Ghost: A história da criação de um mito
Por Emanueli Dalsasso
Fonte: Com Escrúpulos
Postado em 07 de novembro de 2013
Ghost, inovadora, sueca, excêntrica, de melodia monótona, timbres pesados, harmonias riquíssimas e críticas profundas. Ghost ou Ghost B.C. em alguns casos, é uma banda que teve seu nome lançado ao mundo em 2008, e ao lançar Opus Eponymous em 2010, explodiu de uma maneira homérica e repetiu a dose com Infestissumam em Abril deste ano. Isso que alguns integrantes já se conheciam a mais de uma década! Conheci a banda lá por Julho de 2012, gostei de cara, achei inovador mesmo, mas confesso que acabei esquecendo da existência dela até os borbulhinhos voltarem em 2013, pouco antes do anúncio de que iriam tocar no Rock in Rio.
A história da banda foi toda uma "jogada de marketing" por assim dizer, não digo que uma maneira rude, até mesmo porque, ao ler uma entrevista com um Nameless Ghouls ele mesmo disse que foi toda uma ideia montada, após terem várias músicas compostas e de terem pensado em como entrariam no mercado de maneira efetiva, decidiram então que tudo seria um grande "horror show". Realmente inteligente da parte deles, após passarem um bom tempo investindo e deixando o primeiro álbum "redondinho", tecnicamente falando, aí sim se lançaram à música. E se não tivessem conseguido, certamente eu não estaria aqui lhes escrevendo.
Em minha opinião, a espera foi perfeita, como já disse, o primeiro álbum é perfeito e a experiência ao vivo é de outro mundo. Tive a grande oportunidade de vê-los ao vivo aqui no Brasil duas vezes, e falo de coração aberto: que sensação boa. Um show desses caras e uma experiência única, você acaba completamente esquecendo de prestar atenção no que está acontecendo no palco, afinal, o que há para ver? Um vocalista, que atende pelo nome de Papa Emeritus II, sem presença alguma? Ou músicos sem nome vestidos todos iguais? Não há o que ver, o que acaba te conduzindo a apenas sentir e analisar o que estão tocando.
"Sentir e analisar o que estão tocando". Aí que está o grande X. Ghost é um grande teatro horror show, assim como Alice Cooper, Kiss, Mercyful Fate, Death SS (o próprio Nameless cita estas bandas), então, por que causa tanto escândalo? A sim, claro, as letras, não gostaria de me aprofundar neste assunto, afinal, ter livre cunho para falar de religião hoje em dia é como ter livre cunho para falar de bruxaria na época da inquisição, mas claro, sempre há os suicidas, tal como este Nameless, ele diz: "Não queremos que tentem controlar outras pessoas. Por isso usamos a mesma vestimenta que a igreja sempre usou. Fazemos basicamente tudo o que a igreja faz e dizemos mais ou menos as mesmas coisas, e isso é muito irônico de muitas maneiras. Não fazemos de formas estilística".
Aqui entre nós, esquecemos por um tempo esta temática anticristo destes e pensemos irmãos, acham mesmo que eles são satanistas? Em MINHA opinião a paixão pela música claramente exalta, apenas acrescentaram um sal, na verdade, um saleiro todo. Não sei se sou suspeita ou não em falar deles, não defendo nem crítico suas ações, estou aqui pelo amor, quer dizer, pela música boa, ou melhor, pelo amor à música boa. E é aí que deixo minhas deixas, se você tem possui um pavor irracional, aconselho que escute, isso mesmo, principalmente se você for músico. Deixe de lado a imagem deles assim como as letras, apenas se concentre nas técnicas e harmonias, afinal, tudo é lucro, precisamos apenas localizá-lo.
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