Kamelot: Jon Oliva no próximo álbum da banda

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Por Renato Rossini, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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O site Kamelot Germany recentemente conduziu uma entrevista com o frontman do KAMELOT, Roy Khan. Alguns trechos da conversa seguem abaixo:

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Kamelot Germany: Thomas [Youngblood, guitarrista] disse em uma entrevista que o no geral o som do novo álbum é muito ‘estilo KAMELOT’, mas as letras são mais obscuras, ainda mais que no ‘Ghost Opera’. O que faz com que temas obscuros sejam mais interessantes de escrever do que temas e histórias mais positivas?

Roy Khan: Tem mais a ver com a música, que é mais melancólica e obscura em sua expressão. Embora por outro lado ainda é muito KAMELOT, mas os temas desta vez estão variando entre serial killers, inferno, fracasso... é apenas uma coisa um pouco diferente. E às vezes as coisas simplesmente não estão planejadas, apenas acontece de ser do jeito que estão vindo. É como escrevemos nossas músicas.

Kamelot Germany: Mas o que faz ser mais interessante escrever sobre temas obscuros?

Roy Khan: Não que seja mais interessante, embora tenha sempre vindo de maneira natural… trata-se de se encaixar a uma atmosfera que já está lá.

Kamelot Germany: Qual você acha que é a principal diferença entre o novo álbum e os anteriores?

Roy Khan: Eu diria que "The Black Halo" e "Ghost Opera" e o novo não estão tão longe um do outro. Não há uma grande diferença. Exceto pelo fato do "The Black Halo" ser um álbum conceitual, é claro. Talvez a principal diferença, ao menos do "Ghost Opera", é que há algumas participações especiais desta vez. Há também uma música de 10 minutos que eu acho que as pessoas vão amar.

Kamelot Germany: Há uma entrevista com Jon Oliva [SAVATAGE, JON OLIVA’S PAIN] na internet que ele diz que ele também estará no novo álbum.

Roy Khan: Sim, ele é um dos convidados.

Kamelot Germany: Qual sua música favorita do KAMELOT para cantar? Não diga todas, deve haver as favoritas.

Roy Khan: Adoro nossas baladas. Também tem a ver com o fato de que eu posso me ouvir corretamente no palco. Quando o bumbo duplo está sendo tocado junto com todos os instrumentos, às vezes é muito difícil para eu encontrar o caminho através do som, mas eu realmente gosto de todas as músicas. Tocar ao vivo é uma viagem, especialmente agora que temos tantos álbuns para escolher. Todos nós gostamos de todas as músicas. É claro que "March Of Mephisto" é uma das favoritas. A participação do público é enorme. Tantas músicas que eu gosto… não há nenhuma que apareça como minha favorita. Eu não posso dizer apenas uma quando não há de fato uma que se sobressaia.

Kamelot Germany: E qual é a mais desafiadora?

Roy Khan: No geral, as músicas mais antigas são mais difíceis de cantar, mas nós sempre podemos ajustar tudo para baixo. Os outros caras podem afinar seus instrumentos para baixo. As baladas são mais fáceis, pois posso me ouvir melhor, mas não há nenhuma música que é muito diferente em dificuldade para eu cantar.

Kamelot Germany: Você esteve pensando em fazer um álbum solo. Há algum plano concreto e você pode nos falar um pouco sobre eles?

Roy Khan: Não tenho tido nem tempo nem energia. Quero dizer... uma produção como nós fizemos toma muito, muito tempo e então há a turnê, vídeos e festivais. Embora eu escreva coisas o tempo todo. As músicas estão se empilhando. Como eu sempre digo, em algum momento isto tem que acontecer, mas neste momento não tem muito sentido para mim.

Kamelot Germany: Como você se prepara antes de um show? O que você faz como aquecimento? Você tem algum ritual específico?

Roy Khan: Uma coisa que eu faço é ficar no chuveiro ou na banheira por horas. Isto é porque eu gosto de estar aquecido por todo o corpo e o ar fica tão úmido quanto possível. O ar precisa ser úmido, isto é bom. Antes do show eu faço coisas normais, eu caminho um pouco, faço flexões e apenas tento estar realmente aquecido antes de entrar no palco. Beber muita água por exemplo. Em casa eu gosto de tocar clarineta antes de ensaiar. Eu toco clarineta, pois ela é ótima para a voz. Muitas pessoas não sabem disto, mas é verdade, é muito boa, pois ela cria uma pressão em volta de suas cordas vocais. Você também pode usar um canudo e soprar em meia garrafa cheia de água ou qualquer outra coisa. Isto dá o mesmo tipo de efeito, mas é um pouco mais chato.

Kamelot Germany: Como você lida com o fato de estar longe durante as semanas em turnê?

Roy Khan: Tento ir para casa quando temos um dia de folga. Estivemos fazendo isto por um tempo e é o que costumo fazer. E quando você tem uma família, é como sair de férias, honestamente. Quando estamos excursionando, podemos dormir o quanto quisermos e depois de tudo, há basicamente uma hora e meia de show à noite. Temos pessoas que fazem tudo por nós. Eu não posso dizer que é um trabalho árduo. No entanto, todas as viagens são uma tarefa. Eu realmente preciso ter cuidado com a minha voz, então tento não falar com as pessoas após o show, o que é, com certeza, muito difícil para as pessoas entenderem. Em Londres, por exemplo, foi muito ruim. Havia muitas pessoas que não víamos há muito tempo e eu tive que falar com elas, mas ao mesmo tempo sabia que minha voz precisava descansar. É sempre uma balança entre tentar cuidar da minha voz e satisfazer as pessoas, que na verdade são a razão de fazermos isso. Todo mundo acha que deve receber a sua parte e é difícil para as pessoas entenderem que eu não posso gastar 2 minutos com elas. Se tiver 30 pessoas e todas elas quiserem ter seus 2 minutos significa que terei que ficar no frio por uma hora, falando logo após o show, embora eu não devesse estar conversando. Apesar de tudo, eu sinto certa responsabilidade de ter minha voz em ordem para o próximo show.




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Sobre Renato Rossini

Renato Rossini, nascido em 27/09/1984 em São Caetano do Sul. Formado em Relações Internacionais, mas trabalha com informática (?!?!). Ouve heavy metal desde os 8 ou 9 anos. Começou com os clássicos, Metallica, Iron Maiden, Black Sabbath, mas hoje em dia ouve de tudo quando o assunto é metal. Pra variar tem uma banda, onde toca bateria.

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