Scorpions e Nightwish embalam gerações em São Paulo
Fonte: Terra Música
Postado em 13 de outubro de 2005
Metaleiros de todas as idades foram embalados com a música pesada de diversas vertentes que tomou conta de São Paulo nesta quarta-feira, em pleno feriado de 12 de Outubro. As bandas Scorpions (Alemanha), Nightwish (Finlândia) e Shamaan (Brasil) foram as principais atrações do festival Live 'n' Louder, que agitou o estádio do Canindé, na zona norte, por quase 12 horas.
O horário e as atrações sortidas do festival atraíram um público bastante variado, passando de pré-adolescentes a roqueiros das antigas - muitas vezes pais e filhos, andando lado a lado. Entre os mais jovens, as camisetas pretas anunciavam muitos fãs de Nightwish e alguns de Shaaman. Entre o público mais velho, a preferência anunciada era praticamente dominada pelo Scorpions.
A maratona de heavy metal começou no horário previsto, por voltas 13h30, com os mineiros do Tuatha de Danann, que faz um rock lisérgico, seguindo a linha trilhada pelo Jethro Tull. A banda conseguiu cativar o pouco público presente ao Canindé no começo da tarde, mas acabou "desligada" após 30 minutos de show. Os músicos nem conseguiram concluir a última música, pois tiveram os amplificadores desligados pela organização do festival.
Na seqüência veio o Dr.Sin, outra banda nacional, que manteve o público aquecido com seus hits Emotional Catastrophe e Futebol, Mulher e Rock & Roll. A banda paulistana agradou ainda mais os fãs ao antecipar duas músicas de seu novo trabalho, o álbum de covers Listen To The Dr's, que traz canções famosas com a palavra "doctor" (doutor, em inglês) no título. Dr. Rock (Mötörhead) e Calling Dr. Love (Kiss) foram as versões interpretadas pelo Dr.Sin no festival.
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No meio da tarde entrou no palco a primeira atração internacional, os finlandeses do The 69 Eyes. Os "vampiros de Helsinque", como gostam de ser chamados os membros da banda, tiveram 45 minutos para mostrar seu hard rock "modernoso", com toques de industrial e hardcore.
Os alemães do Destruction foram a quarta atração do festival. O trio metaleiro foi chamado para substituir o Testament, tradicional banda de thrash da Bay Area - lar de nomes como Metallica e Megadeth - que abortou sua participação na turnê do Live 'n' Louder. Curiosamente, todas as camisetas vendidas por camelôs nos arredores do Canindé mostravam o nome do Testament, e não do Destruction, entre as bandas participantes do evento.
Já passava das 17h quando o Rage, outro trio alemão, subiu ao palco. Em uma hora de show, Peter Wagner (baixo e vocal), Victor Smolski (guitarra) e Mike Terrana (bateria) saudaram o público paulistano com uma apresentação sólida, sustentada em porradas como Set This World on Fire, Firestorm e Higher Than the Sky. Destaque para solo furioso de bateria dado de presente por Mike Terrana para os fãs.
Atrações de fundo
Às 18h50, o Shaaman inaugurou a noite de quarta-feira com o show de trabalho do álbum Reason, lançado este ano. O vocalista André Matos e seus companheiros abriram a apresentação com Turn Away, Trail of Tears e Distant Thunder. Àquela altura, o público já estava conquistado pelo Shaaman, mas André Matos fez questão de bancar o "relações públicas".
"Obrigado para vocês que vieram ver o Shaaman. Obrigado para vocês que não vieram ver o Shaaman, mas estão tendo a paciência de nos ouvir. Prometo que não vamos decepcionar ninguém", discursou o vocalista, emendando na seqüência hits como For Tomorrow, Time Will Come, Inocence, Born (cover de Sisters of Mercy) e Bride. Para fechar, a banda presenteou os fãs com uma versão de Lisbon, clássico que Luís Mariutti (baixo), André Matos e Ricardo Confessori (bateria) forjaram nos tempos de Angra.
Talvez a atração mais esperada do festival, a julgar pela quantidade de camisetas envergadas pelos fãs presentes ao Canindé, a banda finlandesa Nightwish subiu ao palco por volta das 20h30. O som elaborado do quinteto, a iluminação caprichada do set e a presença de palco marcante da vocalista Tarja Turunen levaram o público ao delírio.
Sucessos como Dark Chest Of Wonders, The Kinslayer e Planet Hell foram cantados do início ao fim pelos fãs, emocionando Tarja Turunen, que saudou o público paulistano num português muito bem ensaiado: "Boa noite, São Paulo! Muito obrigada."
Os pontos altos do show do Nightwish, que levantaram o Canindé, foram The Phantom of the Opera, música-tema do espetáculo concebido por Andrew Lloyd Webber, Nemo e I Wish I Had an Angel. Após os 90 minutos de espetáculo da banda finlandesa, muitos fãs foram embora com um sorriso no rosto, sem sequer esperar a entrada do Scorpions.
Finalmente, às 22h45, a última atração do Live 'n' Louder fez tremer as caixas de som do Canindé: Scorpions, de volta ao Brasil pela primeira vez desde 1997.
O vocalista Klaus Meine e seus colegas abriram a apresentação com My Generation, música de trabalho do último CD da banda, Ubreakable, lançado em 2004. Mas os clássicos que marcaram a trajetória da banda alemã não deixaram de comparecer no set list. Bad Boys Running Wild; The Zoo; Holliday; Wind of Change; Loving You Sunday Morning; Tease Me, Please Me; Blackout; Hit Between the Eyes e Big City Nights colocaram os "fãs das antigas" em êxtase.
Na volta para o bis, o Scorpions apresentou seus dois maiores sucessos: Still Lovin' You e Hurricane 2001, que fez o público cantar, em uníssono, o célebre refrão ("Here I Am/Rock You Like a Hurricane...").
E assim, após quase 12 horas de rock pesado, fãs de todas as idades voltaram satisfeitos para casa.
Redação Terra
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