Misfits: review e fotos de show na Finlândia

Resenha - Misfits (Pakkahuone, Tampere, Finlândia, 13/09/2010)

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Por Petri da Costa
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Depois de 2 anos fora dos palcos finlandeses, o Misfits retornou para alguns países aqui na Europa para uma mini-turnê nesse mês de setembro e incluiu duas datas aqui na Finlândia: essa em Tampere e no dia seguinte em Helsinki. Dessa vez havia duas bandas de abertura, os suecos/irlandeses do Sir Reg e os japoneses do Hat Trickers.

O local escolhido, Pakkahuone, talvez não tenha sido o mais apropriado, porque é grande (abriga por volta de 1.200 pessoas), com um palco igualmente grande, e já que o publico não passou dos 400, o show parecia um tanto quanto vazio. Um local menor teria dado uma atmosfera mais intimista e teria conectado melhor os fãs com as bandas. As portas abriram às 19h, com a previsão de que o Sir Reg tocaria às 20h, mas poucos entraram cedo para presenciar o folk punk do Sir Reg. A banda teve 35min de show e apesar de não empolgar os poucos presentes, fez uma interessante apresentação, diferente do que alguns esperavam já que a banda tem uma linha também progressiva em algumas músicas. O público foi aumentando de pouco em pouco e às 21h começava o show do Hat Trickers, que atraiu muitos curiosos perto do palco. A banda que conta com três guitarristas (!), chamou a atenção de todos ou pelo visual (todos integrantes vestidos à la “Laranja Mecânica”) ou pelo simples fato de que é raro ver uma banda punk (com certos toques de pop) do Japão. Nos 35min de show não houve nenhum tipo de intereção com o público, a banda simplesmente emendava música após música sem dizer nenhuma palavra (nem mesmo o comum “obrigado”), e apesar dessa “distância” os caras fizeram um show contagiante. O destaque foi para o vocalista Clockwork Kenji que teve uma performance bem teatral, que cai bem com todo o estilo da banda.

Depois dessa grata surpresa, era a hora de esperar os “anfitriões” da noite. Enquanto muitos estavam no bar, alguns faziam fila na tenda de merchandise das bandas. Nesse momento o público já estava na sua totalidade e os mais fanáticos iam perto do palco. Pontualmente as 22h começava a soar o tema do clássico filme slasher “Halloween” e era mais que óbvio que o Misfits começaria o show com “Halloween”. Sem nenhum novo álbum de músicas inéditas por já 10 anos, a banda que lançou ano passado o single “Land of the Dead”, tocou músicas de toda suas fases, passando de Danzig, por Michale Graves e por também agora a nova fase com Jerry Only nos vocais. Infelizmente o início com as músicas clássicas soaram demasiado pesado, especialmente a bateria de Robo que era mais alto do que a guitarra de Dez Cadena ou os vocais de Jerry. A banda exibia uma velocidade fenomenal, que combinava bem com músicas como “Earth A.D.”, “Attitude”, “Ghouls Night Out” e o cover do Black Flag “Six Pack”, mas em algumas não soava bem, sem contar que o vocal de Jerry falhava em alguns momentos. Das músicas da fase Danzig, “Hybrid Moments”, “Some Kinda Hate”, “Hollywood Babylon” e “Angelfuck” foram as que sairam melhor.

Depois do outro cover do Black Flag (“Thirsty And Miserable”), a banda iniciava a outra parte do set list que foi dedicado às músicas mais recentes do grupo. O interessante foi que a galera não se conteve quando começaram a tocar a intro “Abominable Dr. Phibes”, os fãs pareciam estar mais empolgados com as músicas da fase Michale Grave do que a fase Danzig. Essa empolgação não foi embora durante músicas dos álbuns “American Pyscho”: “Walk Among Us”, “From Hell They Came” e “Dig Up Her Bones”; e “Famous Monsters”: “Kong at the Gates”, “Forbidden Zone”, “Helena” e “Saturday Night” (dedicada às garotas presentes). Para a surpresa dos fãs, eles tocaram o single “Land of the Dead” e a novíssima “The Monkey’s Paw” (muito boa por sinal) que vai estar no próximo álbum da banda. Depois da clássica “We Are 138” a banda saiu para uma breve pausa e voltaram para o bis. A primeira a ser tocada foi uma que raramente tocam, “Descending Angel” (do “Famous Monsters”) dedicada ao tour manager deles que recentemente morreu. Veio então a já esperada cover de “Rise Above” e uma que pegou todos de surpresa: “Science Fiction Double Feature”, que segundo Jerry era algo especial para o público. Para quem não sabe, essa música faz parte do consagrado musical “The Rocky Horror Picture Show”, algo que a banda toca de vez em quando. Para finalizar uma das músicas mais conhecidas deles: “Die, Die My Darling”, que teve o refrão gritado por todos os presentes. Jerry prometeu que a banda vai voltar já que logo logo a banda vai estar lançando um novo disco e como sempre, muito simpático, desceu do palco para conversar com os fãs e autografar itens do Misfits.

No fim das contas foi um bom show, melhor do que 2 anos atrás quando estiveram em Helsinki, a banda fez boas mudanças no set list, as novas músicas soaram muito boas e essa formação tem futuro ainda. Mas como um fã de carterinha deles, gostaria que Jerry pegasse um vocalista fixo para a banda. Não digo que a banda só funciona com o Danzig ou com o Michale Graves, muito pelo contrário, gosto ainda da banda e Jerry canta bem em muitas músicas, mas acho que com um vocalista fixo a banda soaria ainda melhor e teria mais uma vez um frontman que se move no palco, interagindo mais com os fãs. Bem, agora é esperar o que o futuro dessa banda clássica (já quase 35 anos na ativa) vai trazer!

MISFITS SET LIST:
Halloween Movie Theme (Intro)
Halloween
Earth A.D.
Bloodfeast
Horror Business
Hybrid Moments
Teenagers From Mars
Attitude
Some Kinda Hate
Astro Zombies
Skulls
I Turned Into A Martian
20 Eyes
Six Pack (Black Flag cover)
Horror Hotel
Ghoul's Night Out
Angelfuck
Hollywood Babylon
Vampira
London Dungeon
Thirsty And Miserable (Black Flag cover)
Abominable Dr. Phibes
American Psycho
Walk Among Us
From Hell They Came
The Monkey's Paw
Dig Up Her Bones
Kong At The Gates
The Forbidden Zone
Helena
Land Of The Dead
Saturday Night
We Are 138

BIS:
Descending Angel
Rise Above (Black Flag cover)
Science Fiction Double Feature
Die, Die My Darling

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Sobre Petri da Costa

Fanático por cinema e música, colaborou como correspondente na Finlândia para a RockHard-Valhalla de 2002 até 2008, escrevendo reviews de shows e cds. Tem colaborado com a whiplash desde 2007.

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