Vocal do Queensyrche fala sobre novo álbum

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Por Thiago Coutinho, Fonte: Knac.com
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Matéria de 09/03/06. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Geoff Tate, vocalista do QUEENSRŸCHE, falou recentemente com o site Knac.com acerca da concepção e gravação do álbum “Operation: Mindcrime II”, seqüência do álbum homônimo de 1988, cujo lançamento rola no final deste mês.

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Em outras novidades, a banda já começou a filmar o segundo vídeo do álbum, dedicado à faixa “The Hands”, que contará com a participação especial de Pamela Moore (que no álbum interpreta a personagem Sister Mary). “I’m American”, primeiro single a ser tirado do novo trabalho, também recebeu um vídeo clip.

Confira os principais excertos do bate-papo logo a seguir:

Knac.com — Você estão revendo o “Operation: Mindcrime”. Como isso aconteceu?

Geoff Tate — Há sempre diversas razões pelas quais você faz certas coisas e por que razão você não as fez em outros tempos. Não planejamos as coisas. Nós apenas nos encontramos em situações que nos sentimos bem e seguimos em frente, e este foi o caso com este projeto. A primeira parte foi escrita em 1988, já com uma seqüência em mente. Deixamos o final em aberto com Nikki [N. do T.: o personagem principal da história] preso e esquecido em um asilo insano. Deixamos deste jeito para depois levarmos a história para outro lugar, mas por várias razões através dos anos tivemos idéias para outros projetos e acabamos deixando esta de lado. Por outro lado, as pessoas continuavam perguntando, especialmente os fãs: ‘o que aconteceu com Mary?’, ‘e com o Dr. X?’ , ‘vocês não farão uma seqüência?’.

Knac.com — E por anos vocês disseram “não”.

Geoff Tate — Sim. Acabamos tendo interesse em outras idéias. Mas acabei me vendo com essas idéias novamente alguns anos atrás. Como tudo, eu comecei com uma arquivo de computador chamado ‘Nikki’ e passei a rever tudo novamente. Comecei a colocar mais coisas lá — personagens, o que Nikki estaria fazendo agora, o que estaria acontecendo, o que se passava pela sua cabeça e todo esse tipo de coisa. Há um ano e meio, voltei àquele arquivo e percebi já havia muito material composto e que começava a fazer sentido. Eu tinha uma história. Então, levei todo o material para a banda e disse: ‘acho que tenho alguma coisa aqui, acho que podemos ter uma seqüência, o que vocês acham?’. Todos ficaram bem excitados e voltar à história e musicalmente ver para onde poderíamos levá-la, como poderíamos mantê-la com as características do primeiro álbum, e então reaprender aquele estilo de se tocar, deliberadamente.

Knac.com — Eu ia lhe perguntar justamente sobre isso. O timbre da bateria está bem parecido com o do primeiro álbum. Isso foi intencional ou...

Geoff Tate — Isso realmente foi intencional. É uma história do áudio, então tentamos alcançar uma similaridade com o primeiro álbum. Quando as pessoas colocarem o primeiro e o segundo para tocar será transportadas para este mundo... e isso vai soar deste jeito com aquele sentimento. A música afeta as pessoas emocionalmente, então você tem que alcançar aquela emoção novamente, o que é um desafio. Tivemos que ir contra a evolução.

Knac.com — Outra coisa que poderia afetar a sonoridade é a formação. Vocês têm um novo guitarrista (Mike Stone) a bordo. Como foi para vocês e para ele trabalhar nesta parte dois?

Geoff Tate — Mike sempre foi um fã do ‘Mindcrime’ e foi estranho. Quando decidimos que faríamos este álbum não havíamos composto uma nota sequer. Então, começamos a experimentar com o original. Aprendemos todas as canções e então as reaprendemos com o Mike. Saímos em turnê então por seis ou oito semanas. Isso realmente nos ajudou a trazer o espírito daquele álbum de volta às nossas mentes. Aprendemos a progressão das escalas, como elas eram e todo o ‘Mindcrime’ musicalmente falando. Demos então uma breve parada após a turnê e Mike e o produtor Jason Slater ficaram na minha casa por quatro meses. Trabalhamos incessantemente neste álbum — não tomávamos banho nem lavávamos nossas cabeças. Apenas vivíamos e respirávamos este álbum por quatro meses. Foi um grande período, em que apenas compomos, compomos e compomos para este álbum.

Knac.com — Deve ter sido difícil, pois na última década vocês fizeram álbuns que não têm absolutamente nada a ver com o “Operation: Mindcrime”...

Geoff Tate — Eu diria que foi bem difícil mesmo, foi um desafio. Repensar você mesmo e como você havia feito certas coisas... Musicalmente, tornou-se bem mais fácil quando descobrimos alguns pequenos segredos. Na última década estivemos experimentando com diferentes sonoridades de guitarra — afinação baixa, mais altas, vários instrumentos de corda, então isso tudo lhe dá uma vibração diferente. No lado musical, tentamos utilizar os mesmos equipamentos de gravação que lançamos mão nos anos 80 com aquele trabalho.

Para ler a entrevista na íntegra, em inglês, clique aqui.

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Sobre Thiago Coutinho

Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!

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