Angra: Boas críticas para o novo álbum no Japão
Postado em 28 de setembro de 2004
Não é apenas no Brasil que o álbum Temple Of Shadows da banda Angra vem recebendo excelentes críticas. Confira abaixo os comentários recebidos pelo álbum nas revistas japonesas Burrn e Sumiya.
Nos últimos tempos, a Burrn! Está mais rigorosa com a pontuação que atribui, quase não dando mais do que 90 pontos. Neste mês, apenas o album Temple of Shadows obteve notas acima de 90 pontos.
Traduzido por Rika Shirayanagi
Revista Burrn!
Comentário de Masa Itoh:
Acho que o álbum Temple of Shadows do Angra é uma obra-prima que deve ser tratado no mesmo patamar de bandas como Dream Theater e Queensryche.
Resenhista :Yasuhito Kitai / 88 pontos
O conteúdo deste álbum é digno de suceder ao trabalho anterior, que havia mostrado aquilo que o novo Angra sempre deveria ter sido.
DEUS LE VOLT tem uma sensação de presença fortíssima, é Angra puro, e atrai de uma só vez o ouvinte para o mundo do álbum. ANGELS AND DEMONS e WAITING SILENCE são músicas metálicas repletas de variações que sugerem um engrandecimento da musicalidade da banda. WISHING WELL é uma balada tradicional, tanto ela quanto as duas anteriores são músicas muito boas com melodias que se sobressaem. Após mostrar versatilidade na fase inicial, o álbum segue surpreendendo, como em THE SHADOW HUNTER, "Flamenco Metal"(!?), e NO PAIN FOR THE DEAD, com a participação de Sabine Edelsbacher (Edenbridge), uma power ballad cheia de lirisimo e melancólica. A parte instrumental de SPROUTS OF TIME, que praticamente uma mistura de bossa nova com jazz, chama a atenção pelas tonalidades ímpares. MORNING STAR e LATE REDEMPTION proporcionam um desenvolvimento mais brando, com menor intensidade metálica. Francamente falando, acho que as impressões dos fãs serão delicadas para o conteúdo deste álbum, que enfatiza a diversidade musical, mas eu aplaudo a vontade deles almejarem essa linha.
Resenhista: Akihisa Ozawa / 91 pontos
Como já fora anunciado, o novo álbum do Angra, banda que renasceu graças a entrada de excelentes membros como Edu Falaschi(vo.), é um trabalho conceitual. Enquanto sobram discos conceituais que acabam ficando estranhamente acanhados e se prendem a idéias boladas às pressas, este álbum tem a velocidade, o peso e a solidez que lembram o metal alemão, a progressividade, e ritmos e melodias sensíveis tipicamente brasileiras, que marcam a personalidade da banda, espalhando-as com cuidado dentro de uma história ambientada na idade medieval européia, tendo sucesso em conseguir reunir música e história num efeito multiplicador que sublima a dramaticidade da obra. Não resta dúvida que o fato do álbum ser conceitual elevou em vários graus o acabamento da obra.
É possível perceber também a união saudável que atualmente existe dentro da banda, centrada nas figuras dos dois guitarristas. Este trabalho é extremamente satisfatório, superior ao disco anterior. Vamos ser sinceros: a fase atual é muitíssimo melhor do que a fase André Matos.
Resenhista: Kazuo Hirose / 87 pontos
É um álbum feito com extremo esmero, colocando em primeiro plano o fato de ser um trabalho conceitual.
Álbum poderoso, que consegue expressar com interpretações impressionantes as composições de matizes variadíssimas, está repleto de pontos altos em todo o lugar. É um álbum de plenitude, que demonstra claramente a verdadeira capacidade do Angra, e acredito que ele irá aumentar mais a popularidade da banda. Eu já havia sentido que o nível da banda havia crescido consideralmente com a entrada de Edu Falaschi, mas o fato é que neste trabalho, o Angra cresceu vários degraus. Trata-se de um álbum verdadeiramente imponente e repleto de dramaticidade. Pessoalmente, eu gostaria que uma banda capaz de cantar de forma tão espetacular e tocar com tanta excelência deveria almejar uma linha bem tradicional, tipicamente chavão dentro do estilo power melódico/speed melódico, que servisse de "bíblia" para inspirar as outras bandas, mas vamos deixar essa expectativa para o próximo trabalho.
Free Paper de SUMIYA
Boletim de distribuição gratuita da loja de discos SUMIYA (nota máxima: 10 pontos)
Resenhista: Sanada / 10 pontos
Este é o mais novo trabalho do ANGRA, que tivera um novo começo com o último álbum, "Rebirth". Valeu a pena o longo tempo gasto com a composição das músicas, pois temos uma obra de qualidade suprema, que não pode ser descrito dentro do padrão ordinário de metal.
As frases e a produção detalhadas, o cuidado dedicado até mesmo aos instrumentos utilizados, tudo isso resultou numa obra tão maravilhosa que não vale a pena limitá-la somente aos fãs de Metal.
Ouça com atenção a voz cheia de confiança do Edu.
Se você não ouvir este álbum, não existirá mais nada que valha a pena ouvir! Acaba de nascer uma obra-prima!!
Resenhista: Nobe / 10 pontos
Só pude ouvir quatro músicas, mas eram suficientes para me encher de expectativa, tanto que nem esperei o resto para dar a nota máxima. Vamos então a elas. A primeira é uma música veloz, dotada da ritmicidade característica do Angra. A segunda é uma música de velocidade média, onde o que mais chama a atenção é o talento vocal do Edu. A outra, talvez por contar com a participação de Kai Haisen, é uma ultra-veloz, que lembra quase uma música inédita do Gamma Ray.
A quarta que eu ouvi é uma obra de fôlego de mais de 8 minutos, com jeito de progressivo.
Resenhista: Masuda / 10 pontos
O álbum que os fãs pediriam, com arranjos marcados pela personalidade característica do Angra, altíssima qualidade de interpretação e belas linhas melódicas. Caras, vocês conseguiram de novo! Embora também sejam dignas de atenção as frases minuciosas, a história que tece o conceito por trás do álbum, a participação de um grande músico brasileiro e, na linha metal, Kai Hansen e Hansi Kursch, o mais importante é que as melodias são fantásticas, e graças a elas, até mesmo músicas intrincadas com diversas facetas e baladas mais lentas proporcionam uma emoção maior cada vez que as ouvimos. Ah, é claro que o álbum tem músicas rápidas também.
Resenhista: Katoh / 8 pontos
Eu considero o álbum REBIRTH uma obra-prima que ficará na história do Heavy Metal. Deixando de lado as ramificações tipo "melodic" e "power", acho que todo o fã de Metal tem que ouvi-lo.
O aguardado novo disco é um grande álbum conceitual, com muitos arranjos mais complexos do que os anteriores. Ele não tem o impacto que causou o trabalho anterior, mas ele causa impressões mais profundas à medida em que vai sendo mais ouvido com atenção.
Pessoalmente, minha música favorita é "Waiting Silence", que desenvolve uma melodia que só eles seriam capazes de fazer.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Roger Waters e filho criam o Legacy, projeto que celebra a obra do Pink Floyd
De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
Como surgiu a ideia de formar o Heaven & Hell, de acordo com Geezer Butler
Jim Root admite que último álbum do Slipknot não foi bom
Mötley Crüe realiza trollagem com Extreme em último show de tour conjunta
Hammerfall anuncia turnê latino-americana 2027 e confirma três sideshows do Bangers Open Air
A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
São Paulo recebe imersão na história do Angra com celebração a "Holy Land" e "Rebirth"
Por que Tony Iommi acha que grandes músicos não conseguiam tocar Black Sabbath direito
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
O disco dos anos 70 que David Ellefson considera perfeito
Site indica que Pantera fará turnê latino-americana em 2027
Guitarrista do Paradise Lost acha que falta tédio no mundo atual
A música que surgiu da frustração e se tornou um dos maiores clássicos do power metal
O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
A música do Kiss que Ace Frehley adora e foi tocada em raríssimos shows da banda

Kiko Loureiro respeita muito Tony Iommi, mas acha que guitarrista do Black Sabbath é "quadrado"
De Black Sabbath a Elis Regina, os 10 discos que mudaram a vida de Kiko Loureiro
Família de Andre Matos pede que fãs não façam conteúdos de IA com sua imagem
Bruno Valverde, baterista do Angra, chama Ronaldo Fenômeno de "mestre absoluto"
O clássico da sofrência eternizado por Caetano Veloso que Fabio Lione confessou adorar



