Vader e o diário da turnê pela América do Sul

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Por Monica Fontes, Fonte: Massive-Music, Tradução
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Matéria de 16/04/08. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

VADER terminou recentemente a bem sucedida turnê sul americana, em que dividiu os palcos com Marduk. Grandes públicos, “guerra” no palco, problemas sérios na Colômbia, 16 vôos em 9 dias e a gravação de um videoclipe! Foi uma turnê muito intensa.

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Segue um breve diário escrito por Peter Vader (guitarra e vocal):

19/03/2008: Como de costume, antes do vôo para a América do Sul ficamos ensaiando o dia todo em Varsóvia. Preparamos o set list e no dia seguinte estávamos todos prontos às 7:00 da noite... Dessa vez sem surpresas por parte da companhia aérea. Fizemos um vôo pela Air France para São Paulo, com conexão em Paris e chegamos às 6:30 da manhã. No mesmo dia começaríamos a turnê com um show em Campinas – que fica a uma hora de São Paulo de carro. Paramos rapidamente em um hotel para tomar um banho, jantar e descansar um pouco antes da viagem e descobrimos porque o Marduk não se encontrou conosco em Paris, como tínhamos planejado: eles perderam o vôo na Suécia...

20/03/2008: Fizemos o primeiro show no Brasil somente com bandas locais. À tarde estávamos prontos para passar o som e para o show logo depois. Fabrício, um amigo já conhecido das turnês com o Krisiun, acompanhou Vader por toda a turnê na America do Sul, na checagem de som. O primeiro show – um dos menores (em torno de 450 na platéia) foi incrível. Os fãs prometeram voltar no dia seguinte.

21/03/2008: Tocamos algumas vezes antes em São Paulo e esperávamos um massacre! E foi... Nesse meio tempo Marduk chegou, mas... sem os equipamentos. Todo o material e a bagagem seguiram para outro lugar, o que acontece com freqüência ultimamente... Para não perder o dia, eles usaram nosso equipamento. Tocamos primeiro e então os Vikings entraram no palco... Não é fácil tocar com o equipamento dos outros e eu respeito os suecos por isso. Depois do show fomos rapidamente para o hotel para voar no dia seguinte para Belo Horizonte – a cidade do Sepultura.

22/03/2008: Naquela noite éramos headliner e então o Marduk fez a passagem de som já com o seu equipamento original e voltamos para o hotel para esperar o momento do show. Foram 850 enlouquecidos naquela noite e eles mostraram a todos o que significa o Metal!!!

23 e 24/03/2008: Os dois shows seguintes, em Curitiba e Porto Alegre, finalizaram a parte brasileira da turnê, onde tocamos para 2.800 fãs!!! Próximo passo seria o Chile...

25 e 26/03/2008: Chegamos em Santiago um dia antes e tínhamos tempo para descansar. Começamos a trabalhar muito cedo na manhã seguinte, por volta das 10:00 h. Planejamos algumas gravações para o novo videoclipe gravado em parceria com uma equipe chilena em Santiago. Tivemos a idéia há uns dois meses atrás e decidimos fazer... Carlos e sua equipe de fãs do Metal, também de um lugar muito exótico, nos ajudaram a decidir. E escolhemos “Carnal” pra isso. 90% do clip é de computação gráfica, mas também tem algumas partes ao vivo da gente. Passamos algumas horas no incrível Necro Club tirando fotos. Como vai ficar? Espero que a gente veja logo os efeitos... Depois da reunião com a equipe de Carlos, jantamos, fizemos uma rápida sessão de autógrafos, e finalmente o show. Santiago me lembrou a última turnê. O público estava muito louco e eu pude usar o esqueleto que eu estava usando no “Carnal” vídeo. Foi um dos maiores shows dessa turnê e tocamos para 1.000 pessoas.

27/03/2008: Dia seguinte – próximo país: Equador e a cidade de Quito… Nunca esperei um show tão grande e tão empolgante com tantos fãs no país. Havia em torno de 1.000 pessoas, de novo, e centenas do lado de fora controladas pela polícia (como na Polônia no início dos anos 80...) Depois de uma breve, mas intensa, festa com Marduk, fomos para o hotel.

28/03/2008: Uma pequena reunião no lobby de manhã e começamos na Colômbia... Não foi tão fácil dessa vez. O produtor colombiano esqueceu (!!!) que os poloneses precisam de visto para entrar na Colômbia e então... Voltamos para o Equador logo depois de nossa chegada ao aeroporto de Cali. Meus telefonemas desesperados para a Embaixada Polonesa não ajudaram em nada. Nossos amigos do Marduk ficaram para pegar as bagagens e nós voamos de volta para Quito. Fabrício veio conosco uma vez que não conseguimos nos comunicar de forma alguma (é bom saber que na América do Sul ninguém fala inglês, nem mesmo nos aeroportos internacionais). Quase fomos presos no Equador... Toda aquela m* por causa da ignorância de um colombiano. Ao invés de dois shows na Colômbia, passamos dois dias em Quito sem fazer nada. M*!

30/03/2008: Para o último show, na Venezuela, voamos do Equador às 4 da manhã (nessa turnê tivemos 16 vôos no total), com conexão em Bogotá, e chegamos em Caracas antes do meio-dia para continuar a viagem com o Marduk para a cidade de Puerto La Cruz. Foram 5 horas de van. Estávamos atrasados e fomos direto pro show. Há muito tempo eu não via um público tão louco! Quase atacaram nossa van e foi outro show para 1.000 pessoas. Um grande show, na verdade. Mauser teve que tocar sentado quase o show inteiro por causa de um problema na alça da guitarra. A equipe deu um jeito no final do show com um pedaço de fita. Infelizmente ele não pôde usar a guitarra reserva porque não tivemos tempo de prepará-la para o show (falta de tempo...). Entretanto, como eu disse, tocamos e foi um dos shows mais legais! Venezuela rules! E então voltamos pra casa...

Isso é tudo. Gostaríamos de agradecer e deixar um abraço para Eduardo & Tumba Produções, e o produtor no Equador. Esperamos voltar à América do Sul no próximo ano, tocar na Colômbia, e quem sabe em outros países?

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Sobre Monica Fontes

Mônica Fontes - Carioca, nascida em 1968, vive no Rio de Janeiro e é tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por música, leitura e cinema, começou a ouvir rock aos 13 anos, já tendo presenciado grandes shows e eventos desse gênero. Além do rock, também se interessa por outros estilos, como o Pop e MPB. Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Pink Floyd, U2 e Guns N'Roses são algumas de suas bandas preferidas, sem deixar de prestigiar as excelentes bandas e artistas nacionais. Acessa o Whiplash há alguns anos e começou a colaborar por gostar de traduzir os diversos assuntos relacionados no site.

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