Black Sabbath: Sir Lord Baltimore relembra turnê e sabotagem

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Por Daniel Faria, Fonte: Rock N Roll Universe, Tradução
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Em uma exclusiva e extensa entrevista conduzida pelo Rock'N'Roll Universe com John Garner, do SIR LORD BALTIMORE, em dezembro de 2007, o legendário vocalista comentou a abertura do SIR LORD BALTIMORE para o BLACK SABBATH em várias datas da tour do "Paranoid".

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Rock N Roll Universe: Falando de BLACK SABBATH, a banda seguiu com o Sabbath por várias datas da turnê do "Paranoid". Como foi a experiência para vocês, e quais são as suas lembranças?

John Garner: "Minhas lembranças são essas: 1 - Eu achava que eles eram uma banda muito boa. Eu achava que éramos melhores que eles, mas acho que eles eram muito bons. 2 - Ozzy era muito divertido, e Bill Ward era um cara muito legal. Geezer (Butler) e Tony (Iommi) foram distantes e esnobes, e eu não ligava pra eles. Nós tocamos no Virginia Dome, em Virginia obviamente, e eu não lembro de quanto tinha de público exatamente, mas acredito que era mais de 5.000 pessoas. O lugar estava lotado. Naquela época nosso manager tinha conseguido um acordo com o manager do Sabbath para que pudéssemos usar o sistema de PA deles. Nós começamos a tocar, e o público começou a adorar a gente. Absolutamente nos ADORAVAM. Eles estavam ficando loucos. Daí boom! As luzes apagaram. Boom! A eletricidade acabou. Isso aconteceu três vezes. Quando eles entraram no palco isso não aconteceu nenhuma vez. Porque eles estavam inseguros achando que nós iríamos roubar o show, eles fizeram sabotagem três vezes e desligaram nossa luz. Sabe do quê mais? Eu tinha acabado de fazer 19 anos, e eu estava interessado em amor, paz e felicidade. Eu não estava procurando machucar ninguém. Eu nunca imaginaria que alguém poderia ser tão traiçoeiro para fazer algo tão terrível com outra pessoa. Agora eu já sei. Mas ao mesmo tempo eu era tão ingênuo que só anos depois eu realmente percebi o que aconteceu. Eu acreditava que isso tinha acontecido acidentalmente. Eu não estava pensando em nada mal-intencionado. Depois, quando fiquei mais esperto, eu concluí 'o quê, estou me enganando? Esses caras desligaram a tomada'. E não foi legal, e desde então eu não gostei mais deles. Agora meu amigo Vinnie Appice toca bateria com eles. (risos)"

Rock N Roll Universe: Você acabou de mencionar que esteve junto com Ozzy naquela época. Como ele era naqueles tempos?

John Garner: "Ozzy era muito amigável, um sujeito muito legal. Ele tomava muitas pílulas. Quebrou muitos monitores com a base do microfone, mas fora isso ele era um cara muito legal. Nós saímos com ele poucas vezes, apesar que no geral nós saíamos muito. Fomos ao quarto deles uma vez, eu acho que fumamos um baseado, mas fora isso nunca teve nada de mais. Então, uma vez no prédio da Time/Life em Manhattan, no último andar tinha uma festa em um apartamento. Fomos convidados e os caras chegaram meio tarde. Geezer Butler e Tony Iommi entraram junto com Frank Zappa. Eles estavam sentados numa mesa, algumas mesas de distância da mesa do SIR LORD BALTIMORE, e eu fui até lá para ser amigável. Eu não sou uma groupie, não estava procurando um autógrafo nem nada, somos colegas. Era assim que eu me considerava. Eu disse 'E aí cara, como vai? Como vão as coisas? Ótimo ver vocês'. Eles agiram de forma esnobe, reconheceram minha presença brevemente e não foram nem um pouco cordiais... eu fui embora (risos). Eles não foram nem um pouco legais".

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Sobre Daniel Faria

Nascido em 1977, cresceu em um lar onde rock progressivo dominava as ondas do ar. Aos 12 anos, com a compra de "Paranoid" (Black Sabbath) tudo mudou e o metal gradualmente passou a ser o som predominante em casa. Estudou Computer Science / Applied Science pela Concordia University (Montreal, Québec, Canada) e hoje vive em um vilarejo rural em Simcoe County, centro-sul de Ontario, Canada.

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