Opeth: Review e fotos da apresentação perfeita em São Paulo
Resenha - Opeth (Santana Hall, São Paulo, 05/04/2009)
Por Thiago Fuganti
Postado em 09 de abril de 2009
Após 18 anos de carreira e 9 álbuns de estúdio, eis que é chegada a hora do público Brasileiro conferir uma das mais criativas bandas de metal em atividade. E quem foi com certeza não esquecerá este que já pode ser considerado um dos melhores espetáculos de 2009 (e olha que o ano mal começou.
Fotos: Rodrigo Simas
Os responsáveis pelo aquecimento do público foram os paulistas do Of The Archangel, que mostraram um compente Dark Metal com várias passagens beirando o Doom. Fizeram um bom trabalho e arrancaram aplausos do público presente, que a essa altuira já lotava as dependências do Santana Hall.
Cerca de 40 minutos antes do previsto (era pro Opeth entrar às 20h00) a intro rola nos PA's e gritos de Opeth ecoam pelo recinto. A banda entra detonando com "Heir Apparent", do seu mais recente album "Watershed" e provoca uma catarse coletiva. Som perfeito - embora algumas pessoas tenham reclamado do baixo volume do vocal de Mikael nos guturais -, galera agitando e cantando o tempo todo e um Mikael Åkerfeldt no melhor estilo "fanfarrão". Sim, o cara é um figura e fez piadas por todo o tempo do show. O espetáculo prossegue com "Ghost of Perdition" e todos cantando o coro do meio da musica. Era visivel a empolgação da banda para com o público. "Godhead's Lament", "Creedence" e "Hessian Peel" dão continuidade. A certa altura, com o publico todo fazendo o tradicional sinal de "Horns Up", Åkerfeldt diz que essse simbolo era do passado e propoem um novo simbolo, chamado "The Hook’, que consiste em deixar os dois dedos indicadores em forma de gancho. É claro que todos obedeceram. Ele estava usando uma camisa do filme "Conan - O barbáro" e até com isso tirou sarro dizendo: "Vocês já viram esse filme? É um dos piores que eu já vi".
E toma clássicos, "The Lepper Affinity", "Closure" e "Night and the Silent Water" são executadas de forma precisa pela banda. Uma fã presenteia Åkerfeldt com uma camisa da seleção, com o nome Melinda atrás. Pra quem não sabe, Melinda é o nome de uma das filhas do vocalista, além de nomear um outra música clássica do grupo "Face of Melinda". "Night and the Silent Water" foi a ultima e a banda se retira do palco. É claro que o público não arredou os pés e emendou o famoso "Olê, olê, olê, olê, Opeth, Opeth". A banda volta e Mikael apresenta os músicos - sendo todos muito aplaudidos -, e finaliza um show de pouco mais de 1 hora e 10 minutos com "Deliverance", do álbun homônimo.
O saldo final foi positivo; banda satisfeita e público boquiaberto. A casa não é perfeita (vide a goteira que caiu durante todo o show ao lado do Mikael) mas provou que comporta muito bem shows de médio porte, sendo uma ótima alternativa ao Hangar 110.
Agora só nos resta esperar mais uma passagens desses suecos por aqui, e se depender deles, tenho certeza que não tardará.
Set List:
1 - Heir Apparent - (Watershed)
2 - Ghost of Perdition - ( Ghost Reveries)
3 - Godhead's Lament - (Still Life)
4 - Creedence - (My Arms Your Hearse)
5 - Hessian Peel - (Watershed)
6 - The Lepper Affinity - (Blackwater Park)
7 - Closure - (Damnation)
8 - Night and the Silent Water - (Morningrise)
9 - The Lotus Eater - (Watershed)
Encore:
10 - Deliverance - (Deliverance)









Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O que significa a famigerada expressão "viúva dos Cavalera"?
A reação de Jason Newsted ao ouvir uma música de "St. Anger" no rádio
Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
Dave Mustaine revela o gesto de James Hetfield em seu momento mais difícil
Dragonforce anuncia seu novo disco de estúdio e lança o single "Hunger of the Beast"
Helloween - um espetáculo completo na borda da cidade de São Paulo
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
A curiosa opinião de Humberto Gessinger sobre o Supertramp
O melhor disco do Judas Priest, de acordo com a Metal Hammer
Tarja Turunen fará show em São Paulo em maio de 2027
Usina da capa de "Animals", do Pink Floyd, se tornará espaço para shows
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Turnê que Michale Graves faria pelo Brasil é cancelada um dia antes do início
Ozzfest confirma segundo país que receberá o evento em 2027
A opinião de Ritchie Blackmore sobre Hendrix e Stevie Ray Vaughan; "não fez nada de incrível"
Casagrande pergunta a Paulo Miklos se havia rivalidade ou amizade entre bandas dos anos 80
Bandas de rock que lançaram poucos discos, mas continuam fazendo muito sucesso

Tatiana Shmailyuk, do Jinjer, gosta de ouvir disco do Opeth quando vai dormir
5 músicas de metal em que os últimos segundos são a melhor parte
11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
5 clássicos do metal que você nunca deve usar para apresentar o estilo para alguém
Death Metal Progressivo: a evolução do gênero com Death, Opeth e Surgent
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



