Celtic Frost: "Foi o inevitável fim do grupo que causou minha saída!"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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O ex-frontman do CELTIC FROST, Tom Gabriel Fischer, postou a seguinte mensagem em seu blog oficial:

"Não foi a minha saída do CELTIC FROST que causou o inevitável fim do grupo. Foi o inevitável fim do grupo que causou a minha saída".

"O estilo do CELTIC FROST era diferente de qualquer outro que eu já tenha encontrado em muitos anos na indústria musical. As pessoas podiam adorar ou detestar o CELTIC FROST, mas ele era um grupo realmente único. Havia aqueles que inquestionavelmente detestavam o CELTIC FROST, mas parecia ser impossível para eles manifestar qualquer crítica além dos estúpidos ataques pessoais ou suposições absurdas que tipicamente eram baseadas em sua própria percepção distorcida e não na realidade do grupo. Na verdade, isso pode também ser verdade para alguns de nós, do próprio grupo".

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"Em sua segunda encarnação, o CELTIC FROST foi muito mais inacessível do que na primeira. Ele só poderia ter sido destruído de dentro. E isso realizamos com perfeição".

"Deixar o projeto que foi o foco da maior parte de minha existência, o grupo que foi a essência de minha vida, não foi uma decisão fácil ou precipitada para mim. Pelo contrário, foi, e ainda é, extremamente difícil e quase insuportavelmente doloroso. Minha saída foi conseqüência do ambiente pessoal que prevalecia no grupo há uns cinco anos, especialmente desde que o CELTIC FROST voltou a ter a atenção da mídia em 2006. Eu não teria dado esse passo se houvesse qualquer outra opção. Mas não havia; o dano já feito finalmente tornou-se irreversível".

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"Nos últimos sete anos e meio, o CELTIC FROST foi, pela segunda vez, sinônimo de minha vida, minha energia, minha paixão, minha visão e minha criatividade. Tanto que fui duramente criticado por aqueles ao meu redor pela intensidade de minha dedicação à banda. Mas o CELTIC FROST foi, é claro, não apenas arte e criatividade — foi também um conjunto de personalidades humanas muito diferentes e extremamente instáveis. Essa foi a própria força motriz do grupo, mas acabou sendo a sua ruína. A idéia de que essa grande e extraordinária banda não existe mais, de que foi desintegrada devido a algo que poderia ser resumido em complacência humana, é simplesmente intolerável".

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"Isso também é totalmente contrário ao legado do CELTIC FROST".

"Tornou-se simplesmente impossível responder aos incontáveis telefonemas e e-mails que recebi desde que foi divulgada a notícia de minha saída. Saber que o CELTIC FROST significou tanto a tantas pessoas é extremamente comovente. Ao mesmo tempo, é também terrível saber que aqueles que adoravam a banda ficaram tão desapontados. Isso também inclui nossos amigos e mentores, alguns dos quais tentaram intervir comigo até o último minuto (e, em alguns casos, além dele) para evitar que o pior acontecesse. Carmen e HR Giger, por exemplo, Ravn do 1349, e o brilhante empresário do grupo, Antje Lange".

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"Além disso, é quase impossível justificar a seqüência de eventos para aqueles que trabalharam tanto para permitir a ressurreição e a segunda fase de sucesso do CELTIC FROST: nossos guitarristas de shows, V Santura e Anders Odden, nossos webmasters, nossa equipe, o pessoal de nossa agência de shows, Twisted Talent e nossos parceiros da nossa gravadora, Century Media".

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"Estou tentando colocar minhas idéias em ordem agora, o que ainda está sendo muito difícil. Artisticamente, eu certamente não queria deixar o CELTIC FROST; eu nunca estive tão contente com a música e a criatividade da banda. Eu vi 'Monotheist' como o primeiro de muitos álbuns importantes lançados pelo grupo. Portanto, planejo continuar exatamente na mesma veia artística do CELTIC FROST. Eu tinha uma idéia bastante clara sobre como poderiam ser os próximos dois álbuns do CELTIC FROST e pretendo realizar essa idéia, produzindo esses álbuns com um novo grupo. Eu também gostaria de continuar a fazer turnês e tocar a música que compus para o CELTIC FROST ao longo dos anos para platéias ao redor do globo".

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"Por último, gostaria de dizer que sou profundamente grato a meu amigo Wrath do AVERSE SEFIRA por seu eloqüente epitáfio em honra ao CELTIC FROST, que representa muitos dos comentários que recebi".




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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