Grandes mestres: Qual a hora de parar?
Por Fabio Reis
Postado em 20 de julho de 2014
Tenho o costume de ir separando os álbuns que vou escutando e que considero acima da média. Desde janeiro já vou esboçando uma possível lista de melhores do ano e conforme vão aparecendo lançamentos dignos, vou substituindo uma ou outra banda. Através deste hábito que adquiri a alguns anos, venho notando um fato que de certa forma me perturba um pouco.
O que vem acontecendo sempre é que na lista final, muitas bandas novas aparecem em destaque e as já consagradas, os dinossauros acima de qualquer suspeita, vem perdendo espaço. Muitas vezes pela qualidade das novas bandas mas, na maioria das vezes, por lançarem trabalhos aquém de sua importância e capacidade.
Este ano vem acontecendo a mesma coisa, enquanto os grandes destaques do ano vem ficando a cargo de bandas como Grand Magus, Skull Fist, Suicidal Angels, Hatriot, Voodoopriest entre outras da nova geração, apenas o Grave Digger, representando as bandas consagradas, lançou um álbum que certamente estará entre os melhores do ano.
De alguns anos pra cá, os grandes representantes do Metal Mundial vem se dividindo em dois grupos: Os que ainda conseguem demonstrar um certo fôlego e lançar bons álbuns e os que vem concebendo trabalhos medianos ou fracos seguidamente.
É claro que tudo é uma questão de gosto, porém bandas mais veteranas tem tido uma dificuldade muito grande de emplacar um grande álbum. O Iron Maiden vem sofrendo críticas já há um bom tempo devido a seus últimos registros. O grande Black Sabbath, apesar de eu, particularmente, ter gostado bastante de "13", foi bem criticado tanto pela produção limpa como pelo fato de muitos fãs terem achado uma autocópia. Judas Priest lançou este ano um trabalho que não chega a ser ruim em momento algum, porém está muito longe de ser um álbum digno da brilhante carreira da banda.
O Deep Purple talvez seja o maior exemplo de uma banda com um passado glorioso, mas que não consegue enxergar que o tempo passou. Um descanso merecido não seria a melhor solução, ao invés de se manter na ativa sem as mínimas capacidades físicas necessárias?
Sei que muitas pessoas não concordarão comigo, não pretendo ser o dono da verdade e sim expor fatos, sinceramente não me lembro o último álbum do Purple que seja ao menos uma unanimidade entre os fãs da banda. O que dizer então dos Rolling Stones? Do Queen, que mesmo sem seu ícone maior, Fredie Mercury, fez há alguns anos atrás uma série de shows com o excelente Paul Rodgers, e agora escolhe Adam Lambert (???) para dar sequência a uma carreira que a muito tempo terminou.
Não sei a opinião de vocês, mas acredito que chega uma hora em que não dá mais pra continuar. É muito difícil e muitos não conseguem ter a percepção dessa hora, mas quando o físico não executa mais o que a mente quer, as coisas começam a dar errado. Vale a pena um artista que goze de grande respeito e admiração de todos se expor desnecessariamente, com trabalhos e performances muito abaixo do aceitável?
Não estou aqui neste texto dizendo que o Maiden, Judas ou Sabbath devam encerrar as suas lendárias carreiras, mas sim expondo uma ideia. Por mais que gostemos de determinadas bandas, devemos entender que em certos casos não adianta mais insistir. Alguns nunca mais conseguirão ser como antes. Os fãs mais "xiitas" criam condições e justificativas para se convencer de que sua banda preferida ainda é capaz, mas na maioria das vezes, é pura ilusão.
Triste ver nossos ídolos encerrando suas carreiras? Sim. É triste. Mas prefiro vê-los fazendo isso com dignidade, reconhecendo que seus serviços prestados a música chegaram ao fim, do que ver grandes lendas se arrastando pelos palcos e não executando seus imortais clássicos como se deve.
Em atividade ou aposentados, vivos ou mortos. A música e o legado deixado pelos grandes mestres será imortal. Pensem nisso!
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