Detalhes sobre "Elektracustika", do Oficina G3
Por Assessoria Oficina G3
Fonte: Oficina G3 - site oficial
Postado em 04 de julho de 2007
(Press-release)
Primeiras impressões são perigosas. Quando elas vêm recheadas de possíveis preconceitos então, pior ainda. No mundo da música, a situação costuma ter outro agravante: a postura industrial de todo o processo. A linha de produção das gravadoras, muitas vezes, geram "artistas" de qualidade duvidosa, quando não são grupos simplesmente montados e/ou vendidos sob uma ovação desproporcional, além de totalmente manipuláveis e fabricados, literalmente, por quem está de trás. Para não falar em álbuns que nascem puramente para cumprir contratos.
A crítica especializada, por sua vez, sofre a pressão constante do tempo, sendo obrigada a entregar resenhas e entrevistas quase que instantâneas, mal tendo a oportunidade de ouvir com a calma e atenção necessárias o material recebido. O que dá margem para inúmeras interpretações equivocadas, logo reconhecidas por quem o escreveu. Perdem todos: o público, o jornalista, a gravadora, o veículo, a banda.
Música não é, ou pelo menos não deveria ser, um processo automático e artificial onde junta-se este elemento com aquele outro, dentro de uma fórmula já conhecida, empacotada numa produção eficaz e numa embalagem atraente. É um negócio, claro, como qualquer outro. Felizmente, somente o tempo – ele, novamente, numa ironia da lógica – mostra quem tem talento e competência suficientes para seguir na estrada. E no topo. Adquirindo, outro fator essencial, a independência para conceber o trabalho do modo e do jeito que querem.
O Oficina G3 é um desses casos raros. Sorte que minhas palavras se baseiam na história. Porque poderiam ser postas em dúvida por um observador mais perspicaz. Temos talento, longevidade, competência administrativa, respeito adquirido, público fiel e isenção para compor. E é no auge de sua força criativa, comemorando 20 anos de carreira, que a banda lança o novo CD.
"Elektracustika" não é um álbum para ser ouvido apressadamente. Exige atenção e uma sensibilidade acima da média para que todos seus detalhes possam ser absorvidos. A sonoridade é rica, mas não saturada. Técnica, mas sem exageros. Orgânica porém firme. Consegue capturar o ouvinte através de todos os lados, chegando à essência da banda. E ao mesmo tempo que resgata o passado, com 9 composições re-arranjadas, traz o novo, com 5 inéditas e vai além: o Oficina G3 clássico que todos conhecem encontra experimentações ainda mais fortes com o eletrônico e o progressivo, apontando, igualmente, horizontes diversificados de uma banda completa e equilibrada.
Seja já na abertura com o clima celta de "Além Do Que Os Olhos Podem Ver", reforçada pela flauta de Matheus Ortega, ou com a perfeita síntese no arranjo incomum de "Desculpas", trazendo riffs pesados, progressividade, melodias dando o acabamento final e o fator eletro de seu refrão, temos uma banda madura e de saudável ousadia. Jean adiciona texturas e climas de um senso apurado e sempre surpreendente – "Preciso Voltar" é toda dele. Duca faz seu baixo ocupar lugar de destaque, a exemplo de "Razão", nada menos que uma aula, demonstrando a classe e intensidade que poucos baixistas possuem. E Juninho Afram tem uma das mais belas e polivalentes atuações de sua carreira. A forma como consegue trabalhar a técnica em prol do sentimento, fazendo com que as linhas vocais casem adequadamente com que o instrumental passa é de se reverenciar. Impossível ficar imune a "Cura-me", "Eu, Lazáro" – e seu solo tocante – "Ele Vive", onde se exalta toda a força do conjunto e "Perfeito Amor", balada de nítido acento jazzístico que ressalta o prestígio que estes músicos alcançaram, colocando-os na vanguarda do pop/rock nacional e provando sua indiscutível singularidade.
As letras professam experiências reais de vida e uma mensagem que eles carregam com convicção e coragem. Por tudo isso, "Elektracustika" é um álbum que emociona. Tem o sangue, o suor, o coração e alma de cada um deles. Planejado com carinho e executado com cuidado, a impressão inequívoca que temos ao término de sua audição é que, mais uma vez, e sem forçar qualquer situação elogiosa, eles podem se orgulhar do resultado alcançado. É puro Oficina G3, com tudo que eles são capazes de oferecer. O início perfeito para um ano, sem dúvida, inesquecível.
Faixas:
1. Intro
2. Além do que os olhos podem ver
3. Desculpas
4. Mais alto
5. Cura-me
6. Resposta de Deus
7. A Deus
8. Eu, Lázaro
9. Ele vive
10. Razão
11. Preciso voltar
12. A Lição
13. Deserto
14. Perfeito amor
15. Me faz ouvir
Onde comprar:
MK Shopping
Submarino.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A opinião de Tony Iommi sobre "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A música mais pesada do Faith No More, segundo a Metal Hammer
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982
Geddy Lee responde se o Rush vai gravar novas músicas com a baterista Anika Nilles
A música do Megadeth inspirada em personagem da Marvel
O álbum do Black Sabbath que a própria banda tentou impedir de ser lançado
Sepultura "rouba o show" no maior festival de heavy metal da Inglaterra, diz a Metal Hammer
A banda que poderia ter rivalizado com o Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Within Temptation deve levar músicos de apoio em próxima turnê
Novo álbum de Bruce Dickinson não seguirá história de "The Mandrake Project"
O segredo que Jimmy Page escondia de seus amigos mais radicais
Morte de Jeff Hanneman aproximou Tom Araya e Kerry King
O álbum dos Rolling Stones que foi estragado pela banda, segundo Mick Jagger
Johnny Ramone sentiu mais a morte de Dee Dee do que a de Joey Ramone
Iron Maiden: X Factor é um álbum injustiçado?
A canção do Nirvana que Kurt Cobain achava "impossível de ser reproduzida"
Metallica: "72 Seasons" é tão empolgante quanto uma partida de beach tennis







