Resenhas: uma nota sete é algo bom ou ruim?
Por João Renato Alves
Fonte: Blog Van do Halen
Postado em 07 de novembro de 2011
Sou do tempo da média 5 na escola. Portanto, nota 7, apesar de não ser aquilo que nossos pais adorariam ver no boletim, até que livrava a cara da maioria. Mas, com o passar do tempo, a maior parte do sistema educacional adotou o 7. Só que esse número tem despertado uma grande confusão na minha cabeça quando vejo revistas supostamente especializadas dando nota a discos. Especialmente quando se trata de bandas conhecidas, já vi resenhas que claramente apontavam para uma nota menor. Mas na hora de fazer média com os fãs, o chapa-branquismo impera e colocam uma nota maior do que o texto poderia sugerir.
E não se engane, você que está lendo essas linhas. A maior parte dos leitores simplesmente se deixa levar pela nota, a coloca com importância maior que qualquer outra coisa. Para mim, 7 é uma boa nota. Não atribuiria esse valor a um trabalho meia-boca, que até tenha lá suas qualidades, mas, no fim das contas, não revele nada demais. Da mesma forma, acho que nota 10 é algo muito forte para sair distribuindo sem critérios. Em contrapartida, já vi muito disco ser malhado e ganhar no final essa cotação, que o coloca na média geral.
Pior, já li bandas com status de melhor do mundo ter disco metralhado em resenha e textos posteriores, para levar um bizarro (nessas condições) 8,5. Esse é o grande problema quando um fã-nático acaba sendo designado para avaliar um álbum de sua banda preferida. Sou contra padronizações. Porém, muito a favor de critérios. Se um disco regular merece 7, por pior que seja, jamais um horrível merecerá zero. Por isso, vejo essa nota como boa e estranho muito quando vejo em revistas e sites um álbum ser classificado como fraco e receber essa avaliação. Acredito que todos saibam a quem estou me referindo com essa crítica.
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