Black Sabbath: O fiasco de uma reunião

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Por Nathália Plá
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Vou começar de cara expressando minha opinião: Black Sabbath na formação Ozzy, Iommi, Butler e Ward é a melhor banda de rock de todos os tempos. Precursores do heavy metal, inovadores de um gênero musical.

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Como qualquer roqueiro da minha geração, fiquei resignada com a concepção de que jamais teria a oportunidade de poder ouvir um álbum inédito, muito menos de presenciar um show do quarteto. Eis que de repente esse panorama se reverteu.

Em meio a inúmeros boatos, rumores e burburinhos, finalmente foi anunciada a reunião dos membros originais do Black Sabbath, no dia 11 de novembro de 2011. Puro êxtase!

Mas foi tudo efêmero. De uma hora pra outra, Bill Ward anuncia que estava retrocedendo em virtude de um contrato que, em suas palavras, era “inassinável”. E pior: para agravar a situação Tony Iommi recebeu o diagnóstico de um linfoma. A sonhada reunião, divulgada aos quatro ventos, foi por água abaixo. Muito barulho por nada.

Entretanto, dessa frustração, a maior decepção de todas foi a conduta dos quatro artistas. Ainda antes de ser anunciada oficialmente a reunião, Ozzy Osbourne e Tony Iommi protagonizaram uma verdadeira comédia pastelão. Vazou uma entrevista em que Ozzy confirmou com todas as letras que a reunião estava acontecendo, o que provocou a reação de Iommi que, sem demora, negou, sem negar, por assim dizer, a reunião. Aí depois de tudo finalmente esclarecido, vem Ward e diz que não ia mais participar de nada, mas não assume que isso é por causa de dinheiro. Afinal, o que é que o impediu de formalizar o negócio? E mais, por que essa questão oculta, leia-se, financeira, não fora tratada antecipadamente? Por que isso foi eclodir somente após ter sido feito o anúncio?

Sucedeu-se então uma verdadeira queda de braços. Ward depois veio dizendo que não era bem assim e que uma conciliação estava sendo tentada. Enquanto isso Iommi começou a batalhar contra sua doença. Tudo culminou com os acontecidos dessa semana. Ward saiu do muro e finalmente colocou um ponto final em tudo. Ele está fora. No dia seguinte já vem o agora trio, Ozzy, Iommi e Butler, e anuncia sem revelar nomes que já tinha um novo baterista e que não ia comentar nada sobre a declaração de Ward. E hoje fizeram o pior. O site oficial do que ainda se chama Black Sabbath foi atualizado e agora ostenta fotografias antigas da formação original enquanto ainda junta, mas editadas de forma que foi retirada de todas elas a imagem do Bill Ward. Uma atitude que pode se classificar de juvenil, para não dizer pior.

É o fim da picada, francamente. Nenhum dos quatro está passando por problemas financeiros. Ou seja, não deviam estar brigando por causa de dinheiro, fazendo-se de mercenários. Os quatro são sexagenários, portanto, deviam estar se portando como tal, e não como crianças pirracentas. Eles não estão agindo de acordo com suas condições. As atitudes infantis praticadas só fizeram manchar a história que foi forjada. O Black Sabbath já era consagrado por tudo que havia deixado e esse venerável nome só foi desonrado com tudo isso. Desde que surgiram meros rumores acerca da reunião armou-se um verdadeiro circo e os fãs foram feitos de palhaços. É mesquinharia demais, e uma verdadeira falta de respeito com um público que sempre entregou nada mais do que pura idolatria.

Eles deviam ter em mente que enquanto tem gente que certamente está se sacrificando para comprar um ingresso e comparecer a um show, eles estão aí cheios da grana. A dura verdade é que faltou um mínimo de respeito para com a legião de fieis seguidores que eles têm. É ultrajante! Ninguém precisava disso. Os fãs não precisavam duma decepção tão amarga. E o Black Sabbath não precisava de tamanha infâmia a atingir o legado outrora imaculado de sua música.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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