Doro Pesch: "Se Deus é brasileiro, a Doro é carioca!!"
Resenha - Doro (Ilha dos Pescadores, Rio de Janeiro, 21/04/2011)
Por Rodrigo The Rock
Fonte: Rodz Online
Postado em 23 de abril de 2011
Rolou ontem no Rio de Janeiro o sensacional show da metal queen, Doro Pesch!!! Na noite anterior, Doro já tinha concedido uma noite de autógrafos na loja de CDs Sempre Música e foi super atenciosa com os fãs. Pra quem não conhece ou não sabe, a alemã Doro Pesch foi vocalista da banda oitentista de heavy metal/ Hard Rock Warlock e depois de diversas mudanças na formação da banda, Doro permaneceu como a única remanescente da formação original, o que culminou com o fim do Warlock para dar início à sua carreira solo.
Vamos ao show... apesar do atraso padrão de meia hora para abertura da casa e por consequência, para o início do show que começou por volta das 21:30h, os fãs ficaram mais que satisfeitos. Mesmo com a Ilha dos Pescadores, local escolhido para o show, contar com um espaço físico pequeno, o público que também foi pequeno, acabou tornando a apresentação mais intimista, aumentando ainda mais a interação de Doro com a platéia.
Abrindo com dois clássicos do Warlock, "Earthshaker Rock" e "I Rule the Ruins", a rainha do metal e sua primorosa banda que conta com os músicos Nick Douglas (baixo), Luca Princiotta (guitarra e teclados), Bas Maas (guitarra, ex-After Forever) e Johnny Dee (bateria), pareciam muito empolgados e tiveram recepção calorosa dos cariocas. Doro interagiu muito com o público entre absolutamente todas as músicas, falou várias frases de efeito em português e não cansou de agradecer aos fãs. Chegou a rasgar seda para o Rio de janeiro quando disse em bom português com sotaque alemão: "Se Deus é brasileiro, a Doro é carioca!!". Histeria coletiva.
Os clássicos do Warlock não paravam de pintar, como "The Night of the Warlock" e "Burning the Witches", ambas cantadas de forma efusiva pela galera. Doro chegou a descer do palco e colocou o microfone para alguns afortunados cantarem com ela. Em seguida, uma demonstração de amor ao eterno ídolo Ronnie James Dio, quando um fã jogou uma camiseta de Dio ao palco, Doro beijou a foto do mestre e introduziu "Egypt (The Chains Are On)". Alegria geral.
O show seguiu com "Für immer" e "Metal Racer". Antes de cantar "Wacken Anthem (We are the Metalheads)", Doro lembrou que em 2009, compôs a música que seria o hino para o 20º aniversário do famoso festival alemão, Wacken Open Air. Seguindo com "True as Steel" e "Hellbound", Doro fez uma pequena pausa antes de tocar as duas músicas que fechariam a primeira parte do show, o cover do Judas Priest, "Breaking The Law", com uma introdução no melhor estilo versão acústica e "All We Are", ambas cantadas em uníssono.
No bis, depois de 14 músicas, Doro acabou ignorando a ordem do set previsto e estava disposta a atender os pedidos gritados pelo público. No fim das contas, por conta de um problema técnico com o baixo de Nick Douglas, a ordem prevista foi alterada e o baterista Johnny Dee ainda precisou improvisar um solo de bateria com direito a introdução de "I Love it Loud" do Kiss. Fechando a apresentação de 19 músicas, Doro mandou ainda "Burn It Up" que não fazia parte do set original, "You're My Family", "Above the Ashes", "Fight For Rock" e "Metal Tango".
Vale ressaltar a incrível disposição, tanto da Doro quanto da banda, já que todos esbanjaram uma incrível energia, não importando se estão em um grande festival europeu ou em um clube não tão lotado, como foi o caso. Mesmo com o passar do tempo e com anos de estrada, Doro deu 100% de si em sua performance e transpareceu muita humildade e sensibilidade em relação aos fãs que foram vê-la. Show nota 10. Impecável.
Parabéns ao empenho da produção do evento em trazer Doro ao Rio, mesmo com as dificuldades de encontrar um local adequado e da decorrente carência de público na Cidade Maravilhosa. Aliás, cabe aqui um manifesto em relação a molecada que prestigia e lota eventos com bandas novas sem qualidade e ignora espetáculos com nomes de respeito como Doro, Glenn Huges, John Corabi, etc...
Set list Doro Pesch Brazil Tour 2011 (Rio de Janeiro):
1 - Earthshaker Rock
2 - I Rule the Ruins
3 - East Meets West
4 - Running From the Devil
5 - The Night of the Warlock
6 - Burning the Witches
7 - Egypt (The Chains Are On) (Dio cover)
8 - Für immer
9 - Metal Racer
10 - Wacken Hymne (We are the Metalheads)
11 - True as Steel
12 - Hellbound
13 - Breaking The Law (Judas Priest cover)
14 - All We Are
15 - Burn It Up
16 - You're My Family
17 - Above the Ashes
18 - Fight For Rock
19 - Metal Tango
Set Original (foi alterado)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Foi um erro", diz Scott Ian (Anthrax) sobre demissão de Joey Belladonna nos anos 1990
Abbath encerra show após meia música em festival finlandês
A banda dos anos setenta que Neil Peart nunca se cansou de ouvir; "músicos muito competentes"
Sid Wilson faz primeira manifestação sobre saída do Slipknot
As 10 melhores e mais influentes capas do rock, segundo a Ultimate Classic Rock
A música do Titãs com Andreas Kisser na guitarra e Iggor Cavalera na bateria
Ritchie Blackmore detalha como combinou seu emocionante reencontro com o Deep Purple
O guitarrista que James Brown dizia conseguir tocar absolutamente qualquer coisa
O grande cantor de quem Phil Collins era fã, mas cujas atitudes o incomodavam
Os 20 melhores álbuns lançados em 1989, segundo a Louder
O temor de Jim Morrison que fez um clássico do The Doors mudar de nome
As 10 melhores músicas do Alice in Chains, segundo a Metal Hammer
O baterista que James Hetfield achou "terrível" na primeira vez em que ouviu tocar
As 50 melhores músicas do Queen, segundo a Classic Rock
10 discos essenciais do thrash metal oitentista, segundo a Metal Hammer
O álbum dos 60s que Ian Anderson acha que é melhor que o "Sgt. Peppers", dos Beatles
O clássico de Raul Seixas composto em motel que Paulo Coelho queria ter participado
O guitarrista que Stevie Ray Vaughan dizia ser "o mais pesado e original" que ele havia ouvido



"O heavy metal me mantém jovem", declara Doro Pesch
O dia em que Blackie Lawless foi um cavalheiro com Doro Pesch
O clássico de Bonnie Tyler regravado por duas lendas do heavy metal
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



