundchaser
Hunter And Prey
Into The Light
Drop Dead
Empty Hollow
Set This World On Fire
War Of Worlds
Guitar Solo
Carved In Stone
Solitary Man
Black In Mind
Down
Higher Than Sky
Highway to Hell (AC/DC cover)

Veja imagens do show no link abaixo:
http://www.flickr.com/photos/macacones




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Rage: banda anuncia dois novos guitarristas e regrava "The Price of War"


Pra ouvir e discutir: os melhores discos lançados em 2002Pra ouvir e discutir
Os melhores discos lançados em 2002

Mike Terrana: Malmsteen foi uma das piores pessoas que conheci!Mike Terrana
"Malmsteen foi uma das piores pessoas que conheci!"


Lemmy: Eddie Van Halen nunca chegará aos pés de Hendrix!Lemmy
"Eddie Van Halen nunca chegará aos pés de Hendrix!"

Rede Globo: em 1985, explicando o que são os metaleirosRede Globo
Em 1985, explicando o que são os metaleiros


Sobre Rafael Marigo Gomes

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, enviando sua descrição e link de uma foto.

adWhipDin adWhipDin adWhipDin adWhipDin