Os vários motivos que levaram Roy Khan a deixar o Kamelot, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de junho de 2024
O vocalista Roy Khan deixou o Kamelot em 2011 e na época foi noticiado que a principal razão foi religiosa. Em entrevista a Marcelo Vieira, o músico norueguês explicou que, na verdade, houve mais razões para isso. Confira alguns trechos abaixo e acesse o conteúdo na íntegra no site do Marcelo.
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Em 2014, você afirmou que teve um esgotamento mental e decidiu sair do Kamelot para priorizar sua saúde e sua família. Olhando para trás, o que causou isso?
Foi uma variedade de muitas coisas. Eu levava minha vida de uma maneira realmente ruim, trabalhando demais. Tinha uma família e estava fora metade do ano. Eu também não estava realmente presente quando estava em casa. Eu vivia nessa bolha do Kamelot e gradualmente sentia cada vez mais que essas duas personas estavam me rasgando. Como essa persona de palco, Roy Khan, o artista, e eu em particular, sendo marido, pai e tudo mais. Tive um colapso severo durante o verão de 2010, onde passei seis semanas quase sem dormir. Foi difícil. Mas foi uma decisão muito boa deixar a banda naquele momento, embora, é claro, tenha sido difícil.
Em acordo com o Thomas, eles não anunciariam sua saída no caso de você se recuperar e mudar de ideia. Isso não aconteceu. O que o fez decidir que sua ausência do Kamelot seria permanente em vez de temporária?
Eu apenas senti que era uma vida que tinha deixado para trás. Duas semanas antes de lançarmos "Poetry for the Poisoned" (2010), eu havia passado por um longo verão quase sem dormir. Eu me sentia um completo destroço, realmente sentia que estava enlouquecendo. E até certo ponto eu estava. Na verdade, já naquela época, decidi que não faria mais isso. Apenas pensar em ir para o aeroporto me deixava fisicamente doente. Não conseguia assistir programas de TV como Ídolos, The Voice e o festival Eurovision. Não suportava ver pessoas no palco. Então, foi apenas uma vida que senti que tinha deixado para trás quando disse aos caras pela primeira vez que isso não poderia mais acontecer.
De que maneiras ingressar na igreja e trabalhar lá o ajudaram a se reerguer?
Foi um trabalho. Definitivamente era algo para o meu ego, porém. Eu vinha do Kamelot, estando no palco na frente de dezenas de milhares de pessoas em algum momento. E então comecei esse clube juvenil na minha igreja. Na primeira noite, tivemos duas pessoas. E eu fiquei tipo, o quê? Isso é diferente. E então isso se desenvolveu para um grupo bastante grande de jovens que vinham toda segunda sexta-feira. Foi algo legal. Mas realmente mexeu com meu ego no começo. Provavelmente era algo que eu precisava.
Qual é a sua relação com a fé hoje em dia?
É uma pergunta difícil porque ainda vou à igreja de vez em quando, o que não é realmente crucial, na minha opinião. Você pode ter uma relação com Deus, seja lá o que isso signifique. Diferentes pessoas têm diferentes definições do que Deus é. É realmente difícil discutir isso. Mas é definitivamente algo que está sempre lá no fundo da minha cabeça. Não uma voz audível, mas eu continuo debatendo.
Confira a entrevista na íntegra no site do Marcelo Vieira.
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