Ficar longe do Slayer foi ótimo, diz Lombardo
Por Yuri Leite e Fernando Scoczynski Filho e Thia
Fonte: Modern Drummer
Postado em 24 de julho de 2006
Waleed Rashidi, da revista Modern Drummer, entrevistou recentemente o baterista do SLAYER, Dave Lombardo, para uma matéria de capa da edição de setembro de 2006 da revista (que é a edição atual, já que as revistas americanas sempre são adiantadas em relação ao mês corrente).
Seguem alguns trechos do papo:
Modern Drummer: "Christ Illusion" é seu primeiro disco com o SLAYER em 14 anos. Você estava muito ansioso para que o álbum fosse lançado?
Dave: "Sim. Foi frustrante, pois Kerry [King] e eu começamos a gravar as demos no começo de 2003. Então já estamos trabalhando nesse material há 3 anos. Fizemos duas demos na minha casa e então ensaiamos o material por uma eternidade. A parte boa disso é que, quando entramos no estúdio, estávamos prontos. Eu gravei as partes de bateria em 3 dias e meio - foi muito rápido! Eu quase fiquei desapontado por não ter tido oportunidade de aproveitar mais o estúdio."
Modern Drummer: Pelas músicas que ouvi, parece que aquela levada mais rápida está de volta às canções.
Dave: "Sim, está lá, mas apenas em alguns momentos especiais. Não queríamos exagerar na dose. Você deve adicionar esse tipo de coisa no lugar e na hora certa. O SLAYER era originalmente uma banda de Metal, mas éramos influenciados pelo Punk também. E esta batida rápida é a influência do Punk de volta."
Modern Drummer: Você teve a chance de refletir sobre todos os álbuns que fez com a banda. O que passou pela sua cabeça desta vez antes de fazer as suas partes?
Dave: "Na verdade, eu gostaria de ter sido um pouco mais criativo do que me foi permitido. Haviam certos limites em que eu deveria me enquadrar. Eu aprendi muito enquanto estive fora da banda e gostaria de ter aplicado alguns desses conceitos. Mas os outros caras não sentiram que essas idéias representavam o que o SLAYER realmente é. Então, de certa forma, eu revisitei a maneira como eu tocava na banda anos atrás."
Modern Drummer: Quando você começou a escrever material com a banda novamente, foi parecido com o que era nos discos anteriores do SLAYER?
Dave: "A maneira com que eles escrevem material é a mesma. Não acho que eles tenham mudado nem um pouco de lá pra cá. Mas a minha maneira mudou - encaro certas coisas de maneira diferente."
Modern Drummer: De que maneira?
Dave: "Um riff de guitarra pode ter vários tipos de levada na bateria, e no nível em que me encontro, eu tenho uma grande variedade de onde posso escolher qual usar. É legal pois posso dar aos outros integrantes diferentes opções.
Modern Drummer: Você acha que o tempo em que ficou longe do SLAYER foi bom pra você?
Dave: "Foi a melhor coisa que me aconteceu. Eu fui parte da maior banda de metal do mundo e depois pude me aventurar em outros estilos e trabalhar com músicos bem diferentes. Honestamente, se eu tivesse continuado no SLAYER, nunca teria tido a oportunidade de ter essas experiências musicais. Toda essa experiência me moldou e de certa forma me transformou no bateria que eu sou agora. Sinto-me confiante para passear de um estilo para outro."
Modern Drummer: Você tem um álbum solo de percussão sendo trabalhado por alguns anos já.
Dave: "Deus, parece uma eternidade. Não sei, qualquer dia desses irei lança-lo. Está perto de ficar completo. Preciso fazer alguns overdubs de bongo, timbal e de bateria. A gravação é essencialmente eu no meu quarto com um teclado, uma bateria e percussão criando camadas. Eu faço uma batida, gravo algo em cima disso, coloco outra coisa em cima disso e por aí vai."
"Eu tenho trabalhado nesse disco no meu tempo livre. O problema é que eu não tenho muito tempo livre! Quando estou em turnês não posso trabalhar nele porque não estou com o material necessário a minha disposição. Eu tenho feito algumas edições em algumas partes, mas nenhuma gravação. Quando estou em casa, estou ocupado com mil e uma coisas. Mas o disco está lá, esperando. Quando estiver pronto, vai ser lançado."
Modern Drummer: Qual o estilo? É Metal?
Dave: "É inclassificável. Alguns o descreveriam como World Music. Poderia ser a trilha sonora de um filme. Definitivamente não é Metal."
Para ler a entrevista completa, compre a edição de setembro de 2006 da Modern Drummer, já disponível nas bancas de jornal que vendam revistas importadas. Mais informações podem ser encontradas no link abaixo.
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