'Nós não temos muito tempo', afirma Bruce Dickinson

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Por Thiago Coutinho, Fonte: MaidenFans.com
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Matéria de 07/07/05. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Em recente entrevista à revista parisiense Paris Match, transcrita pelo site MaidenFans.com, o vocalista do Iron Maiden, BRUCE DICKINSON, falou a respeito da longa carreira do grupo inglês e do fim da banda. O cantor afirmou: “Nós sabemos que não temos muito tempo.” Confira o bate-papo logo a seguir:

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Paris Match — Quem escuta o Iron Maiden hoje em dia?

Bruce Dickinson — Na Europa, 80% do nosso público é formado por garotos de 13 a 25 anos. No geral, eles nos assistem pela primeira vez. Estamos tocando em muitos festivais ultimamente. Pessoas da nossa idade não costumam freqüentar esses lugares... o Iron Maiden é único. Não somos uma banda comercial e continuamos existir fora da indústria musical. Ninguém pode nos influenciar e muito menos dizer o que temos de fazer. Os mais jovens amam esse tipo de atitude!

Paris Match — O que vocês trouxeram para a música?

Bruce Dickinson — Nós trouxemos um lado mais agressivo do metal. Antes de nós, havia muitas bandas legais como o Genesis, o Yes, o Jethro Tull... as bandas mais violentas, como o Deep Purple, tinham uma imagem quase aristocrática, distante de seus fãs. O Maiden encontrou o seu sucesso em meio a tudo isso. Nós criamos um universo cheio, livre de quaisquer compromissos.

Paris Match — Essa seria a chave do sucesso?

Bruce Dickinson — Absolutamente. É bom ter um universo, mas é melhor quando isso se aplica aos outros. Nós tivemos milhares de oportunidades de seguirmos outras direções, ir para um lado mais ‘comercial’ da música, mas resistimos, mesmo que o que deixamos para trás tivesse nos oferecido mais sucesso...

Paris Match — As batalhas de ego quase acabaram com a banda. Você mesmo deixou o grupo para voltar mais tarde.

Bruce Dickinson — Hoje em dia, não perdemos mais nosso tempo com essas brigas. Podemos nos divertir, apesar de nossos egos. Você não pode subir no palco e ficar em frente a 50 mil pessoas sem mais tarde ficar sobrecarregado... mas entre nós, atualmente, não há mais argumentos inúteis. O interesse em ficarmos mais velhos vem do fato de que aumentamos a confidência entre nós mesmos. Aqueles detalhes que te enervam aos 23 anos não fazem mais efeito aos 48.

Paris Match — Você pensa em aposentadoria?

Bruce Dickinson — Honestamente, sabemos que não temos muito tempo. Mais algumas turnês e em breve não teremos mais energia para continuar. Mesmo que nosso entusiasmo continue intacto. Nicko, o nosso baterista, já está com quase sessenta anos.

Paris Match — Chalrie Watts, do Rolling Stones, continua tocando até hoje.

Bruce Dickinson — Chalrie Watts toca jazz! Não é exaustivo! Jagger não canta como eu, ele não é capaz de ficar correndo pelo palco mais. Nós temos um tipo de energia crua.

Paris Match — Como sua família reage a tudo isso?

Bruce Dickinson — Está tudo bem, porque eu saio em turnê por três meses por ano. O resto do tempo estou em meu trabalho de piloto ou em casa mesmo. Mesmo os meus vizinhos sabem que eu faço parte do Iron Maiden, mas eles nem sabem que banda é essa.

Paris Match — Que tipo de música você ouve em casa?

Bruce Dickinson — A garotada gosta de das bandas mais novas. Ouço Green Day, System of a Down… mas eu curto as minhas velharias, como Deep Purple e Led Zeppelin. Mas ainda é bom...

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Sobre Thiago Coutinho

Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!

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