Eric Carr: "Mais fã de Led Zeppelin que do Kiss"
Por César Enéas Guerreiro
Fonte: Rock Eyez
Postado em 31 de agosto de 2006
(Tradução de matéria publicada no Rock Eyez)
Em memória do grande baterista do KISS, Eric Carr, a Rock Eyez teve a chance de sentar para conversar com sua irmã Loretta, em agosto de 2006.
Rock Eyez: Quando ele descobriu que o KISS tinha uma vaga para baterista, ele já era um fã do KISS?
Loretta: Ele estava numa banda chamada FLASHER, de Long Island, que era um quarteto. Um dos membros saiu da banda e um ex-membro da banda apareceu e disse a Eric que havia uma vaga no KISS e que havia um anúncio no jornal, não era nenhum segredo. Eric disse que tudo bem, escreveu um pequeno currículo, colocou algumas fotos e enviou num envelope laranja.
Rock Eyez: Você se lembra onde foi a audição?
Loretta: Acho que foi em Nova Iorque.
Rock Eyez: Ele contou a você o que teve que tocar?
Loretta: Acho que ele tocou "Black Diamond", mas ele estava tão empolgado por tê-los encontrado e ficou impressionado com Gene. Mas o Eric nunca foi um fã do KISS – ele estava mais ligado em LED ZEPPELIN e nos BEATLES.
Rock Eyez: Você se lembra do primeiro show que o Eric tocou com o KISS?
Loretta: Sim, foi no Palladium, onde ele estava trabalhando com o meu pai entregando móveis. Ele tinha acabado de entrar no KISS, mas continuou a entregar móveis enquanto ainda estava na banda. Então, depois dos ensaios, ele ia trabalhar com o meu pai. Um dia, quando estávamos do lado de fora do Palladium e eles estavam tocando, os filhos do dono da loja de móveis viram meu pai e perguntaram: "O que você está fazendo aqui?" Ele disse que minhas filhas eram fãs do KISS e que na verdade Eric estava no palco. Então o cara que eles conheciam era o cara por trás da máscara: meu irmão Eric, que entregava móveis para eles, e eles não sabiam de nada.
Rock Eyez: Como se sente com a possibilidade de que pessoas podem comentar que você está apenas lucrando com a morte de Eric, ou que devia apenas respeitar sua memória sem tirar proveito disso?
Loretta: Eles têm o direito de ter sua próprias opiniões mas, se eles conhecessem o Eric como eu conheci, saberiam que ele adoraria toda essa atenção: seria uma desonra para ele se não mantivéssemos viva a sua memória. Se as famílias de pessoas famosas que faleceram não mantivessem vivas as memórias de seus entes queridos, como John Lennon, Freddie Mercury, Elvis Presley, pra citar só alguns, eles provavelmente teriam sido esquecidos. Não é justo fazer isso com os fãs. Pense em toda a história que seria perdida.
Meu irmão foi uma inspiração, um exemplo puro do que uma pessoa pode fazer se ela for atrás de seus sonhos. Ele sempre encorajou os fãs a nunca desistirem. Mas ao mesmo tempo há pessoas que adoram o que estou fazendo pela memória do Eric. Sempre vai haver essa diversidade de opiniões, mas eu respeito isso. Meu irmão foi um fotógrafo e fez arte comercial para os Rockheads, mas ele levou sua câmera consigo muitas vezes e tirou milhares de fotos. Ele sempre escrevia no verso de cada foto onde a mesma tinha sido tirada.
Quando eu coloco uma foto tirada por Eric no website, recebo e-mails dizendo, por exemplo, como é ótima a foto de Eric comendo frango (risos). Então eu vejo isso apenas como meu irmão sendo mostrado para os fãs – esse é o Eric. Se Deus quiser, no ano que vem, as fotos pessoais de meu irmão serão reunidas num livro com algumas histórias. Há muitas fotos tiradas pelo roadie do Eric de trás do palco, e você verá como foi pro Eric ficar olhando para a multidão. O livro está sendo preparado e vai ser lançado.
Leia a entrevista completa no link abaixo.
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