Kisser: "ser Michael Jackson é demais para qualquer pessoa"
Por Emanuel Seagal
Fonte: Yahoo Música
Postado em 06 de julho de 2009
Andreas Kisser, guitarrista do SEPULTURA, escreveu em sua coluna no Yahoo! a respeito da morte de MICHAEL JACKSON. Confira um trecho do artigo.
"Bom, a notícia que toma conta do mundo da música é a morte surpreendente de Micheal Jackson. Com todas as datas dos shows em Londres se aproximando, a última coisa que poderíamos esperar era por uma notícia destas. Foi realmente chocante. Eu tinha acabado de chegar na República Checa, onde o Sepultura começa a turnê de verão europeia, e abrindo a página de notícias fiquei sabendo das últimas novidades, tristes novidades.
Em uma coluna que postei aqui recentemente, comentei sobre a volta que Micheal Jackson anunciava em grande estilo. Cinquenta shows, em um único local, Londres, nos últimos seis meses de 2009. Eu fiquei meio desconfiado, não acreditava que ele, depois de tudo que havia acontecido em sua vida - tratamentos de pele, que diziam eram para tratar uma rara manifestação do vitiligo, julgamentos badalados em tribunais de Hollywood sob acusação de pedofilia, processo em que foi absolvido, e várias outras turbulências, doenças e falências. Muita fofoca e mentiras, mas muitas verdades também.
Era visível que ele não teria condições de apresentar o show que as pessoas esperavam ver. Ele não passava a energia dos tempos áureos, não que isso não aconteça com outros artistas, mas ele aparentava estar muito fraco, sem forças para aguentar uma maratona de cinquenta shows. Acompanhei de longe algumas notícias sobre a escolha dos dançarinos e os primeiros ensaios, estava realmente curisoso para ver se ele teria condições de se reinventar. Não deu.
Creio que a pressão de ser o Michael Jackson é demais para qualquer pessoa, ele era escravo de um personagem fictício que tomou conta do Micheal pessoa, do cara normal, se é que ele foi normal algum dia. Sua carreira é impressionante, desde muito cedo fazendo parte de um fenômeno musical chamado Jackson 5, com os irmãos, sendo guiados a mão de ferro pelo pai e, depois, a inigualável carreira solo. Ela era realmente um gênio, dançava como niguém, a voz era única e o carisma gigantesco. Mas, o tempo passa e temos que respeitá-lo".
A matéria completa pode ser conferida aqui.
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