Mustaine: "Dave sempre foi e sempre será meu baixista"

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Por Daniel Molina, Fonte: Rust In Page, Tradução
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Matéria de 12/02/10. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Jon Wiederhorn da Noisecreep conduziu uma entrevista com Dave Mustaine, onde falaram sobre a saída do baixista James Lomenzo e o retorno do baixista original, David Ellefson. Confira alguns trechos abaixo.

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Noisecreep: Muitas pessoas achavam que o inferno congelaria antes que você pudesse tocar com Dave Ellefson novamente. Como tudo aconteceu afinal?

Mustaine: "Quando me tornei um Cristão, minha vida mudou de verdade. Ao contrário de muitas pessoas que se dizem cristãs mais são pseudo-cristãs, eu não sou o tipo de pessoa que sai por ai dizendo como você deve viver sua vida mas acaba vivendo uma vida dupla atrás de portas fechadas. Então quando fui perdoado vi que deveria perdoar. Tivemos aquele problema com o processo judicial, e perdoei Dave por aquilo tudo. Há vários anos atrás eu fui até Phoenix em uma viagem de negócios e perguntei se ele queria jantar comigo. Ele disse, 'Claro'. E nós fomos até o California Pizza Chicken, comemos e conversamos. Eu disse a ele, 'Eu ainda te amo'. E ele me disse, 'Eu também te amo'. Eu a partir daquele momento deixei tudo para trás, porque ele é como um irmão caçula para mim. Então eu vejo isso como uma oportunidade para fazer as coisas certas para o Dave e mostrar a ele que sou um bom líder e que somos uma ótima banda, e que devemos tocar juntos".

Noisecreep: O que te motivou a chamar ele de volta à banda?

Mustaine: "Nós estavamos na NAMM, e a Dean perguntou se poderiamos tocar, e eu nunca faço essas coisas. Então eu disse, 'Bem, vou pensar nisso', e então fui pra casa porque queria surpreender eles voltando lá mais tarde. Mas todos acharam que eu não iria tocar, então foram embora. Então quando eu disse 'Claro, vou tocar sim', eles ficaram perdidos dizendo 'Meu Deus, o que vamos fazer agora?' Então o tiro meio que saiu pela culatra.

Não conseguíamos achar o James nem o Chris, então ficamos procurando por um baixista. James finalmente apareceu mas meu técnico de guitarra tinha conversado com David Ellefson, e ele tinha concordado, que ele adoraria. Então aquilo abriu as portas. E já que estava olhando o Dave com respeito e admiração por tudo o que ele já tinha feito ao Megadeth e aos fãs, e ainda respeitava todo o seu talento, isso fez com que a decisão fosse mais fácil.

Alguns dias atrás perguntei se ele queria voltar. Eu sei que algumas pessoa irão dizer, 'Como que o Ellefson pode fazer isso?' Mas qualquer um que saiba que estou tentando mesmo mudar meu jeito de viver sabe que isso é outro passo para mim. E é um grande prazer ter um dos meus melhores amigos de volta."

Noisecreep: James Lomenzo estava para deixar o Megadeth quando você chamou o Ellefson de volta?

Mustaine: "James nos serviu fielmente no baixo e nos backing vocals por vários anos, então quando isso aconteceu foi muito dificil dizer a ele que o que iriamos fazer era a coisa certa para nós, porque me importo muito com o James. De um ponto de vista do mundo de negócios, Dave é o meu baixista. Sempre foi e sempre será. Todos que já tocaram baixo comigo foram como irmãos e amo todos, mas esse é o trabalho do Dave."

Mustaine: "James, além de ser super talentoso, é uma ótima pessoa e sei que o que ele fizer será ótimo. Ele já tocou com ótimos músicos - menos eu. Você olha o trabalho dele com Ozzy e Zakk Wylde, e o que ele fez com David Lee Roth e com o White Lion. Esses caras eram muito grandes antigamente. Então James tem uma carreira ilustre, e creio que você vão ver James muito em breve. E sendo honesto, se eu montar algum projeto paralelo no futuro quero poder ligar pro James e dizer 'Quer saber, cara? Preciso de um baixista foda e com um ótimo senso de humor para tocar comigo. Topa?' E espero que ele não diga, 'Vá se foder'".

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Sobre Daniel Molina

Nascido em 79, professor de inglês e tradutor. Conheci o metal e suas várias vertentes através de um amigo do meu irmão no final dos 80, onde em 89 acabei me deparando com Megadeth dentre os vinis que estava ouvindo e foi amor à primeira ouvida, uma paixão que dura 20 anos. Apaixonado por thrash metal, especialmente Bay Area e East Coast mas também aficcionado por NWOBHM, Hard e Death. Com o passar do tempo percebi que o rótulo é o que menos importa e sim o tipo de música que nos agrada, mas apesar de tudo, thrash sempre acima de tudo. Já trabalhei com vários sites, cobrindo shows e fazendo entrevistas mas sempre tocando a Rust In Page por amor ao Megadeth, e hoje além de dedicação total ao meu trabalho salvo bastante do meu tempo para manter a página rolando firme e forte e mantendo os Droogies brazucas informados.

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