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Lemmy: "A humanidade, como raça, é hilária"

Por João Renato Alves
Fonte: Blabbermouth
Postado em 17 de outubro de 2006

A Classic Rock Revisited conduziu em outubro de 2006 uma entrevista com o líder do MOTÖRHEAD, Lemmy Kilmister. Alguns trechos do bate-papo:

"'Sword of Glory' (música do novo álbum, "Kiss of Death") é uma forte faixa. Tocaremos essa nos shows. É uma música universal. Se encaixa nos dias de hoje mas não necessariamente é inspirada pelos tempos atuais. Quando você é jovem e estúpido se acha um herói. O governo sabe disso e pega os jovens para se sacrificarem por suas causas. O que eles fazem no Iraque, sendo assassinados? É por causa do petróleo. Não há outra razão para estarem lá lutando, só petróleo. O Iraque não é uma ameça aos Estados Unidos. O motivo de tudo isso é que George Bush quer vingar o seu pai. Será outro Vietnã. O Irã vai entrar na brincadeira agora. O que vão fazer em relação a isso? Eles vencerão, pois você não pode enfrentar caras que se escondem atrás de uma rocha. Não pode derrotá-los, provaram isso no Vietnã. Não importa que tipo de fantoche do governo eles mandarem, não vai funcionar. As pessoas odeiam fantoches do governo. Veja o Afeganistão: metade das armas que eles usam foram dadas pelos americanos. A outra metade pelos russos".

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Qual você acha que é a solução?

"A solução é dar o fora de lá, construir um muro ao redor e vender ingressos".

E o Motörhead poderia fazer a trilha sonora...

"Verdade! Não deveríamos estar lá, em primeiro lugar. O preço do petróleo aumentou depois da invasão ao Iraque. Que droga é essa? Como é possível? As companhias de petróleo lucram com isso. Como isso acontece? É apenas George Bush deixando seus camaradas felizes. No 11 de setembro de 2001, apenas um avião teve permissão para voar depois dos atentados. Sabe quem estava nele? A família de Osama Bin Laden. Bush deixou eles voarem para fora do país. Eles são sauditas. Bush tem grandes laços com a família Bin Laden. O filho travesso o atacou, mas ele certificou-se que o resto da família ficasse bem. Quem sabe com o que eles simpatizavam? Nem foram interrogados..."

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O mundo continua lhe rendendo idéias para músicas...

"É maravilhoso, não? É preciso manter um certo senso de humor sobre toda essa merda. A humanidade, como raça, é hilária. Continuamos matando um ao outro. A única coisa que entendemos é que podemos matar quem está longe. Não precisamos ver o trabalho que fizemos. Acho que se ainda tivéssemos que ver o corpo de quem matamos com uma espada cravada teríamos menos lutas. Como fazem agora é covardia. Você mata um cara milhas distante e nem sabe como ele é".

Algumas de suas letras podem levar as pessoas a imaginarem que você seja anti-Deus

"Bem, de certa forma sou anti-Deus. Se existe um Deus ele é um bastardo miserável. Às vezes penso que ele deve ser o diabo vestido de Deus. Eu digo dane-se Deus e dane-se o Diabo, sou responsável pelos meus atos. Não preciso me esconder por trás de nada".

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Você foi citado como uma das pessoas que defendem a legalização da heroína. Como pode dizer isso?

"Estávamos tentando mostrar isso à polícia, mas há mais heroína nas ruas do que nunca. Jogamos os drogados na cadeia onde eles são sodomizados e transformados em verdadeiros criminosos. Antes de irem para a cadeia, geralmente eles são pessoas muito quietas. As pessoas que matam a todos e se matam são os traficantes. Se as drogas fossem legalizadas poderíamos ter uma melhor noção. Seria controlável e poderíamos acabar com os traficantes. As pessoas compram, seja lá o que for feito. Odeio heroína. Ela matou uma antiga namorada. Nunca usei. Mas se vamos ter isso na sociedade - e vamos, pois as pessoas usam - é melhor legalizar e controlar. É a minha opinião".

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As drogas e o rock sempre andaram de mãos dadas. Por que a heroína é diferente das outras substâncias?

"Só ví pessoas morrerem com a heroína. Nunca ví morrerem de speed ou cocaína. Milhares morreram com picadas. Odeio a heroína porque ela o transforma em um animal e depois o mata".

Como você a evitou?

"Apenas nunca quis. Nunca achei viável pois a via roubar a vida dos outros. Eles se tornavam a heroína. Não tinham mais a música nem qualquer objetivo, só a heroína. Tudo que lhe controla a esse ponto e lhe machuca é bobagem para mim."

Você têm algum problema quando dizem que o Motorhead é uma banda de Heavy Metal?

"Sim, porque viemos antes do Metal. Estou tocando Rock´n´Roll e acredito que ele deva ser considerado sagrado - é assim que o considero. Não entendo como pode não ser para todos".

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Todos sabem que você e Ozzy são amigos. Como você o conheceu?

"Foi quando abrimos os shows dele na turnê do 'Blizzard of Oz'. Foi uma grande tour, com Randy Rhoads. O conhecí, Randy era um cara legal. Quase do tamanho de Ronnie James Dio".

Ozzy teve muitos problemas com drogas.

"O único problema de Ozzy é que ele não pôde mais usá-las".

Ele teve grandes problemas que afetaram sua carreira e família. Você não é um estranho para as químicas. Como conseguiu evitar as quedas que atingiram Ozzy?

"Tenho uma personalidade que rejeita a perda de controle. Mesmo nos meus 'dias ácidos', quando tomava dez de uma vez. Ouvimos falar que o ácido não funcionava por dois dias seguidos, mas descobrimos que se duplicássemos a dose dava certo. Mesmo naqueles dias eu costumava dizer que tinha a minha janela para o mundo. Sempre conseguia parar para ver o que estava acontecendo lá fora. Ozzy não tinha isso. Ozzy fazia isso de uma maneira reclusa, eu não. Sempre fui o tipo de cara que gostava de estar presente nas festas, não ficava fechado em um túmulo".

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Leia a entrevista completa (em inglês) aqui.

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Sobre João Renato Alves

Nascido em 1983, jornalista graduado e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.
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