Kiske: "ninguém é obrigado a ouvir meu CD"
Por João Renato Alves
Fonte: Blabbermouth
Postado em 23 de outubro de 2006
O ex-vocalista do HELLOWEEN, Michael Kiske, respondeu os comentários negativos de fãs de metal em relação a sua idéia de regravar clássicos de sua antiga banda em formato acústico.
Quando questionado por uma fã chamada Deborah Schwichtenberg o que ele pensa sobre as críticas dos que dizem que ele "come graças às músicas do Helloween", Kiske respondeu: "Não dou a mínima para isso. Infelizmente o mundo do metal está cheio de pessoas que reclamam sempre, de qualquer maneira, não importa o que eu faça. Eles sempre procuram motivos para chorar".
"Eu fazia parte da banda, então não sou o único que come graças a isso. Essa é uma maneira muito esquisita de se pensar. Ajudei a construir a banda com os membros originais, então ninguém pode me proibir de regravar as MINHAS músicas. Não acho que precise perguntar aos 'papas do metal' se posso fazer isso. As canções são MINHAS. Se tenho vontade, farei".
"Os primeiros anos do Helloween, com Kai Hansen, foram absolutamente maravilhosos. Não os rejeito! E acho que foi uma boa idéia do Serafino (presidente da Frontiers Records) dar às canções do meu passado uma cara acústica, que se encaixa no meu modelo de som atual. Isso mostra, por um lado que não tenho problemas com o que fiz, e por outro, as pessoas (com cabeça aberta e inteligentes) poderão conferir outra perspectiva dessas músicas. Se alguém não gosta dessa idéia, não é obrigado a ouvir. Essas músicas não soarão como Helloween ou metal, então é muito estúpido colocar essa questão como algumas pessoas fazem".
"Já comecei a trabalhar em alguns arranjos e está muito divertido. Estou excitado com o trabalho. As músicas estão soando muito bem com essa nova cara. Infelizmente, Deborah, o metal hoje é cheio de negativismo, dogmatismos e mentalidades que são inimigas da arte. Eles realmente acreditam que devem dizer aos músicos o que é permitido fazer ou não (como podemos ver no meu caso). Também olham tudo sob uma perspectiva negativa e destrutiva. Sempre colocam tudo de uma maneira que possam difamar os outros. Muitos nem mesmo entendem o que estou falando quando explico minha maneira de pensar. Intencionalmente misturam coisas que são separadas".
"Não tenho nada de ruim a dizer sobre o Helloween. Tive problemas com uma pessoa, e às vezes, tenho que me defender porque essa pessoa tenta (e consegue) espalhar coisas sobre mim, mas gostei muito dos primeiros anos (de Helloween). A razão desse ódio é que digo o que está errado na cena do metal hoje em dia. E isso deixa muitas pessoas bravas. O espírito do metal tenta ditar leis sobre como pensar e como fazer sua música, e se você não segue essas leis, é considerado traidor. Mas é esse espírito que trai a liberdade em si. Então para ser verdadeiro com você mesmo, deve 'trair' esse dogmatismo cedo ou tarde".
"Essa é uma grande parte do porquê não aguento mais essa cena. Eles também não me suportam. Discordo da típica ideologia do metal e não tenho medo de falar sobre isso. E isso é suficiente para muitos se voltarem contra mim. Eles simplesmente não gostam da maneira como penso, então sempre encontrarão razões para falar mal de mim. Quem se importa! Mas sempre me surpreendo com as reações de alguns 'espertinhos' por aí. Como eles se iludem e condenam. Não consigo ver onde está o meu crime. Acho que esse álbum acústico é uma boa idéia, que deveria trazer certa excitação e até alguma paz nesse conflito, mas é óbvio que muitas mentes funcionam de maneira diferente. Mas elas não terão nenhum efeito no que estou fazendo, não permitirei isso. E meus amigos vão gostar".
"Estou lentamente construindo minha própria base de fãs e não preciso saber o que esses idiotas falam de mim".
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