Babymetal: fazendo o mundo refletir se o metal deve ser divertido
Por Rafael Testa
Postado em 17 de maio de 2015
A banda Babymetal se apresentou no segundo dia do festival americano Rock on the Range, um dos maiores do país. De quebra, as meninas realizaram um sonho declarado em uma entrevista anterior: conhecer o Judas Priest.
A banda se apresentou no palco secundário do festival e o que mais chamou a atenção é que ela simplesmente "sugou" todo o público do palco principal onde o In This Moment se apresentava e que teria o Judas Priest como headliner.
"Ah, mas é a modinha do momento". Sim, é verdade, mas não é tão simples assim. Esse fenômeno levanta uma questão muito maior: O fator diversão precisa voltar para o metal. A banda fala sobre coisas simples como festa, costumes e mensagens positivas como a luta contra o bullying, sem falar na mitologia e as coreografias que criam um clima super positivo no público. Veja Gimme Chocolate no festival Rock on the Range e veja a quantidade de sorrisos, homens e mulheres esquecendo o "lado negro" do metal e se jogando na "brincadeira".
Isso está longe de ser exclusividade da banda japonesa. O Steel Panther, com suas letras super divertidas com conotações sexuais explícitas como "Glory Hole" (buraco sagrado) e até nosso compatriota Bruno Sutter, o famoso Detonator, que é a definição completa de "zoeiro", são outros exemplos. Shows divertidos, que estampam sorrisos nos rostos de seus respectivos públicos, que saem do "padrão metal" sem abandonar a sonoridade do metal.
"Ah, mas o metal não se trata disso, o metal não é para ser divertido". Raiva, guerra, mitologia, amizade, morte, drogas, bebidas, sexo, brigas, amor, política... O metal é amplo e, pelo que eu saiba, nunca selecionou temática. A variedade se torna boa para todas as bandas na cena. Seja na sonoridade ou na temática, se tem demais satura, enjoa.
Desde o glam não se tinha diversão no metal. Climas agressivos ou depressivos tomaram conta do metal de forma quase que absoluta nas últimas décadas. Já pararam para pensar que essa falta de variação pode estar saturando o gênero?
O mundo é outro. O metal hoje já é "aceito", não assusta ninguém, diferentemente de outras épocas não causa impacto, e letras extremas, como muitas do death metal e do black metal, são consideradas bobas, além do clima negativo que afasta a grande maioria dos fãs de música. O fã de música hoje procura a diversão e esquece da técnica, vide o sucesso de gêneros como o arrocha e o axé no Brasil. Talvez a forma do metal voltar a atrair o grande público seja investindo na diversão.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Jimmy Page celebra 25 anos de show do Iron Maiden no Rock in Rio III
A banda inglesa de rock que Regis Tadeu passou parte da vida pronunciando o nome errado
Filmagem inédita do Pink Floyd em 1977 é publicada online
A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
Guitarrista da banda solo de Bret Michaels sai em sua defesa
Fabio Laguna quebra silêncio e fala sobre não ter sido convidado pelo Angra para reunião
Regis Tadeu explica por que Roger Waters continua um imbecil
Para Mille Petrozza, humanidade vive retrocesso e caminha de volta à "era primitiva"
Dave Mustaine: "Fizemos um esforço para melhorar o relacionamento, eu, James e Lars"
A voz mais pura do rock de todos os tempos, segundo Bruce Springsteen
O álbum que, segundo John Petrucci, representa a essência do Dream Theater
A música que Bruce Dickinson fez para tornar o Iron Maiden mais radiofônico
Dave Mustaine diz que integrantes reagiram bem ao anúncio do fim do Megadeth
Mike Portnoy se declara feliz por não ter sido convidado a tocar com o Rush
Os discos do U2 que Max Cavalera considera obras-primas
A música do Angra composta em cima da estrutura de "Another Day" do Dream Theater
Os cinco músicos favoritos do lendário Jimi Hendrix, segundo o próprio
Raul Seixas: qual a origem da música "Gita"?


Celebrando 15 anos, Babymetal lança nova versão para "Headbangeeeeerrrrr!!!!!"
Os melhores álbuns de metal e hard rock em 2025, segundo o Consequence
Lojas de Discos: a desgraça e o calvário de se trabalhar em uma
Avenged Sevenfold: desmistificando o ódio pela banda



